Pagando Micos – porque rir da desgraça alheia é inevitável

Gato escaldado quando vê água...

Conta a lenda que casal 1 e casal 2, em situação financeira, digamos, delicada, resolveram que o amor poderia superar as barreiras do bom senso e da falta de cédulas na carteira partindo para um programa a quatro.
Engana-se quem imaginou o quarteto num trivial restaurante ou ainda numa reuniãozinha “filme com pipoca” na casa de um dos pares. Os personagens desta história são ousados e, tomados pela volúpia, pelos mais intensos desejos carnais que urgiam e falavam mais alto que qualquer noção de qualquer coisa, decidiram os quatro rachar um quarto de motel.
Se outras coisas, partes ou adjacências seriam rachadas também, não vem ao caso.
A mulher do casal 1, pensando num banho a dois pós-amor, encheu a banheira com água quente apenas, pensando que após os cinco minutos de diversão, a água estaria na temperatura agradável para o casal.
Neste pequeno, mas decisivo, intervalo de tempo, o bofe do casal 2 viu a banheira cheia e não pensou duas vezes: tchbum! (Sim as pessoas ainda fazem tchbum ao entrar na água).

Recapitulando: casal 1, empobrecido de dinheiro, mas não de amor, resolve rachar motel com casal 2. Casal 1 enche banheira apenas com água quente (fervendo, pra falar a verdade) para usar depois dos 5 minutos de diversão. Homem do casal 2 resolve vê o compartimento cheio de água e mergulha sem perguntar nada.

Pausa para um momento de reflexão: o que a falta de comunicação não faz, hein, gente?

O resultado, é claro, foi o homem do casal 2 escalpelado, coberto com pomada e andando com as pernas abertas por duas semanas.

REFLEXÃO POLIANÍSTICA Nº 1 :
Pelo menos o casal 1 economizou...

A Mulher Uva – Mais uma da série Ícones da Mitologia Grega

Pisa que eu gosto!

Quem nunca teve uma amiga que adorava qualquer cara desde que ele não gostasse dela?
Sabe aquela amiga que vive reclamando de que a sorte não lhe sorri (num oferecimento de clichê, só ele dá o chavão que você precisa!), que ela e o amor são incompatíveis, que o cupido é cego? Essa mesma que quando aparece um cara legal diz apenas “Ahhhh, não sei... ele torce pro XV de Piracicaba...”

Ela diz que o dedinho é podre, mas nós sabemos que, na verdade ela é a mulher uva: A-D-O-R-A ser pisada. Basta o mancebo perder o interesse para ela achar o dito cujo interessantíssimo. Ou então, o cara pode ter uma faixa em neon na testa com os dizeres cafajeste em caixa alta, que ela vai achar: “Nossa, que bofe interessante, estiloso, meu número!”.

Num mundo que mais parece uma feira livre com mulheres samambaia, melancia, o que mais preocupa é nossa amiga Mulher Uva. Medo de se relacionar, tendência suicida ou masoquista podem ser algumas das explicações, qual a sua aposta?

Mas seja lá qual for, mantenha sua amiga uva longe de vinícolas...

Da série: Ícones da Mitologia Grega

O monossílabo man

A toda ação, corresponde uma reação de igual ou maior intensidade. Será?

Derreter-se em elogios, proclamar seu amor aos quatro cantos, esmerar-se na busca da palavra perfeita que irá chegar certeira no coração daquele, ah, aquele...
O ser humano tem a tendência de esperar uma reação a sua ação, de igual ou maior intensidade, e vetor contrário, é claro. Porém, isso se aplica apenas à física, pois nas relações entre nós, humanos dos mais diversos gêneros (sim, somos mais que apenas dois gêneros, o masculino e o feminino), a história é outra.
Existe vagando sobre a terra, disposto a enlouquecer os corações mais afoitos por carinho, um tipo econômico, que não utiliza nem meias palavras: o monossílabo man...

“Eu te adoro, não sei viver sem você.”
A resposta: sombrancelhas levantadas em arco, num sinal e aprovação. Fique feliz, monossílabo man, aprova seu amor.

“Não há um único dia em que não acorde e durma pensando em você.”
A resposta: “Bom, isso é muito bom”.
Bom, muito bom, o monossílabo man acha bom você pensar nele. Que coisa boa não?

Está aí. Não espere arrancar mais que isso pois se para você a resposta do cromossomo y em questão foi broxante, para o monossílabo man, foi praticamente uma declaração de amor. As variadas nuances e sutilezas da sentença não caberiam explicar aqui, mas perceba que para ele, proferir palavras de admiração é esforço sobre-humano e de escala inimaginável. Contente-se ou simplesmente, cale-se.

Bai de uei, dia 20 de abril completamos 2 aninhos! Parabéns para nós!

Continuando a série didática "Aprenda a ser um viaipi com Desassistidas!"

O nome na lista


Nas baladas disputadas do mundo todo, existe uma figura que reina absoluta. Mas importante que o DJ ou o barman amigo que descola um pouquinho a mais na dose é a pessoa que pões o nome na lista. Esta criatura tem o poder mágico de conduzir ao Olimpo da balada free. Freqüentar lugares caros sem pagar um tostão, porém, tem um preço. A história a seguir é baseada em fatos reais.


- Sei que teu nome não está na lista, mas o meu está em duas. Vamos fazer o seguinte. Eu entro primeiro, você dá um tempo e entra depois, usando o meu nome na outra lista.

- Ai...será que isso vai dar certo?

- Nome, por favor.

- Zuleika Conceição.

- Sinto muito, mas Zuleika Conceição acabou de entrar.

- Mas eu sou Zuleika Conceição! Não podem existir duas 'Zuleika Conceição'?

- ...

E se a vida tivesse um ctrl+z?

Seria muito bom se pra maioria das bobagens que fazemos no cotidiano existissem aquelas duas teclas mágicas que nos socorrem das besteiras no computador: ctrl+z.
Para a palavra que saiu atravessada sem querer.
Para uma reação baseada em insegurança.
Para o momento certo de se declarar que foi perdido.
Para a batida no carro.
Para uma despedida que nunca aconteceu.
Para um oi que não se realizou.
Para cada atitude impensada, seria bom demais aplicar um "desfazer" e começar do zero.
Mas a verdade é que não podemos, então o que fazer?
Pensar dois segundos antes de falar?
Pôr-se no lugar do outro?
Olhar antes de atravessar a rua?
Ter certeza de o pote está bem fechado?
Mandar aquele e-mail?
Fazer aquela ligação?
É certo que estamos longe da perfeição, somos imperfeitos por natureza. Bom final de semana a todos, lembrando que, se não existe um ctrl+z para vida, existe, ao menos, a vontade de se redmir. Afinal, admitir o erro pode ser, talvez, um bom começo.

Aprenda a ser um viaipi com o Desassistidas!

- Nem pense em puxar assunto com alguém, nada mais antiquado que conversar, no máximo troque umas poucas palavras, não esquecendo, é claro de salpicar algum inglês estilo “fiz intercâmbio”.

- A cada 3 ou 4 músicas lance um rápido olhar (sem esquecer do tópico passado sobre como olhar é out) sobre os reles mortais na pista de dança. Antes de sair de casa, treine na frente do espelho um ar blasé, com uma expressão "aff... pobres..."

- Nem pense em dizer que você não gosta de música eletrônica. Faça de conta que está com aquele seu ex-namorado e finja. Dê soquinhos no ar, morda o lábio inferior, feche os olhos, não esqueça de jogar o cabelão!, tudo isso cria o look “uau, que tesão essa música”.

Seguindo essas dicas, temos certeza de que você passará como habitué da seção viaipi de sua balada favorita.
Mas como assim, você quer saber se vai se divertir? Darling, quem falou que balada é diversão? Balada é vitrine, darling. É vitrine.
Diversão... ora vamos...

Como ser um viaipi genérico

Algumas dicas para você que ainda não é iniciada(o) freqüentar, com a mesma desenvoltura que utiliza para ir na padaria da esquina, a área vip.


- Ao ser convidado, faça cara de tédio, como se a área vip e você fossem amigos de infância, algo como “de novo?”

- Ao adentrar a área vip, não olhe para as pessoas ao seu lado, nem para as mesas, nem para os seguranças. Aliás não olhe. Olhar é totalmente out. No mundo viaipi, ninguém olha para ninguém. (É mais ou menos como a história da Medusa, sim aquela que ao olhar nos olhos a pessoa virava pedra, então, é por aí a coisa).

- Jogue o cabelão para trás e olhe para o teto com ar de nojo, sacudindo os braços no melhor estilo “me notem/ mas não me odeiem, não tenho culpa de nascer linda(o) e maravilhosa(o)”.

Os Desafios da Balada - Reloaded

A área VIP

A área viaipi, ou vip, para os aculturados que não possuem o hábito ultra mega descolado de salpicar alguns anglicismos em seu vocabulário cotidiano, representa o grau máximo de poder que você pode alcançar numa balada, o poder de estar num cercadinho separado dos demais.


Se na época da escola ficar separado dos colegas representava castigo, na vida adulta, a história é um pouco diferente. Estar num cercadinho, olhando a ralé com ar blasé é sinal de que você chegou lá. Não importa se de ônibus, carona, ou a pé você está lá, no cercadinho.
E para ter certeza de que o mundo inteiro saiba o quão superior aos demais você é, nada melhor do que uma pulseirinha fosforescente horrorosa (que não combina em nada com seu traje, aliás) para dizer ao mundo “EU VENCI”.


Na quarta não perca dicas quentes para você que vai freqüentar a área viaipi pela primeira vez!

Um cromosso y pede ajuda

"Olá,

Não se são vocês ou é você, mas queria primeiramente dizer que vocês são mulheres providas de um discernimento de mundo que me assusta, mas pode parecer cantada, então vou direto ao ponto. Talvez tenha me equivocado ao entrar em contato com vocês, mas li a Menisquência e fui até o blog "ducara..." (sem machismo, é claro) de vocês e partindo do pressuposto que vocês são mulheres queria consultá-las: 1 - Eu trabalho com cinema e toco bateria e violão nas horas vagas, se vou tocar em um domingo, mesmo tendo passado o sábado minha namorada termina comigo, dizendo que não trato nosso namoro como prioridade.2 - Se vou na casa dela depois dele ter ido na minha, (mesmo ela tendo me visto tocando ou escrevendo) ela vira as costas sem eu terminar meu argumento e entra pra casa, me deixando no portão com metade no argumento na língua e outra no cérebro. 3 – Honestamente, sou pouco atraente: tipo o não-bombado, cabelo não-loiro, olho não-claro, meu veiculo é meu eskate, e, ao invés de uma tatuagem de dragão, ou coisa assim, tenho um rolo de filme no braço direito e um olho no ombro esquerdo. Afro descendente, 1,96m de altura e peso 87 quilos. O típico "magrão", morador de uma periferia de SP, tudo isso pra dizer que mesmo assim ela tem concorrência e eu não fico com outra, mas minha namorada encana em terminar comigo depois de qualquer briga dizendo que arrumo outra melhor, tenho 25 anos, e ela ainda fica me chamando de "Tiozão" por ser um pouco mais nova. Eu a amo muito, eu a curto demais: inteligente, atenciosa, muito bonita e o nosso sexo é maravilhoso, mas como farei para que ela não se sinta desassistida, sendo que estou tendo que escolher entre ficar com ela sem renovar meu intelecto criativo, ou, continuar escrevendo meus roteiros e criando meus barulhos solitariamente depressivo sem ela? Estou desesperado e desassistido por todos, meus amigos falam, que descolo outra fácil, que ela merece um par de chifre e coisas assim, mas quero fugir do estereótipo e da criação do meu pai, que foi algo como "Filhão, na duvida a filosofia é: Sai rasgando P..ão" o que fazer ?????"
E.
Rebecca Cristina diz:
Darling,
Para começar, devo dizer que considero absurdo você dizer que não possui predicados. Todos nós possuímos qualidades que vão além de meia dúzia de esteriótipos utilizados para vender perfumes e cervejas. Querido, abra seus olhinhos e veja o mundo de cima, bem de cima, já que você diz ter 1,96m de altura. De lá você vai perceber que sua cromossomo xx está desamparada, insegura, solita, precisando de um chamego. Não se esqueça que você trabalha com os setores que mais recebem reclamações aqui em nosso PROCOM emocional, pois juntamente com os professores de educação física (e suas aluninhas da academia), os surfistas (e a preferência insuportável pelas ondas), vocês músicos (com as groupies a tiracolo), precisam dar mais suporte que sutiã de amamentação. Entenda, meu caro, que o folclore que cerca a noite não é algo que deixe uma cromossomo xx tranqüila. Talvez você esteja dando menos atenção do que imagina, já parou para pensar nisso? Analise seus atos, coloque-se no lugar dela e, principalmente, não dê bola a amigos que mandam você “colocar um par de chifres” em seu objeto de afeto. Este conselho advém da vontade de seus coleguinhas de ter você como o Todynho da vida deles, aquele um companheiro de aventuras que um dia, antes dessa fêmea tomar lugar no seu coraçãozinho, você foi.
Não ouça o rádio, não ouça os outros e, principalmente, não ouça o RPM, ouça apenas você e descubra o quanto esta menina é importante para você. Converse com sinceridade, cuidado com as palavras, se vocês conseguirem chegar a um acordo, onde ambos respeitam o espaço um do outro, parabéns. Caso isso não aconteça, talvez seja hora de mudar o acorde.
Ninguém gosta de pessoas ultra-inseguras que vivem desconfiadas.

O CAD recomenda

Será necessário ajustar o módulo de segurança de sua cromosso xx, com muito carinho e atenção. Caso ela continue a apresentar dificuldades em rodar o sistema de segurança, providenciaremos a substituição de alguns itens como o ego, além de uma reposição extra na auto-confiança.

Mais um caso para o balcão de devoluções

Minha namorada anda um cubo de gelo comigo, o que faço?
Leia o parecer de Rebecca Cristina

Querido, é simples: compre luvas, gorro e aqueça sua namorada com muitos elogios, sinceros, é bom lembrar, para quem sabe assim, derreter a geleira em que se transformou o coraçãozinho de seu bem-querer.
Algumas vezes, a mulher pode sentir falta do jogo de sedução do começo do relacionamento e para ela é importante se sentir desejada e amada por seu parceiro. Quem sabe você não tenha relaxado um pouco demais, passada a fase da conquista?
Se mesmo após seus esforços para transformar o iceberg num vulcão, você ainda sentir que se relaciona com o freezer, meu querido, sinto dizer, é melhor acender uma luz amarela e colocar esta relação em observação. Lute por ela, tente conversar, procure entender o que se passa na vida de sua parceira (pode ser um problema que não tem nada a ver com você), mas se nada mudar...

O CAD recomenda:

Sua assistente deverá ser descongelada durante 3 minutos no modo degelo automático. Caso algumas áreas permaneçam congeladas, enviaremos seu cubinho de gelo para a ensolarada Aruba: nada como sol e praia para um degelo eficiente.

Um caso fora da garantia

Desassistidas, meu caso é clássico: flagrante no Orkut. Meu suposto namorado me adicionou no Orkut, nunca deixo recados, mas semana passada resolvi dar uma espiada e escrever um recadinho amoroso para ele. Imagine a minha surpresa quando dei de cara com uma... uma... uma garota muito vulgar deixando recados cheios de amor para ele. O que eu faço? Rodo a baiana e o mando passear com a fulana ou faço de conta que não é comigo?


Confira o parecer de Rebecca Cristina, phd em filosofia de almanaque e autora do livro "Coração de Mulher É Que Nem Circo: Sempre Tem Lugar Para Mais Um Palhaço"

Minha cara, de jeito nenhum você deve tratar seu relacionamento como um show do RPM: uma coisa que você não quer ver. Varrer as sujeirinhas da relação para debaixo do tapete é mais que nocivo, é letal. Com o tempo essas coisas vão se acumulando até o ponto que não há diarista que dê jeito. Portanto, chame este cromossomo y num canto e tenha uma conversa franca com ele: nós estamos juntos para valer? Ou estamos livres para ver outras pessoas? É preciso saber o que se passa do outro lado, sem julgamentos precipitados e cenas de barraco. Lembre-se que você aprendeu a usar salto para ficar elegante e descer dele não é algo aprovado nem digno. Não esqueça também de que o mundo virtual é algo mais ligado à ficção do que à realidade. Às vezes um recado é só um recado.

O CAD (Centro de Atendimento Desassistido) recomenda:

O perfil do bofe será submetido a análises laboratoriais para verificação de autenticidade de conteúdo. Caso seja verificada falha no modo de segurança dele, o mesmo será encaminhado para o setor de manutenção. Durante este período, o CAD providenciará a você um modelo similar para teste e configuração. Se você desejar a troca, não se preocupe que o CAD dará o maior apoio!

SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA

BALCÃO DE DEVOLUÇÕES

Dificuldades com o cromossomo "Y" (ou com o duplo "X")? Esse é o lugar pra reclamar e exigir seu tempo de volta! A numeração está errada? Problemas com o desempenho, com o prazo de validade? Conte aqui o seu caso!
Nossos assistentes foram especialmente treinados para lhe ajudar. Escolha a opção que mais se adequar a você e não se envergonhe, afinal: quem não dá assistência, abre espaço para a concorrência!
Mande sua história para:
desassistidas@gmail.com
Veja onde seu caso se encaixa:
· PRAZO DE VALIDADE VENCIDO – Você leva pra casa acreditando que fez uma boa aquisição, mas não demora muito pra perceber que o prazo de consumo expirou. Foi bom enquanto durou, mas já deu o que tinha que dar.

· NÃO TEVE O DESEMPENHO ESPERADO – Parece a perfeição em forma humana, é o objeto de seus desejos, ou melhor, seus e da torcida do Flamengo! Quando finalmente o cromossomo y você tanto queria está em suas mãos (e adjacências), vem a decepção: ele não é nada daquilo que você imaginava... o homem dos sonhos virou pesadelo!

· DEFEITO DE FÁBRICA – Parece uma pessoa normal, mas tem um defeitinho básico que não passa desapercebido: tique, mania, jeito de se vestir, falta de cérebro... Coisas que fazem você esquecer que a assistência é boa, porque a primeira coisa que se lembra é dessa, hã, digamos, característica peculiar do sujeito, pois ao se referir ao dito cujo já nem usa o nome, mas sim, aquele apelido carinhoso, sabe? O “Psicopata”, o “Beleza?”, o “Moletom filho da...”

· FORA DA GARANTIA – Caso seu problema não seja coberto pela garantia (defeitos apresentados por uso inadequado, por exemplo), nossa equipe de assistência técnica também está preparada para lhe ajudar! Arrumando uma peça ou repondo alguns componentes você poderá voltar a usufruir de seu assistente como se fosse novo!

Mito nº. 4

TAMANHO É DOCUMENTO

Essa é uma questão que divide cromossos XX no mundo todo. Há as que dizem que o que importa é mágica e não as dimensões da varinha, outras já dizem que se não for para sentir ao menos cócegas, que deixe guardado para a próxima. Grandalhão bobão ou pequeno brincalhão, acredita-se que o fundamental é o entrosamento entre as partes (entendam como quiserem...). Mas para resumir a história, como disse certa vez uma amiga da redação (é sempre uma amiga...), o importante é que tem para todas, de todos os tipos, afinal, o que vale é a preferência do freguês.

Mito nº. 3

MULHER SÓ VAI AO BANHEIRO EM BANDO

Eis uma questão que intriga cromossomos y desde o berço. Uns pensam que elas utilizam o compartimento azulejado para urdir os mais elaborados planos contra eles, outros fantasiam sobre momentos de intimidades exageradamente íntimas. Há também os que acreditam que o bando serve para apoio moral: uma segura, a outra sacode.
Porém, contudo, todavia, entretanto, não é nada disso. Na esmagadora maioria das vezes as mulheres vão juntas ao banheiro porque sentem vontade ao mesmo tempo. Como este local sofre mais congestionamentos que a Marginal Tietê, uma companhia ajuda a distrair enquanto a fila não anda. Algumas outras ocasiões, a ida coletiva ao banheiro é senha para troca de informações sobre os trabalhos iniciados na noite.

- E aí, o que você achou dele?
- Ai, não, um mane, não dá.


- Nossa, não agüentava mais aquele papo, ainda bem que você me resgatou...

- Ele não é o máximo?
- Sim, é tudo de bom, investe.


- Então, são apenas duas colheres de farinha de trigo mesmo?

Enfim, ir ao banheiro “all by herself” é uma habilidade existente numa duplo X, aliás, muitas utilizam o trajeto para analisar o terreno, observar o panorama e quem sabe...

Mito nº. 2

MULHER SÓ PENSA EM GRANA

Se a mulher em questão trabalha na bolsa de valores ou num banco, pode ser que boa parte do dia ela passe pensando em dinheiro.
Caso contrário, ela vai passar o dia pensando em concreto protendido, medicação intravenosa, regência de verbos ou qualquer outro assunto que diga respeito a essa coisa tão singela chamada trabalho. Sim, pode parecer chocante, para alguns até ultrajante, mas as cromossomo XX já estão trabalhando e sendo capazes de se sustentar. Antes que algum desavisado desmaie ou peça os sais diante de revelação tão bombástica, alertamos para o fato de que isto não é um fenômeno recente, basta conhecer a historinha de 8 de março de 1857.

Pesquisas indicam que 99,9% das mulheres heterossexuais preferem ter a seu lado um mancebo galanteador e garboso, refinado e prendado, além de sexualmente domesticado. Se você, cromossomo y, pensa que para conquistar uma mulher de verdade basta abrir a carteira, lamentamos informar, pode esperar sentado. Mais uma vez, mulheres (de verdade), procuram relações construídas com afeto, parceria e confiança. E lembrando sempre, não custa nada, né, gente?, que quem não dá assistência abre espaço pra concorrência!

Mitos

Ao longo da vida, você mulé vivida e versada nas artes da vida já ouviu algum clichê sobre o fato de ter nascido com um par de cromossomos X. Já você, bofe-nosso-de-cada-dia, também já aprendeu algumas bobagens (conhecimentos transmitidos por seus antepassados, provavelmente) sobre os seres de saia e cabelos longos, conhecidos popularmente como mulheres.
Mitos, lendas, verdades infundadas (ou ao menos baseadas no comportamento de minorias) sobre como são, pensam e agem as mulheres. Como este site presta um serviço de utilidade pública a todos os cromossomos Y e as duplo X que vagam por este planetinha azul desorientados, confira aqui mitos e meias-verdades sobre mulheres.

Mito nº. 1

MULHER GOSTA DE HOMEM CAFAJESTE

Mulher não gosta de homem cafajeste, afinal quem gosta de ser pisada é uva. Mulher gosta de carinho, atenção e muito amor.
Então, bofes, anotem em seus caderninhos: mulheres DETESTAM homens cafajestes. Mas adoram homens que têm pegada, então, não confundam saber "chegar junto" no objeto de seu afeto com "chegar junto" em qualquer ser que esteja perto...

GQD – Como isso veio parar aqui?

Neste capítulo com um toque de mistérios além da imaginação dos nossos GQD (Grandes Questionamentos Desassistidos), abrimos um novo parágrafo, com direito a travessão e tudo, para perguntar:

- Como uma noite de uhuuu pode gerar tantos hematomas?

Afinal, nessas horas a grande questão é “como é que isso veio parar aqui?”

“Será que foi naquela hora que... Não, não pode ser, não senti nada, quer dizer, nada não...”

Além dos hematomas em joelhos e adjacências, outra evidência de que você se deu bem na noite passada e todo mundo vai saber disso é o famigerado “chupão”. Se você nunca almoçou com os pais no domingo usando uma gola rolê, retire-se, por favor, pois esta conversa poderá chocá-lo. O “chupão” tem apelo adolescente e sua aparição costuma estar associada ao amadorismo (ou excesso de profissionalismo, vai saber...). Novamente, é aquele tipo de coisa que só se percebe no dia seguinte quando você se pergunta “mas como é que isso veio parar aqui?”

Não sabe, é? Quer que a gente desenhe?

GQD – a saga continua

Um dos grandes questionamentos desassistidos diz respeito a objetos inanimados. Objetos que somem sem dar explicação ou ao menos deixar um bilhetinho de despedida, lamentável.
Afinal, a pergunta é: onde vão parar os brincos que caem das orelhas de mulheres de todo o mundo?
Estariam eles armando um complô contra os casais, escondendo-se em porta-luvas, motores e engrenagens dos carros?
E mais, por que um brinco que cai num momento bem, hã... íntimo, é um brinco jamais encontrado?
Por quê?
POR QUÊ?
Esta semana vamos nos dedicar a descobrir os mistérios do amor ao volante: hematomas em lugares improváveis, acessórios que desaparecem, estações de rádio que mudam...
Se você já perdeu um brinco favorito numa noite de alegria e felicidade, junte-se a nós!
Voltar um namoro pode ser como o retorno do Police: Maracanã lotado, numa noite mágica em que todos têm a certeza de que é bom estar de volta.

Porém, na maioria das vezes, esse flashback lembra mais o retorno do RPM: constrangedor, forçado e com aquela sensação de “onde é que eu estou com a cabeça?”Sim, porque tentar reviver momentos gloriosos do passado pode não ser , digamos, produtivo. Fica sempre a impressão de que antes era melhor. Sim, no passado quando éramos jovens, usávamos polainas e não tínhamos medo de nada. A não ser do Hulk, é claro.


Mas isso acontece porque durante a vida muda-se muito, as perspectivas alteram-se com o passar do tempo e com as experiências vividas e aí, tentar reviver o “Olhar 43” em épocas de “Atola”...

Eu voltei, ou melhor, nós voltamos, agora pra ficar, porque aqui, aqui é meu lugar

“Estou de volta pro meu aconchego/
Trazendo na mala bastante saudade/
Querendo um sorriso sincero, um abraço...”

Aiai... isso que dá crescer assistindo a novelas... Mas não estamos de volta, depois de tanto tempo, para discutir nossa refinada educação. Contem-nos tudo! O que têm feito nos últimos tempos, onde passaram as festas, se pularam as sete ondas dia 31...
A vida desassistida andou cheia de tudo, foi um período atribulado para esta dupla, muitas mudanças aconteceram e, agora sim, conseguiremos voltar a dedicar a esta página a atenção de outros tempos.
E o tema da semana, não poderia deixar de ser outro:

Voltando...
Voltar pra casa, voltar amizade, voltar namoro, voltar ao trabalho, voltar das férias.... as voltas que o mundo dá. Quando vale a pena voltar e quando é melhor deixar para lá, pensamentos filosóficos baseados, é claro, em nada.

Bem, vamos dar uma alongada antes de começar que esse tempo longe deixou a gente um pouco enferrujada.

A gente volta

A quem interessar possa: este blog voltará em breve.
Estamos de férias até 15 de janeiro, curtindo um pouco do verão porque a vida não é só trabalho, né, minha gente!
FELIZ 2008!
Que este seja um ano de alegrias, descobertas e conquistas para todos os que as buscarem!
Ro e Tha
AHA! Surpresa, acharam que esta seria uma semana de mau humor, rançosa e cheia de amargura onde mulheres reclamariam das injustiças desse mundo dominado pelos homens? Ledo engano, parece que conheceram este blog ontem (se sim, bem-vindos, bem-vindas, querem um cafezinho, um suco, uma água?)...
Aqui a coisa é um pouco mais séria, baseada em estudos científicos e históricos da famosa corrente filosófica, o NADA.

Infelizmente, o cromossomo y ainda confere a seu portador uma ligeira vantagem na vida em sociedade. As vantagens de nascer com um pênis começam já em casa. Qualquer donzela que possua irmãos (o seu equivalente de calças), sabe a diferença.
Começando pelo quesito liberdade, que para eles é sempre maior, passando pela distribuição de tarefas domésticas, já no começo da vida a cromossomo xx percebe que terá trabalho em dobro. Mas se isso acontece já em casa, seria responsabilidade apenas dos cromossomos y ou haveria uma sabotagem interna? Sim, a culpa é feminina também. Da mulher que não vota em mulher, da mulher que desconfia de outra para confiar uma função de responsabilidade, da mulher que faz intriga e comentário maldoso da “concorrente”. Da mãe que ensina aos filhos que meninos dormem enquanto meninas lavam a louca.
Sabemos que muito mudou da geração que nasceu nos anos 50 para a dos anos 80 e que caminhamos para uma sociedade cada vez mais equilibrada no que diz respeito à igualdade entre homens e mulheres. Mas o fato é que o pênis ainda abre algumas portas...

O privilégio da torneirinha

O Pênis ainda abre portas

As funções desta parte da anatomia masculina são mais que conhecidas por todos. A utilitária, para secreção de rejeitos líquidos. A reprodutora, titulo que fala por si só. E a de lazer, mais popular e preferida tanto por homens quanto por mulheres.
Porém, a torneirinha (vulgo, pênis), tem um papel pouco mencionado, mas muito difundido: o de abrir portas a seus portadores. Antes que algum garboso mancebo se levante ou esbofeteia a tela do computador dizendo NÃO NÃO NÃO (aliás coisa feia, que descompostura...), vamos explicar o que é metáfora. Do latim “inventar historinha bonita para explicar uma coisa”, metáfora é um recurso utilizado para amenizar o que queremos dizer.
Nesse caso preparem-se que vamos reclamar.
Mulheres do mundo, uni-vos!

Ah! E se alguém está com dúvida, a gente responde: estamos na TPM, sim.

Ai ai... (taí uma interjeição nada inspirada...)

E já que falávamos de falta de inspiração, ela mesma, essa senhorita lépida e fagueira, resolveu da ruma voltinha para bem longe e nos deixou na mão...

A falta de inspiração leva o ser humano a atos extremos como a criação de acessórios como as polainas ou versos sobre morangos e nordeste.
A cena é clássica (assim como é um clichê tamanho GG usar essa expressão): a criatura parada, papel à frente, a caneta na mão e os lábios sendo mordidos numa tentativa simplória de autofagia. Some-se a este quadro freqüentes mudanças de posição na cadeira, como se o estímulo dos glúteos produzisse melhorias na massa encefálica.
Mas é apenas o desespero refletido em um mini senta-levanta.
Ficar sem inspiração é ficar sem paixão, quando está tudo um pouco menos do que deveria ser, falta imaginação para mudar. Mas nem sempre pouca inspiração é sinônimo de desinteresse. Problemas, essas coisas sem graça que fazem a vida certas vezes parecer um livro de matemática, são também a causa mortis da criatividade.
Mas o que fazer, então, resignar-se com a má fase e esperar por algo que desperte a donzela adormecida da imaginação? Insistir com a cabeça como se faz com um Fusca 73 e empurrar até pegar no tranco? Talvez sim, talvez não. Os mais sábios dizem que cada um vive o seu momento e ele deve ser respeitado. Produzir sem vontade, sem paixão não tem graça, mas pode ser necessário e, entre um solavanco e outro, quem sabe, surge uma grande idéia.

Uma semana inspirada para todos!
A gente volta com texto e tema novos na terça-feira.

Pois é.

Demorou, mas esse momento chegou.

Acontece com todo mundo, porque não iria acontecer conosco?

A gente tenta negar, fazer de conta que não é conosco, tenta e aí, mesmo assim, nada...
O momento da falta de inspiração é duro, frio, sem graça e xexelento. Não por falta de material, realmente, os temas até aparecem, mas acontece que... sei lá...

É que nem namoro, no começo tudo é motivo de inspiração, tudo serve para fazer uma surpresa, mas depois de um tempo... ou você dá aquela sacudida (entendam como quiser...) ou a coisa desanda.

Nessa semana, então, nos dedicaremos à falta de inspiração geral: para escrever, para estudar, para amar, na tv, nos jornais, ih... a lista é longa....

O fogão

Gente, vocês não fazem idéia da pilha de roupa que passamos no fim de semana, uma coisa! Tarefa cumprida e nosso Pequeno Dicionário Ameliano continua.

O fogão

Este desafio na forma de 4 ou 6 bocas parece olhar com desdém os não iniciados. As suas chamas evocam as maiores delícias já produzidas pela humanidade, mas se com você no comando ele não faz nada além de ferver água e, em noite de gala, fritar um ovo, junte-se a nós! Nós que crescemos humilhadas, subjugadas por Ofélia (priscas eras, meus caros, priscas eras. Não sabem quem era? Joga no Google!). Nós que olhávamos com fascínio para quitutes sempre do ponto de vista do consumidor, nunca do cozinheiro! Nós que não sabemos cozinhar arroz, fazer purê de batata ou o maior dos desafios, o feijão!

A esta Ofélia, e mais atualmente Jamie Oliver, digo apenas uma coisa: não sei fazer pão, mas sei cálculo A!

Tudo bem que isso não resolve o almoço de domingo, que integral e derivada não possuem as vitaminas e sais minerais necessários ao bom funcionamento do corpo humano, mas já é um consolo...

Dicionário prático da Amélia moderna

LOUÇA

Lavar louça é muito simples
Basta pegar os pratos e coloca-los na maquina, encher o compartimento adequado com sabão e tudo se resolve.
Existem métodos primitivos que envolvem esponjas e panos, mas esse tipo de tortura medieval tem sido banida sistematicamente das sociedades evoluídas.

FAXINA

Do grego “vai indo que eu não vou”.
Nada mais desesperador que olhar uma casa, um balde e uma vassoura delicadamente pousada a seu lado, como que dizendo “viu minha, filha, não nasceu quatrocentona, pode começar a esfregar!”
Não se entregue, não se renda. Seja forte e não chore, mas você vai ter que esfregar o chão. Ah!, não esqueça também de empurrar os móveis para tirar as teias de aranha, viu?
Mais verbetes amanhã, porque agora a gente tem uma pilha de louça para lavar...

Ai, meu deus, que saudade da Amélia??????

Louça?

Faxina?

Aspirar?

Lavar?

Não é comigo não, dona!

Já foi o tempo em que mulher gostava de afazeres domésticos. Bem, hoje até se faz, mas é como ir ao ginecologista: desagradável, mas necessário.

Esta semana vamos mergulhar no universo doméstico para entender com quantas xícaras de água se faz uma vasilha de arroz.

Enquanto isso, dá pra levantar os pés que a gente precisa varrer aí, embaixo, por favor?

Traumas de infância

E já que hoje é 12 de outubro, conhecido nas boas e más rodas como dia das crianças o que aliás me lembra um certo ex, bom, deixa pra lá.

Enfim, vamos relembrar neste cantinho, um tanto quanto abandonado nos últimos tempos em virtude das mudanças radicais na vida desta dupla que aqui escreve, uma listinha básica com os traumas de infância acumulados na época de jogar elástico e brincar de roda.

1 – nunca fui dama de honra. Isso explica muita coisa....
2 – nunca fui noivinha de festa junina. Isso explica mais ainda...
3 – nunca tive um pogobol. E dá pra entender porque isso incomoda até hoje?
4 – nunca brinquei de elástico. Isso realmente me causou um problema para enfrentar o mercado de trabalho...
5 – descobri que meus pais transavam. A gente precisa mesmo falar sobre isso?
6 – nunca dormi na casa de amigos. O que nada afetou minha capacidade de socializar. Alias, por que isso entrou na lista de traumas?

A escolha do personagem

Depois de toda a preparação, os homens escolhem dentro de sua galeria de tipos, qual vão encenar. Começando com um básico:

· O ecológico: “sabe, gata, eu estava pensando nessa galera que fica tirando onda, que não tá nem ai um pro outro, pô, gata, maior besteira. É só ver os cachorros, eles não tão nem ai, gata, tão afim, vão lá, chegam junto, quando você vê, eles já estão lá, mandando ver. Eu sou assim, gata, se tô afim, chego junto, sem esconder os sentimentos, aê.”

· O indignado: “como uma gata como você esta sozinha até agora?”. Que o conceito de escolha não passa pela cabeça deste sujeito é óbvio.

· Tem também o tipo vendedor, que tudo é sem compromisso.

· O político: “prometo que não vai acontecer nada.”

A preparação

Tudo começa muito cedo, com a preparação dos corpos para os rituais que virão a seguir. Tanto fêmeas quanto machos, nesta etapa, procuram disfarçar caracteres que julgam defeitos.

Eles tomam banho, pois o fedor de axilas pode ser fatal. Escolhem vestimentas com objetivo de não aparecerem nus, mas, na verdade, todos sabem, a nudez é seu principal desejo. Eliminados os odores, estão prontos.

Elas tomam o banho e começam um delicado processo de se fazer parecer o que não se é: rímel, para os olhos parecerem maiores; base, para a pele parecer perfeita; batom, para os lábios parecerem que vão fazer o que, ahá! vá sonhando!, eles não vão fazer. Agora que desfiguradas a ponto de algumas mal serem reconhecidas durante o dia sem o reboco, digo, maquiagem, é dado o momento da escolha do traje. Algumas optam pelo traje de sugestão de acasalamento, outras, pelo de imagem pura.

DO GLAMOUR À DECADÊNCIA - PERÍODOS DE UMA NOITE

O homo sapiens adora observar animais em programas do Discovery Channel, onde fica a par dos exóticos hábitos da sociedade das chinchilas, mas cada vez que o locutor do Discovery profere um “áfrica setentrional...”, minha única reação é: a gente se fala.

Pois então, o amor pela observação de espécies classificadas como inferiores tem nos privado da apreciação de um espetáculo protagonizado por nós mesmos.

Há uma série de rituais de acasalamento, artifícios de sedução que fariam corar por humilhação qualquer pássaro de plumagem exuberante. Temos jogos, regras de poder, um mundo ao dispor de seus curiosos olhos.

Ë bom, mas é ruim

A paixão por alguém que mora longe exige um exercício de boa vontade e criatividade sem igual. Muitos são os recursos para driblar a distância: telefone, e-mail, mensagens e, o mais importante, a imaginação.

E a distância tem uma vantagem sem igual: cada encontro é como se fosse de amantes, sem problemas, brigas ou lamentações. Como aquele tempo junto é algo raro, deve ser aproveitado ao máximo, o que é bom, mas também pode ser um problema, afinal, algumas coisas podem ficar mal resolvidas e quando explodem, pode ser tarde demais. Outra grande desvantagem no relacionamento interurbano é quando chega a fatura do cartão de crédito: muitas passagens aéreas parceladas, muita gasolina para encher o tanque e cruzar cidades para encontrar seu amor e alguns preparativos especiais para tornar os encontros ainda mais memoráveis.

Porém, mil vezes amar à distância do que não amar, não é mesmo?

Faixa bônus

A trilha sonora de quem ama à distância:

1 – Blitz – A dois passos do paraíso. Longe de casa... há mais de uma semana, milhas e milhas distante do meu amor... Ai aia...
2 – Vida cigana - É aquela coisa Tetê Espíndola de interpretar, mas vá lá, vai me dizer que você não se derrete pensando naquele alguém com o verso “ ó meu amor, não fique triste, saudade existe para quem sabe amar, minha vida cigana, me afastou de você por algum tempo vou ter de viver por aqui, loooonge de você e do seu carinho...” Aiai de novo...
3 – How I wish you were here, Pink Floyd - Quem já se pegou pensando em alguém ouvindo essa música ou até mesmo mandou a letra, sabe do que estamos falando.
4 – Eu te amo, Roberto Carlos - Ok, podem dizer que apelamos agora, essa realmente é para os muito apaixonados. E há versões para todos os gostos, desde a original, com o Rei, passando por Marisa Monte e uma versão axé que, bem, deixa pra lá... Quanto tempo longe de você... vamos lá, gente, levanta a mãozinha...

Até a próxima...

A distância, no relacionamento, é afrodisíaca. Os dias que antecedem o encontro são de muita expectativa e preparativos. O coração começa a bater acelerado e só se pensa em uma coisa: a hora em que você vai poder beijar aquela pessoa novamente.

E quando isso acontece...

A vida se torna mais colorida, o céu é mais azul, o ar mais leve e o universo parece executar uma sinfonia especialmente para o casal.

Assim vai até a metade do encontro, quando você se dá conta que em breve vocês vão se separar de novo. E um clima estranho toma conta do ar.

E aí, quando aquela pessoa, ou você, vai embora, parece que leva um pedaço seu na bagagem...

Longe dos olhos, perto do coração

Você leva tanto tempo para se apaixonar, tantos pretendentes e nenhum comove.
Até que um dia...

Finalmente você conhece uma pessoa especial, que seria perfeita não fosse um pequeno detalhe: mora 500 km longe de você.

E agora, dar tchau a possibilidade de viver uma história com alguém por conta dessa coisa insignificante chamada distância?

Caso você opte pelo coração e prossiga, é bom saber que encontrará duas correntes: as do que acreditam que só amor constrói e por isso a distância nada mais é do apenas a distância, e a dos que pensam que a saudade e a distância são os algozes do amor.

Conselho é uma coisa muito querida, muito bonita e muito intrometida. Mesmo assim, todo mundo pensa que pode, deve e precisa se meter, quer dizer, aconselhar o outro. Mas nós aqui do Desassistidas temos apenas um conselho para quem está namorando à distância: não aceite conselhos, tenha por bússola os próprios sentimentos, eles dificilmente estão errados.

FAST FOOD MAN – É SÓ CHEGAR E LEVAR. Eu quero o nº 1, por favor!

Se uns demoram demais, estes assustam por sua velocidade. Praticamente um miojo, ficam prontos para casar/namorar em três minutos.

Pegou na mão? Ele jura amor. Beijou? É namoro. Mais uma semana e lá vêm as alianças.
Paixão enlouquecida existe. Amor à primeira vista, também. O caso é que este exemplar (também existente na versão feminina) não convence com tanto amor em tão pouco tempo. Mais parece um ator com texto sob medida para agradar do que um ser humano com emoções verdadeiras.

Para muita gente, no entanto, o homo sapiens versão fast food se explica numa só palavra: carência.

Sua versão mais leve é muito popular e ocorre com certa freqüência na vida de todo ser vivente: o grude. Inofensivo e de fácil tratamento ele merece uma chance, pois pode se transformar num excelente parceiro após ser devidamente tratado.

DELAY MAN – VERSÃO RELACIONAMENTO

Essa variação retardatária do cromossomo y não é privilégio da balada. Como dito anteriormente, este tipo de bofe tem uma deficiência crônica na área do cérebro responsável por decisões.

Há registro de espécimes com tamanha insegurança que demoraram anos para se declarar para suas fêmeas e quando isso aconteceu... too little, to late...
Não que mulheres sejam seres acabados e perfeitos, a lista de defeitos é grande também, só que parece que alguns homens pensam demais e pensando, já diz a sabedoria popular, morreu um burro.

E quem nunca proferiu a frase “quando eu cansei e já não estava mais afim, ele resolveu se declarar” que atire o primeiro diário.

Homem: consuma com moderação – O retorno

DELAY MAN – VERSÃO BALADA


Ele vem com um atraso, talvez por uma falha no timer ou algum componente desregulado.
Seja qual for o motivo, ele está sempre um passo atrás.
Alguns homens demoram tanto para se decidir que quando resolvem agir, é tarde demais, seu objeto de afeto já está em outra, ou melhor, outro.
Este tipo de cromossomo y é muito comum na balada e costuma tratar a presa, quer dizer, a cromossomo xx, como uma vitrine: limita-se a olhar.
E quando a vitrine, ops!, a mulher, está saindo ele vem com sua frase típica:


Já vai embora?


Se você, mulé vivida e versada na arte da conquista, já se pegou pensando “o que respondo para uma criatura dessas?”, não se angustie mais, Desassistidas oferece algumas opções:


a) Não, vou só andar um pouco. É que comi demais e preciso dar uma volta para ajudar na digestão.
b)Vou até a cozinha lavar a louça. É que não tenho dinheiro para pagar a conta.
c)Não, bofe, estou levantando para sentar aí no seu colo.
d)Vou sim. Vou para sua casa conhecer a sogra. Não posso deixar escapar um homem como você...

CADUMM Número 2

“Gentsi, acabou minha spritsi litsi”

Existe uma cidade ao sul do país em que algumas mulheres possuem um problema de dicção congênito: o “s” sibilante.

Não se sabe ao certo as causas dessa anomalia, nem porque apenas algumas mulheres são afetadas, mas teorias apontam para uma alteração no córtex produzida pelo contato com produtos químicos. Porém, independente de qual seja a causa, ajude estas pessoas a se comunicar com clareza, adquirindo uma fala mais competitiva, encaminhando-as para a fonoaudióloga alemã, Olga Spraitt, PHd em estudos de sibilação.

Somos Rock n' Roll, mas estamos torcendo por nossa conterrânea Country Marília Dutra!
Vote você também...

CADUMM Número 1

O piercing é uma jóia, não um adereço carnavalesco

Quando o primeiro umbigo foi furado uma tragédia se anunciou no horizonte “fashion”.

Tudo começou de forma inocente, como uma discreta e delicada bolinha metálica a cintilar nas barrigas do mundo. Porém, se no começo colocar a jóia era sinal de ousadia, em 2007 ela se tornou um penduricalho digno de árvore de Natal. Qualquer abdome em busca de atenção ostenta um adereço que mais parece algo vendido em metro do que um delicado adorno.

Alguns são tão grandes que deixam a dúvida se são apenas jóias ou se na verdade são mini-vibradores ou brinquedinhos eróticos prêt-à-porter. Por isso, nossa segunda CADUMM é: pelo fim do piercing em metro!

As Campanhas Desassistidas

- Em busca de apoio por um mundo melhor –

A vida em sociedade não é fácil. Regras impostas, convívio excessivo e intimidade desnecessária. A grande variedade de personalidades entre humanos, e aqueles que se julgam “homo sapiens”, é o principal catalisador de conflitos neste lugar chamado Terra. Por isso, é necessária a mobilização de todos para amenizar as diferenças e possibilitar que cada um de nós possa viver num mundo em harmonia.

Para tanto, lançamos aqui as Campanhas Desassistidas Por Um Mundo Melhor (CADUMM). O objetivo das CADUMM`s é despertar a consciência de que o ser humano não é uma ilha isolada num oceano de preocupações egoístas. Adote a idéia e use o selo de nossa primeira CADUMM.
Espalhe a CADDUM e faça do mundo um lugar melhor!


CADUMM Marco Zero

Protejam seus cofrinhos!

O cofrinho permaneceu escondido durante muito tempo e sua exposição, conhecida como “pagar cofrinho” era rara até meados da década de 1990, quando as confecções de calças jeans tiraram o cofrinho do anonimato.

A busca incessante da indústria do jeans pelo aumento de lucro a levou no final do século 20 a adoção de práticas de economia de material na confecção de seus artigos. Com isso, as calças foram apresentando cinturas cada vez mais baixas, levando os cofrinhos a uma exposição sem precedentes na história da humanidade. Saíram de cena as roupas “centro-seio” para dar lugar à modelagem saint-tropez, do francês arcaico “nádegas desnudas”.

Desde então o simples ato de juntar um objeto no chão passou a representar um perigo para a privacidade.

A visualização de um cofrinho cria vínculos entre seu proprietário e o observador que, além de involuntários e indesejados, jamais poderão ser quebrados. Por isso, proteja seu cofrinho e as noites de sono de todos os cidadãos. Abaixe com consciência!

Hoje às 22:30, tem Desassistidas no AR. É só entrar no site da Rádio Criciúma.

Eu não sou chegada

Pare imediatamente, largue o que você estiver fazendo e leia estas linhas: nada atrai mais um cromossomo y em fim de festa que uma dama faceira que não é chegada em seus diferenciais anatômicos.

Por isso, recomendamos sempre o uso de SINCERIDADE e EDUCAÇÃO no trato com o próximo (ou o anterior também, nada de cuspir no prato onde se comeu e até se lambeu o restinho). Ninguém gosta de ser tratado como idiota e a lei do carma é clara: a cada ação, uma reação.

Eu tenho namorado

Esta, definitivamente não deveria ser usada nunca, jamais. Tem efeito terrível sobre a auto-estima e produz uma série de argumentos para o bofe que promove o assédio. Essas frases têm efeito poderoso e você acaba achando que seu namorado imaginário é um pulha e não merece uma mulher tão dedicada! Bem e até você lembrar que seu namorado é o Gasparzinho...

“Se você fosse minha namorada, não te deixaria sozinha na balada.”
“Esse cara não te merece.”
“Ele não está aqui, mas eu estou. Ninguém precisa saber disso.”

E ainda, a inacreditável “Não tem problema, eu também tenho namorada” são algumas das frases favoritas de contra-ataque do homem em ação.

Prepare seus ouvidos e seu coração, pois a noite será longa.

Eu não sei dançar

Péssima, pois o rapaz galanteador pode estar acompanhando seus passos durante a noite toda e ter visto aquele pliè que você fez no meio da pista no começo da balada. E ele, é claro, tem sempre a frase-resposta na ponta da língua: “Não tem problema, eu te ensino”. E aí, otária, vai dizer o que para um carinha assim educado?

As piores desculpas do mundo

Tem sempre um jeito de piorar...

Numa balada o assédio é inevitável. Ou pelo menos na teoria, porque, vamos combinar, tem dia que não é dia e você sai da balada pensando que é invisível, ou coisa parecida, já que nenhum bofe faz uma tentativa de aproximação. Mas isso é um capítulo a parte, tema para uma série de auto-ajuda.

O que interessa nesta semana gloriosa de agosto é fazer um informe de cunho social para todas as fêmeas que se aventuram nas baladas Brasil a fora: cuidado com suas negativas, ela podem virar contra você.

Sim, quando você está na noite, curtindo e sem vontade de ficar com ninguém, querendo apenas se divertir, seu corpo produz uma grande quantidade do hormônio “podevirquetofacilitus” que faz com que todo cromossomo y pense em chegar em você. E a pobre fêmea, que deseja apenas se divertir, tem que inventar histórias para dispensar delicadamente aquele candidato a assistente.

(Nunca se deve tratar mal um bofe, isso a gente já ensinou aqui. Bem, nunca também não... vai que o cara merece um toco?)

As mulheres sabidas e vividas têm consciência que o mancebo rejeitado de hoje pode ser o homem irresistível de amanhã, por isso, aprenderam que a melhor forma de ficar bem com a classe “y” é fazendo o bem sem olhar a quem. É preciso saber como dispensar um bofe sem magoar seu coraçãozinho e estraçalhar oportunidades futuras. Sempre apoiamos a sinceridade, já que a verdade, proferida com educação, é a melhor saída.

E quem não usa a verdade, sabe do que falamos, afinal que mulher já não se deu mal por conta de uma mentirinha inocente na balada?

Solteiro sim, por que não?

Ah, a vida de solteiro... Quantas possibilidades, festas e liberdade. E quantas vezes por semana a pergunta impertinente: mas você não está vendo ninguém, não quer se casar?

Tudo bem que a Constituição Federal obriga o casamento e consta no Código Penal um capítulo sobre a ilegalidade da vida de solteiro...

Mas não seria esta, a de ficar solteiro ou não, uma decisão individual, não uma obrigação?

Para alguns, ter um relacionamento é algo imprescindível e coisas como amor e companheirismo, meros detalhes. Porque parece que tudo se resume a dar nomes a relação e não a magia pura e simples que é encontrar alguém e se apaixonar.

Por isso, alguns cidadãos olham com estranheza este ser à margem da sociedade, esta criatura complexa e digna de estudos científicos, o solteiro. Essa mesma, a pessoa que segundo a lenda se diverte com as erradas até encontrar o seu bem querer.

Mas são estes mesmos seres humanos que torcem o nariz para os solteiros que, secretamente, invejam a liberdade que a vida avulsa proporciona.

Algumas pessoas escolhem este estado civil como estilo de vida, já outras, encontram-se nele por conta de um cupido que mais parece um sádico, sempre acertando sua flecha em que não merece mais que um bom dia.

Seja qual for a opção, é bom lembrar três coisas básicas sobre o “ser solteiro”:
1 - Solteirice não é doença. Jamais olhe para aquele/a amigo/a que ainda não casou como se fosse portador de uma rara enfermidade.
2 - Antes só que mal acompanhado. É sempre melhor ficar livre e, assim, aberto/a a possibilidades, do que se envolver com alguém que não tem nada a ver só pelo medo de ficar sozinho.
3 - Solteiro/a você se diverte mais. As histórias que são recontadas inúmeras vezes geralmente são as de quando você está na luta. Portanto, se você está num momento em vôo solo, divirta-se!

Vida de solteiro

Dia 15 comemora-se o dia do solteiro, este ser complexo e temido pelos indivíduos que já contraíram matrimônio. E quando se diz contrair já se pensa em doença, logo... é... deixa pra lá.

O solteiro é uma incógnita: estaria esta pessoa fazendo um voto de castidade? Seria ela adepta da vida sem compromisso? Ou é apenas um coração partido sem sorte e com um cupido míope?

A criatura solteira é uma junção de todas essas pessoas numa só. A vida de solteiro vai além da diversão e da busca, pois é preciso um grande auto-conhecimento para não cair nas armadilhas que os momentos de solidão (e as saídas com amigos que querem lhe apresentar alguém “perfeito”) podem criar.

Por isso, nossa primeira lição nesta semana didática é:

Solteirice não é doença. Lembre-se: antes só que mal acompanhado.

E pra quem não tem mais pai

Seja por qual motivo for, ficar sem pai sucks.

Sempre vem uma lembrança de uma tarde de domingo, a primeira vez que se comandou uma bicicleta sem rodinhas, um dia de sol na praia, uma bronca memorável, um colo inesquecível. Sempre com ele, o pai. E aí os olhos enchem, a voz falta e a pergunta não cala “por que você não está aqui?”

Nem sempre se pode ter tudo...

E quando vem aquela dúvida gigante sobre o que fazer com a vida, que era justamente quando surgiam as melhores conversas, não dá mais para buscar socorro junto ao cara de chinelos no sofá.

Teoricamente.

Porque há tantas outras conversas registradas, tantos conselhos (alguns muito bons, outros nem tanto), risadas e cumplicidade que não há como se sentir sem rumo: ele já deixou as coordenadas antes de partir.

Para aqueles que vão passar o domingo com a lembrança de outros tantos dias compartilhados com um cara que faz muita falta, o melhor é usar esse dia para celebrar a alegria de ter vivido, ainda que pouco tempo, na companhia de um grande pai.

As Desassistidas desejam a todos esses imprescindíveis cromossomos y um FELIZ DIA DOS PAIS!

Pai

Sujeito masculino, na maioria dos casos. Comumente portador de pêlos faciais, conhecidos popularmente como barba ou bigode.

Antigamente, possuía função quase exclusiva de provedor de dois itens: espermatozóide (responsável por metade de tudo que você é) e finanças. Os tempos mudaram e as mães passaram a dividir o controle das finanças com os seres de bigode, obrigando-os a desempenhar um papel mais ativo na criação dos rebentos, já que não possuem mais a desculpa de que se ocupavam demais em prover o sustento da família.

Aliás, os tempos mudaram tanto que existem até pais híbridos, os chamados pães: uma espécie de união do melhor dos dois mundos, o pai e a mãe na mesma embalagem.

A contabilidade do amor

Créditos

Fazer o bem sem olhar a quem. Numa balada, é fundamental tratar bem todas as pessoas. Utilizar a milenar arte do toco pode atrapalhar investimentos futuros, já que ter crédito junto ao mercado é imprescindível para ganhar credibilidade junto ao amigo muito interessante daquele cromossomo y que não é bem o seu número.

O fisco

Todos sabem que não se pode andar na roda gigante sem pagar ingresso, ou seja, não existe prazer de graça. Logo, todo ganho obtido implicará na prestação de contas ao fisco. Quanto maior o lucro, maiores as taxas. Portanto, se você já teve a felicidade de encontrar o seu bem-querer, sua metade da laranja, a tampa de sua panela, entre outras tantas metáforas tão puídas quanto seu cobertorzinho de infância, sabe que tamanha felicidade implica em responsabilidade proporcional. Todo o amor recebido deverá ser devolvido em quantidade equivalente para garantir o equilíbrio entre as partes e evitar multas ou punições mais severas.

A contabilidade do amor

Investindo em debêntures

Quem não deve, não teme. E nem pega emprestado. A aplicação em debêntures pode ser um tanto arriscada, pois, apesar das promessas de grande liquidez, apresenta grande risco e oscila facilmente com o mercado. Além disso, sua amiga pode não gostar nem um pouco de alguém investindo na mesma aplicação dela, ainda que ela já não movimente mais tais investimentos.

Os ativos de longo prazo

Investir num ativo de longo prazo é extremamente apoiado e incentivado pelo Desassistidas S.A. Como já dissemos em outras épocas: o novinho não tem cheiro, não deforma nem solta as tiras!

Tá certo, então é para eu me divertir com o errado, enquanto não encontro o certo. E quando o errado vira certo?

Seres humanos são pródigos em confeccionar etiquetas para colocar em tudo a seu redor. Diferente do Desassistidas, que baseia suas teorias na conceituada corrente filosófica NADA, o homo sapiens costuma se basear em preconceitos para classificar as pessoas que merecem, ou não, o prazer de compartilhar sua rotina.
Por isso tantos equívocos na história da humanidade. Vide a quantidade absurda de homens PP bem acompanhados por aí... (Não sabe o que é um homem PP? Visite nosssos arquivos).
E pode acontecer com você como aconteceu com uma amiga da redação, que achava que o cromossomo y que ela conheceu num domingo ensolarado era apenas uma pessoa para se divertir. Eis que o destino, ok, apelamos para um tom novela mexicana, mas é verdade, o destino existe para rir de nossa cara e provar que conceitos pré-estabelecidos sobre pessoas não valem nada. Bem, como estávamos contando, a tal amiga da redação acabou se surpreendendo ao descobrir que aquela pessoa, tão errada, era a pessoa certa.

A pessoa certa

A sabedoria popular manda todos nós nos divertirmos com as pessoas erradas até encontrarmos a pessoa certa. Mas o que classifica (ou desclassifica) uma pessoa?

Afinal, cada nova assistência surge no horizonte com potencial de assistência definitiva.
Seria possível precisar o exato momento em que uma pessoa ganha o titulo de errada? Provavelmente, o rótulo é recebido postumamente: quanto a relação acaba e vem o "feedback". Tipo assim, fulano/fulana, você é a pessoa errada.
Tudo bem, a gente tá aí é para experimentar, tentar, até que as coisas se encaixem com perfeição. Porém, é preciso limitar o conceito de diversão. Divertir-se com alguém é algo um tanto cruel se levarmos em consideração que muitas vezes a outra pessoa não sabe de sua condição de playground alheio.

É preciso, acima de tudo, amar com responsabilidade. E também não custa nada lembrar aquela velha história da menina que classificou previamente um bofe como pessoa errada e acabou vivendo com ele feliz para sempre.

Portanto, nunca esqueça: a pessoa errada de hoje, pode ser a pessoa certa de amanhã.

Ouça e participe do Desassistidas no Ar, hoje (26-07), a partir das 22h30, que conta com a participação aberta dos internautas de várias partes do planeta pelo chat, msn ou e-mail, na Rádio Criciúma.

Enquanto não encontro a pessoa certa, me divirto com as erradas

Todo mundo procura alguém pra chamar de seu, a metade da laranja, o chinelo velho pro pé cansado, a tampa de sua panela, enfim, um par.
Mas enquanto isso não acontece, o que fazer? Como encarar as decepções, os corações partidos, a rua da amargura entre assistências?

Diz a sabedoria popular que devemos nos divertir com a errada. Porem, como saber que a pessoa é errada, afinal, não aposta-se nessa pessoa como a certa? E mais, não seria um tanto cruel divertir-se com um coraçãozinho que pode estar a procura de sua metade?

Muitos questionamentos, muitas dúvidas, porém, uma coisa é certa: vale a pena tentar. Pois até o momento em que o casal cria aquela sociedade em que um entra com as nádegas e a outra parte, com o pé, a relação é só alegria.

Durante esta semana, analisaremos as diversas nuances (vantagens e desvantagens) de quem ainda está no mercado e vive a mercê de um cupido que, no mínimo, sofre de miopia.

As modalidades de relacionamento

Natação
Muito popular é o tipo de relacionamento em que nada acontece. Meses de rolo, horas de ligação e o que mais acontece: NADA.

Futebol
Cada vez mais popular entre as mulheres, afinal, quem não se sente a última coca-cola do deserto com 22 marmanjos atrás de si?
O único problema desta modalidade é que sempre tem um tiozinho com um apito na boca para atrapalhar tudo.

Tiro ao alvo
Praticado em casas noturnas, mas também corriqueiro em academias, escolas e instituições de ensino em geral. No começo, a mira não é muito precisa, mas como a pratica leva a perfeição, em pouco tempo o atleta estará apto a praticar o esporte em qualquer local do país.

Vôlei
Os fundamentos do voleibol são praticados em todo o território brasileiro por homens e mulheres em busca de assistência: bloqueio, cortada, saque e, o mais importante, levantamento.

Ginástica olímpica
Muito comum em momentos de inspiração de casais recém-formados. É quase o Khama Sutra em versão solo (ou com aparelhos).

Semana esportiva

Esporte é vida. Esporte é saúde.E os esportistas, cá entre nós, fazem bem a saúde, dos nossos olhos, é claro.

Desde dia 13 de julho o Brasil respira esportes graças aos Jogos Panamericanos, que acontecem no Rio de Janeiro. E o Desassistidas não vai ficar de fora deste evento. Vamos dedicar uma semana inteirinha ao esporte, utilizando a corrente científica mais popular na atualidade: NADA.

Antes de qualquer coisa, a pergunta que não quer calar: as pessoas vão ao Pan para Assistir aos jogos ou assistir à arquibancada? Quem senta lááááááááá na última cadeira do estádio consegue ver alguma coisa além daquele moreno interessantíssimo mais à esquerda, aquele ali, menina, atrás do vendedor de água?

Macho, pero, no mucho

Não faz muito tempo que o homem fazia questão de ser macho. E isso queria dizer falar grosso e resumir o trato da aparência a tomar banho, cortar as unhas e olhe lá...

Graças à evolução do mundo, da sociedade contemporânea dos dias de hoje na atualidade, ser macho não é mais algo que precisa ser alardeado, basta sentir a macheza que a cada um corresponde.

Logo vieram os cremes masculinos, a baby look e o metrossexual.

E agora, a mulher moderna e bem resolvida precisa ceder espaço na frente do espelho para seu cromossomo y conferir o visual.

A roupa cheia de “atitude”

Dizem os entendidos que as roupas servem para manifestar a personalidade de quem as veste. Uma forma de expressão, por assim dizer. Se a roupa realmente expressa alguma coisa, então, o que deseja comunicar ao mundo um amante de pagode com uma camiseta com os dizeres “rock n´roll”? Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço?

Por que não camisetas, blusinhas e afins com os diversos gêneros musicais? Tchuchucas desfilando com tops “FUNK”, garotas e garotas com camisetas “SERTANEJO”, vitrines com moletões “Eu amo uma balada romântica”. Seria um mundo menos descolado, é verdade, mas mais sincero.

A roupa, parece, é também uma forma de dissimular, fingir uma personalidade ou até um estilo de vida que não condiz com a realidade. Quantos “surfistas de butique” não existem por aí, carinhas vestidos no melhor estilo surfwear que nunca chegaram perto de uma rebentação?
E quantas garotas empenham o salário para comprar uma bolsa com as iniciais de uma marca, apenas para andar na moda?

Roupas, sapatos e bolsas são objetos de desejo para muitos; apenas objetos para outros e, para alguns, uma forma de alimentar estereótipos e assim esconder seu vazio existencial.

Era brega e não sabia

Santa Maria do bom gosto, tenha piedade de mim, pois um dia eu usei polainas. E digo apenas, diante dos dedos acusadores que para mim apontam, uma coisa: um dia, os mullets foram moda.

Numa década distante, onde sintetizadores eram a nova promessa e Michael, apenas um cantor pop, não o primeiro mostruário humano de cirurgia plásticas, a saia balonê, a manga bufante e o decote princesa eram garantia de sucesso.

Ah, moda... ingrata tendência que nos leva a cometer atentados contra própria imagem na forma de um biquíni cor abóbora radioativa. Nos idos da década de 80, o mundo era diferente: o Brasil vivia o fim de uma ditadura, o Menudo era a sensação dos adolescentes e os cabelos eram praticamente capacetes adornando as cabeças de seus portadores. Neste panorama, não era de se estranhar que uma criança saísse às ruas vestida como um enfeite de bolo.

Era lindo, maravilhoso.

Adjetivos que não são usados por quem vê registros fotográficos dos “baixinhos” (para lembrar outra musa dos anos 80, a Xuxa) hoje, 20 anos depois. Fica apenas a pergunta no ar: “como me deixavam sair na rua com isso?”

A breguice em verso e prosa

É o amor... que faz muita gente escrever coisas que bem...deixa pra lá.

Deixa pra lá uma pinóia! (Pinóia, aliás, em aparição exclusiva aqui no Desassistidas, diretamente do baú da vovó!) É preciso controlar imediatamente a proliferação indiscriminada da cafonice! Chega de rimar amor com dor!

Mas, cá entre nós, quem nunca se pegou viajando para além-mar com uma música brega que lembrava, bom, você sabe quem?

Aqueles versos de uma canção desesperada (não a do Neruda, que fique bem claro), que dizem como ao pensar nele, o seu amor, o dia fica mais azul, a vida tem mais sentido, mas mesmo assim, o desgraçado, fugiu com o vizinho.

Aliás, na música não há vertente mais bem-sucedida que a “corno-music”, a música entre aspas, literalmente. Como será o nascimento de uma linda canção de sofrimento? Um rompimento, palavras de consolo “não é você, sou eu”, o ser desesperado tenta de tudo para esquecer aquela ingrata criatura que rejeitou o seu amor: bebedeiras, adesão a seitas suspeitas, nada dá certo.

A salvação vem apenas com lápis, papel, um banquinho e um violão (um oferecimento exclusivo de clichê, só ele dá o chavão que você precisa!). As palavras vão surgindo, atraídas como ímãs, amor, dor, sofrimento, superação. Voilà! Mais um disco de platina e estádios lotados Brasil afora!

Só o amor constrói...

Frases de gosto duvidoso

Meu cuti-cuti. Ai, meu benzinho, fala pro seu mozão que o adora... Ô cheiro, faz isso pra mim...

Sim, é verdade, a paixão acaba com o bom gosto (e o bom senso), da maioria dos casais. Quem nunca encontrou um casal extra-doce com cobertura caramelizada por ai? Ou ainda, mais constrangedor (êpa, isso foi assunto na semana passada!), foi protagonista de cenas com diálogos deste calibre:

- Não, não. Eu amo mais você!
- Ama não. Eu amo mais.
- Mas eu te amo deeeeeeeesse tanto!
- E eu deeeeeeeeeeeeeeeeeesse tanto!

Tanto açúcar só tem uma explicação: a perturbação causada pela assistência, que altera os níveis de glicose no organismo, devido a alterações nos índices de absorção da substância pelo corpo do ser apaixonado.

Ops...

E pra esta sexta-feira, Desassistidas lembram a todos que em Boca Fechada, não entra mosca. Bom senso na comunicação pode evitar muitos constrangimentos. Exemplo? Sim, claro, didática é nosso lema.

- Oi, querida! Quanto tempo! Não sabia que você tava grávida, que maravilha!
- Não estou grávida...

Alguém tem um saco de papel aí, por favor? Numa hora dessas um abalo sísmico seria bastante interessante, mas como o Brasil é território privilegiado e está salvo deste tipo de problema, resta apenas ele, o constrangimento a fazer companhia.

Além da vontade de que o chão se abra e engula todos sob a superfície, outra característica comum dos momentos constrangedores é alteração da percepção de tempo. A partir do momento que o clima sem graça se instala, o tempo adquire uma outra dimensão e o que poderia ser considerado um segundo, vira um minuto, que por sua vez, torna-se uma hora.

O lado bom disso tudo é que assim como catapora, sarampo e gripe, o constrangimento é uma coisa que parece que vai derrubar você, mas passa.

Portanto, nunca esqueça que no momento em que você está sem graça porque descobriu uma reluzente casquinha de feijão no dente, em algum lugar do planeta alguém está sem saber o que falar para a família do assistente que acabou de conhecer.

Sem graça, eu? Que isso...

Fértil terreno para situações constrangedoras, o começo de relacionamento continua em pauta nesta semana de bochechinhas vermelhas aqui no Desassistidas.

Sabe aquele desconforto digno de consultório ginecológico que você sente nos primeiros encontros? Pois é, não é exclusividade sua. Todo mundo fica sem graça, não sabe onde pôr a mão (bem, elas logo encontram lugares aconchegantes para repousar...) e a cada 10 palavras ditas se arrepende de ter dito pelo menos 8.

Numa certa cidade do sul do estado, famosa pela atividade de extração de um mineral, é figurinha carimbada uma jovem senhora vendedora de flores e destruidora de relacionamentos.

História verdadeira que chegou a redação conta que um casal estava no segundo encontro, jantando, quando a tal “dona” apareceu. A mocinha de nossa história sofria de uma grave fobia de relacionamento e ao avistar a senhora, sob a ameaça iminente de receber flores, precipitou-se e respondeu pelo mocinho “nada de flores, somos apenas amigos”. O mocinho, assustado, calou-se e apenas concordou com a cabeça. Inesperadamente, a noite acabou por ali. E a história dos dois também.

Pobre garota que não resistiu ao constrangimento, pobre garoto que se viu interrompido em sua tentativa de agradar.

Tudo, é claro, culpa da floricultura ambulante.

Constrangimentos

Errr... hã...

- Veja bem, ele não é meu namorado ainda, mas vai ser daqui um tempo.
- É... oi, Carlos Augusto. É mesmo, faz tempo, desde que a gente...é... terminou.
- Deixa que eu pago minha parte...
- Flores: Não, não queremos flores.

Assim como Paulo Ricardo, que fica enrubescido toda vez que não é reconhecido, você, cidadão comum que nunca vendeu um milhão de discos também passa por constrangimentos no dia-a-dia.

O mais comum, relacionado a relacionamento, é claro, ocorre no começo da relação. Está lá você, poderosa, glamurosa, vitaminada com seu candidato a assistente quando encontra um amigo, ou amiga. Beijinho pra cá, beijinho pra lá, como manda a boa educação, você, no desespero do momento prefere ignorar a existência de um cromossomo y a seu lado e espera que seu interlocutor também.

Aha! Ledo engano...

A pessoa logo solta aquela perguntinha indecorosa: é seu namorado? Pausa para o momento “putz, e agora?” Não resta alternativa além de usar o bom senso e agir com maturidade. Mudando de assunto.

- Menina, mas que espetáculo essa sua bolsa! Tava procurando uma igual!
- Gente, o que é aquilo do outro lado da rua?
- Caraca! Não acredito que agora fazem iogurte de soja!

É preciso salientar que o uso desta técnica requer preparo físico e repertório, para engatar um assunto no outro sem parar, além de uma dose extra de óleo de peroba.

A gramática do amor

Virgula ( , )

É um sinal rebelde, que se coloca na relação sem a autorização dos amantes. Uma espécie de pausa momentânea para, após recuperado o fôlego, recomeçar do ponto onde parou.

Ponto e virgula ( ; )

Para aqueles que têm medo de um final drástico que só o ponto final proporciona, nada como um ponto e virgula: encerra-se a idéia anterior, faz-se uma pausa e logo se começa uma nova idéia, de preferência, relacionada com a anterior. O ponto e vírgula cai muito bem naquele assistente gato ou dono de uma pegada sensacional, mas que você sabe que não merece muito mais que um cinema.

Ponto final ( . )

Já deu o que tinha de dar. Encerrou o assunto. Chega. É hora de colocar um ponto final na história e, de preferência, começar um novo parágrafo.

A gramática do amor

L’amour, l’amour... quantas definições, quantas incertezas...
Mas Desassistidas acreditam que só ele constrói (e destrói e corrói e mais uma dúzia de rimas de doer) e fornecem a seus glamurosos leitores um curso básico de gramática amorosa. Sim, o amor possui uma gramática própria, regras tão sinuosas quanto as curvas da estrada de Santos...
O primeiro módulo de nosso estudo começa pela acentuação.


O ponto de interrogação (?)

Quem nunca se viu diante de um assistente que era uma verdadeira incógnita?
Um ser humano que nunca disse a que veio e muito menos porque foi embora?
Quem? Quem?
O ponto de interrogação é um bofe estranho: diz que não quer namorar, mas age como namorado, comparece como namorado, mas na hora de receber o título de namorado, apavora-se como um mané.

E afinal , quem casa quer casa?

A série dos grandes questionamentos desassistidos retorna no final desta semana dos namorados com mais uma pergunta de relevância sócio-cultural para todos: quem casa, quer casa?
E mais, o que isso quer dizer: que casar exige um teto, um cafofo para abrigar os pombinhos?
Caberia ainda um complemento, quem casa quer casa, comida e roupa lavada?
Oh, são tantas as dúvidas e questões sobre nossas cabeças...

Mas, peraí, as pessoas ainda casam?

O IBGE divulgou pesquisa em 2006 que apontava um crescimento no número de divórcios na ultima década. Interessante, então isso quer dizer que:

a) As pessoas não estão perdendo tempo e fazendo a fila andar.

b) As pessoas estão casando mais, daí o maior numero de separações.

c) Casar, assim como o tubinho preto, pode até passar por momentos de esquecimento, mas jamais sairá de moda.

Provavelmente sim, o casamento é um tubinho preto, porém é preciso saber combinar os acessórios para não transformar o traje, quer dizer, o casamento, num desastre.

Você sobreviveu!!!

Parabéns! Você sobreviveu ao apelo das operadoras de cartão de credito, as piadinhas sem graça dos colegas de escritório e, veja só, aquela coisa estranha chamada auto-estima, não sofreu nenhum abalo.

Dia 12 passou, como um dia qualquer e, ao contrario das apostas, os solteiros do mundo não cortaram os pulsos ao passar a data sozinhos (lembrando sempre que antes só do que mal acompanhado...)

Hoje, dia 13, para os, digamos, místicos, e a oportunidade de lançar mão de todas as simpatias e mandingas possíveis na tentativa descobrir ao menos a inicial da pessoa que lhe prestara assistência matrimonial.

Mas caso você A-M-E a vida de solteiro, agosto esta logo ali e você poderá desfrutar o dia do solteiro, que é comemorado no dia 15.

Prepação para o dia dos namorados - seja forte!

É verdade sim. Mas é preciso que você seja forte. Enfrente de cabeça erguida e faça ouvidos moucos para aqueles que não estão vivendo o mesmo drama que você.

Dia 12 está chegando, pode-se até ouvir a trilha sonora, aquele ta-tã-tã-tã de filme de terror acompanhando, anunciando como as trombetas do apocalipse a data carregada de glicose.

E você, alone, in the rain...

Pausa para um momento dramático: uma queda sobre o sofá e um choro discreto, contido junto com um leve morder dos lábios.

Francamente! Que frescura é essa? Mil chibatadas em você agora, já pro milho ao som de Wando! Onde já se viu ficar se menosprezando por causa de uma data cujo maior objetivo é alavancar as vendas do comércio varejista?
Por favor...

Lembre-se sempre que solteirice não é doença e sim, uma questão de opção. E que mais vale a companhia de bons amigos do que uma assistência chinfrim.

E se você está enrolada (ou enrolado), deve estar se perguntando "Mas, e eu? E eu, gente, o que faço"?

Bem só há duas alternativas: a corajosa (e dependendo do caso, sem noção) e a covarde (dependendo do caso, sem noção).

A corajosa é aproveitar a data para chamar o (a) assistente na chincha e colocar a relação às claras. Se o relacionamento é novo, colocar pressão não é a melhor forma de fazer a coisa andar.

A covarde é ficar assoviando e olhando pro teto, fazendo de conta que não é com você. Caso seu (sua) assistente esteja esperando a data para levar a relação a um outro nível, esta atitude também é candidata ao posto de sem noção.

Se você está namorando, recomendamos: caso você veja o clichê andando na sua direção, fuja! Evite programas manjados, não dê presentes sem vontade ou criatividade (que tal propor uma viagem a dois?). Não esqueça o romance e lembre-se: não deixe para demonstrar amor apenas uma vez ao ano. Afinal de contas, todo mundo sabe que quem não dá assistência, abre espaço pra concorrência!

Dicas para o Dia dos Namorados

Antes de mais nada, por favor, solte o pescoço de seu colega. Você não quer passar o dia 12 numa cela fria sem o menor glamour, não é mesmo?

Agora sente e ouça nossas dicas para entreter sua mente e coraçãozinho palpitante no dia dos namorados:
1) Faça uma seleção com músicas divertidas no seu Mp3 Player e coloque seus fones de ouvido para trabalhar e evitar a audição açucarada dos seres comprometidos a seu redor
2) Prepare uma série de respostas para os colegas engraçadinhos
3) Alugue filmes como "Abaixo o Amor", "Solteiro no Rio de Janeiro" e se convença de que no fim, os fortes sobreviverão!
4) Pegue uma balada para solteiros/ solteiras e pegue a maior quantidade de solteiros/ solteiras que conseguir. Ou não pegue ninguém e fique feliz assim mesmo.
5) Acomode-se debaixo de sua pilha de cobertores e espere o dia 13 chegar.

Lembre-se sempre que solteirice não é doença, é sim uma questão de opção e que mais vale a companhia de bons amigos do que uma assistência chinfrim.

Calma, calma! Nada de pânico nessa hora

Você amiga, você amigo que está abatido, triste, andando pelos cantos sem ver uma solução, não se desespere, nós estamos com você nessa luta!

Sim, porque ele está se aproximando e a enxurrada de propagandas glicosadas faz você pensar que vale menos que uma bala de coco apenas por quê? Por quê? Tudo porque você está sem namorado.

AHHHHH!

Parece até palavrão: 12 de junho, dia dos namorados. Alegria das operadoras de cartão de crédito, tristeza dos corações que ainda vagam desocupados. Um dia comum, sem graça até, não é mesmo? Despeito? Que isso, coisa feia...

Não é caso para desdém, afinal, fazer pouco pode lembrar aquela velha expressão: "quem desdenha quer comprar". E também não é caso para cortar os pulsos só porque se está sozinha (ou sozinho). Mas já que a data está aí e você provavelmente terá que trabalhar e ouvir aquela piadinha "originalíssima" daquele seu colega dono de um senso de humor "sensacional": e aí, já comprou o presente do seu namorado, o há de vir?

E pra quem gosta de alisar, há castigo?

Para os adeptos do espiritismo, a resposta é simples: karma. Sim, quem passa a mão numa esquina, na outra será também alisado. Ou ainda é dá para pensar que no momento que certos dedinhos alisam a propriedade alheia, a irmã, a mãe, a filha ou a assistente do molestador pode estar sofrendo o mesmo tipo de agressão.

Mas para quem não é nada zen e gosta mesmo do "aqui se faz, aqui se paga", algumas sugestões:
a) Amputação imediata do membro (calma, estamos falando da mão) – uma solução "nada" extremista, baseada em alguns "razoáveis" países do oriente médio.
b) Uma tarde de ensinamentos com nosso amigo leão de chácara conhecido como o tripé humano, em que, fazendo uso do método de exemplo prático, ele ensinará ao molestador porque mulheres não gostam de ser alisadas por desconhecidos.

De todas as formas disponíveis de castigo, ou correção, a melhor mesmo é, caso você tenha sofrido uma agressão, procurar a Delegacia de Defesa da Mulher mais próxima e registrar queixa contra o mané.

E para que fique bem claro que nós mulheres não toleramos esse tipo de coisa, é importante que comportamentos abusivos de irmãos, amigos, assistentes ou pais sejam repreendidos.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina