Certo ou errado, o fato é que tal façanha demanda organização e, para tanto, nossa amiga criou um sistema de "arquivamento" para não misturar passado, presente e futuro.
O inconfessável
Certo ou errado, o fato é que tal façanha demanda organização e, para tanto, nossa amiga criou um sistema de "arquivamento" para não misturar passado, presente e futuro.
Nova Template
Você organiza tudo em sua vida, até os rolos na agenda do celular?
Cadê a template que estava aqui?!
OPS!
Procura-se
Seja porque a coisa tá feia e a própria imagem não vende nem sabonete anti-séptico, seja porque o mercado está fraco, o fato é que uma nova onda invade o mundo pop (aquele mundinho de tv e revista onde a única coisa que importa é aparecer bem vestido).
Ele vem dançando como se tivesse uma lagartixa na calça, seu olhar sedutor diz “te quero”. Sim, você não está enganada, é ele mesmo. Beto Barbosa procura um amor.
E para que fazer como todo mundo e ir para balada ou olhar o entorno na academia? Vamos ser mais objetivos e anunciar na tv, afinal, discrição é para os fracos!
Mas como não podemos ficar de fora, resolvemos dropar essa marolinha com tudo.
Não perca nesta semana:
Desassistidas procuram um amor!
Baseado em fatos reais
_ Quatro Reais e noventa e nove centavos.
_ Ok, aqui, cinco Reais.
E fico estática, sozinha como a última escolha do time de vôlei na escola, esperando o troco.
O caixa simplesmente ignora minha singela ilusão. E já se prepara para gritar PRÓXIMO!, quando eu falo:
_ E meu troco?
Olhar de nojo, de “sua pobre criatura mesquinha que quer um centavo! Eu desprezo 1 centavo! Eu tenho nojo de um centavo! Aliás, 1 centavo é como o Acre, não existe!”
Tudo bem, mas eu vou querer mesmo assim.
E nessa hora já sou odiada por todos atrás de mim na fila (que se estende até a gôndola de bebidas), todos, que desprezam essa criatura mundana e mesquinha que precisa de um centavo para viver, quando minha dignidade não poderia estar mais ferida, eis que recebo cinco centavos, a esmola do desprezo por quem quer seu troco. Sozinha, acuada, recuso, é apenas uma batalha perdida, não a guerra.
E daí que é apenas um centavo?
Não interessa, é meu e eu quero!
CADUMM – um dia você ainda vai fazer uma!
A indignação não fundamentada e baseada em nothing de quem reclama, reclama e, claro, não faz nada para mudar!
E estamos aqui com uma CADUMM que vai tocar fundo em você, na parte mais sensível de sua anatomia, para sermos precisas. Falamos do seu bolso, é claro.
Pegue sua bandeira (e um pacote de bolachas, porque isso pode demorar) e junte-se a nós na campanha:
A cantada certeira. Olhou, gostou, pegou
Ô, lá em casa!
A cantada da moda
Vez por outra, uma certa forma de fazer o aproach fica mais popular entre os bofes e os não-bofes, as populares fêmeas.
Os tipos superlativos já conquistaram muitos corpinhos com o “você é mais linda” ou o “você é o mais gostoso” em baladas Brasil afora.
Atualmente, a demanda por perfeição do mundinho de celebridades acaba espirrando no cotidiano do dia-a-dia da vida diária da gente, tornando comum o infame: “uau, você parece modelo!”
Aham. Modelo de filha, minha mãe também acha...
E você, o que tem ouvido por aí?
Entre na nossa comunidade do Orkut e responda ao tópico lá também.
Tempo? Tempo é para os fracos!
E lá vem ele de novo!
Chegou o dia mais temido do ano por todos aqueles que caminham na estrada da vida alone... in the rain...
Ele, que é esfregado nas faces solitárias, exaltado em comerciais e outdoors país afora, o dia dos namorados.
Sacanagem...
Você que outro dia tinha começado uma relação que jurava vingar até o próximo dia 12 e agora precisa enfrentar a dureza, a certeza tétrica, dramática e irrefutável de que vai passar a data abraçada com sua amiga panela de brigadeiro ou com uma garrafa do João Andarilho...
Calma, calma, quanto drama!
O dia 12 de junho serve mais para vender presentes de gosto duvidoso do que para provar seu amor.
Geralmente se comemora a data na fila no restaurante, com bolhas no pé e o saldo negativo na conta.
Ok, ok, você não precisa encarar a coisa toda de maneira tão cética, mas não precisa fazer drama e se achar apenas uma partícula de poeira nos confins da Via Láctea só porque está sem companhia.
Quer saber de uma coisa? Desliga esse computador, coloca uma roupa bonita (ou não) e vai ferver que a vida é muito curta, passa muito rápido e choramingar, minha coisa rica, não está com nada! Sabe lá o que pode acontecer...
Todo dia é dia
E tudo em nome do amor
Essa é a vida que eu quis
Procurando vaga
Uma hora aqui, outra ali
No vai-e-vem dos teus quadris
Nadando contra a corrente
Só pra exercitar
Todo o músculo que sente
Me dê de presente o teu bis
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir, dormir
Como permanecer sozinho na balada
Do outro lado da pista está seu extremo oposto, o cromossomo y que não peca por omissão, mas por excesso.
E se você estiver desprevenida, minha cara, cuidado ao olhar para o lado pois você poderá ser vitima dele, o muso inspirador do Desassistidas, o MANÉ.
Conheça essa semana, o "Mané Aproach".
Fantasias
Dia desses um amigo da redação inflamou a conversa e despertou os instintos mais primitivos de uma das redatoras com o seguinte discurso: "ele não precisou dizer mais nada, até porque não adiantaria. Na cabeça dela, já havia fantasiado como o cara era, sem nem mesmo questionar se era assim mesmo. Vocês mulheres fantasiam muito sobre o cara que querem, mesmo que ele não corresponda em nada a essa fantasia”.
Litros de chá de camomila depois, o debate chegou até a redação do Desassistidas. Será que as XX, dissemos XX, criam um homem que só existe na cabeça delas? Será que ao ouvir: "eu pratico esportes", uma garbosa donzela bloqueia o texto seguinte para montar em sua cabecinha um esportista nato, um grande competidor medalhista? Ou ao ouvir, eu toco bateria, ela já pensa ter ao lado um John Bohan?
O INDISPENSÁVEL GUIA DE SOBREVIVÊNCIA PARA A NOITE
O que passa pela cabeça de um homem quando ele decide abordar uma mulher? Nada, é a resposta. Mas é preciso pensar um pouco mais sobre o assunto, por que alguma coisa deve acontecer no organismo desses seres durante a abordagem, não é possível que nada os motive, deve existir uma força interna que movimenta o corpo masculino em direção ao corredor da morte que é a cantada.
Por exemplo, existe o tipo adepto da telepatia: ele se posta ao lado da fêmea, dá um cutucão e quando é finalmente percebido, nada diz. Apenas considera que seu olhar penetrante e seu físico sedutor já trazem em si a idéia "eu quero teu corpo". Resta à pobre vítima ignorar o ocorrido. Provavelmente, a força motriz dessa abordagem, além da falta de bom senso, é a presunção.
Um clássico do tema é o "você vem sempre aqui?". Não, só quando eu tenho vontade de conversar com chatos. Por que essa pergunta, por que o indivíduo quer saber se a moça freqüenta ou não aquele lugar? Vai mudar alguma coisa? "Ah, bom, você vem sempre, então já deve ter me visto fazer perguntas idiotas para outras mulheres" ou então "ah, é a primeira vez! Posso falar qualquer bobagem que você vai acreditar!".
Mas se existem os que primam pela falta de criatividade, há os que a têm em excesso. Há tempos atrás, uma inocente menina viu um rapaz numa boate. Achou bonito o que viu, resolveu então passar como quem nada quer ao seu lado, quem sabe iniciavam uma conversa, pediu licença (quis ser educada). Foi aí que seu mundo de ilusão em relação aos homens caiu. O rapaz, até então, bonito e interessante, disse: "custa 80 centavos". 80 centavos?! Quê isso, pesquisa de mercado? Ele analisou os custos de ceder passagem, calculou a margem de lucro e resolveu faturar alguém com esse papo cretino?! Muita coisa já foi dita, como "só deixo você passar se me der um beijo", "um sorriso"; mas 80 centavos... É muita vontade de continuar sozinho.
A noite também torna os homens superlativos, quem nunca ouviu: "você é a mais linda aqui", "você é a mulher mais maravilhosa que eu já vi" ou "eu tenho muita sorte por estar contigo"? É importante frisar que isso é repetido infinitamente ou até que uma pobre coitada caia na conversa do exagerado.
Se eu tivesse que escolher qual o defeito mais irritante dos homens, eu diria a mania de mentir, não importa onde, quando, para quem ou sobre o quê. Acho que é uma necessidade fisiológica, um compulsão irrefreável. Eu sei que ele está mentindo, a verdade não me chatearia, mas mesmo assim, ele tem que mentir.
Também existem os adeptos da seita onomatopéica: eles não falam, apenas emitem ruídos. Você está caminhando, vê um ser do sexo masculino na direção oposta, pensa "tudo bem, nada de mais, apenas um daqueles, como se chamam...homens, não?". Cara amiga, esse foi o seu primeiro erro. Quando estiver ao seu lado, ele vai projetar a cabeça em sua direção e proferir: "ssss", "hum" e toda uma sorte de sons constrangedores e profundamente escrotos. Permanece a dúvida: qual a necessidade de tamanha idiotice? O senhor vai explodir se não fizer isso?
Deuses da babaquice e falta de imaginação alguns homens acreditam-se um ser teândrico, habitantes da terra por piedade a essas pobres mulheres que merecem a oportunidade mística e extrasensorial de uma noite com eles. A postura de um homem teândrico já denuncia sua classe: olhar superior, aproximam-se cheios de suingue, tocando a mulher ou tocando a própria barriga enquanto seguram a bebida com a outra mão, a cabeça inclinada, que faz o elo entre a terra e o céu. Ao abrirem a boca, mostram tanto conteúdo quanto a revista Caras, além disso, contém em seu corpo mais álcool que hooligans em dia de jogo da seleção inglesa. Bonitinhos, porém, ordinários.
Staphylococcus homincullus
Pode até ser que já o tenha feito, mas ficou no seu passado, junto com suas polainas e o disco do RPM.
Toda fêmea bem resolvida, vivida e esclarecida teve, tem ou terá em sua vida um Staphylococcus homincullus, o homem sem noção.
Ele não tem assunto, charme ou qualquer qualidade que faça você pensar em perder 5 minutos com esse cromossomo y. Mas você, mocinha educada que é, conversa com o bofe em nome da boa educação (em sacrifício de sua inteligência, aliás um sacríficio digno de altares pagãos).
A frase típica dele é “você sabe o que quero de ti”.
Infelizmente, você sabe e lamenta apenas que a recíproca não seja verdadeira. Mas fica aqui a dica: seria algo próximo da raiz quadrada de zero, elevada a enésima potência.
Ou seja: sonha, bofe, sonha....
Estamos de volta minha gente! Novidades para 2009, material abundante tem chegado à redação! Aguardem...
Verão Desassistido Floripa – Praia Mole
Uma das mais populares praias da Ilha de Santa Catarina, a Mole recebeu este nome por conta de sua areia fofinha e meiga. Mas nós garantimos que caminhar nessas areias não é nada mole (trocadilho infame, finalmente dando as caras por aqui em 2009, quanto tempo...), já que tanta fofura exige um senhor esforço dos membros inferiores.
ASSISTÊNCIA: Uma das praias mais próximas ao centro de Florianópolis, é fácil chegar nas belas areias da Mole para torrar o corpinho que Deus lhe deu. Além de muito bonita, a praia conta com uma boa infraestrutura para quem deseja passar o dia praticando o foto-envelhecimento: comida, aquele chuveiro amigo para tirar a areia do corpo. Para quem gosta de caminhar e de trilhas, a praia da Galheta fica logo ao lado, basta atravessar as pedras e driblar os peladões que aproveitam o fato da Galheta ser mais reservada para tomar sol como vieram ao mundo. Eventos como o Floripa Tem costumam ter estações na Mole e brindam os freqüentadores com shows com bandas locais, música eletrônica, etc.
DESASSISTÊNCIA: Se você for de carro, prepare-se para pagar estacionamento ou arriscar-se a receber multa se estacionar no acostamento da rodovia (que é coisa muita feia e a gente aqui não recomenda não). E se você for de ônibus, reserve paciência para esperar, esperar e esperar, já que o transporte público não é o forte da Ilha. Não vamos mencionar engarrafamentos porque se você conseguir ficar mau humorado subindo ou descendo o Morro da Lagoa (que tem uma das vistas mais belas que nossas pupilas desassistidas já viram), seu caso é grave...
Onde encontrar frutos do mar?
Em toda a praia e adjacências. Dos figurantes (aquele povo que anda com a prancha debaixo do braço de um lado para outro, mas pegar onde que é bom, nada) até os que realmente mandam bem nas ondas, a Mole é rica na espécie.
Merece um jacaré?
Um não, vários! Estar em Floripa e não ir a Mole é, pra citar um batido ditado, como ir ao Vaticano e não ver o Papa. Tá esperando o quê?
Desassistidas Recomenda: aproveite para socializar nos quiosques que se espalham pela praia, cheios de gente bonita e interessante, você poderá ao menos ter uma boa conversa. Para quem gosta de curtir só a praia, a melhor época para se freqüentar a Mole é fora da temporada, quando o lugar fica mais tranqüilo e repleto de adoradores do sol.
Mas foi carnaval...
Verão Desassistido - Ano II
Feliz 2009!
Como uma batata é assada
Pré-aqueça o forno.
Após um ano juntos, ele revela um detalhe insignificante sobre a própria vida, como por exemplo, um filho:
Lave e descasque a batata desse cromossomo y.
Ele não atende, nem retorna sua ligação, reaparecendo alguns dias depois, como quem não quer nada:
Coloque a batata no forno.
Ele decide passar as festas em Deus-lá-sabe-onde com Deus-lá-sabe-quem, deixando você livre, leve e solta para pesquisar o mercado:
Pronto, a batata está assada!
Para servir, recomendamos a companhia de um novo cromossomo y, lembrando sempre que vale a pena investir no novo e quanto mais novo, melhor!
Culinária Desassistida
Não perca nos próximos dias as lições do primeiro módulo de mais um imprescindível curso desassistido! Você vai aprender tudo sobre:
- Assar batata
- Fazer doce
- Banho-maria
- O gelo e suas variáveis
Preparando seu ninho de amor
Cama: verifique a solidez do conjunto estrado-cabeceira. Caso algum parafuso esteja solto na sua cama, não na sua cabeça (que fique bem claro), a movimentação ocorrida na superfície do móvel promoverá um ruído incessante e atormentador para a vizinhança.
Colchão: se o seu é de espuma, parta para o próximo item. Se for de mola, pare tudo o que está fazendo agora e vá pular no seu colchão. Então, ouviu o cadenciado movimento de compressão de cada molinha dele? Pode ficar vermelha, cara sem-vergonha, pois seus vizinhos sabem muito bem qual o ritmo, duração e intensidade do seu divertimento.
Piso: caso o revestimento seja qualquer um diferente de carpete ou borracha, dirija-se a loja de móveis mais próxima e adquira um tapete com pelo menos as dimensões de sua cama. Revestimentos cerâmicos tendem a propalar o som com mais facilidade, portanto, diminua o impacto e aumente a absorção sonora com este adorável (e imprescindível) objeto.
Decoração desassistida
Como diria uma sábia amiga da redação: não rasgue dinheiro na frente de pobre!
Pensando na privacidade de quem pratica e na tranqüilidade de quem mora acima, abaixo ou ao lado, Desassistidas lançam seu mais novo guia, um manual sobre design de interiores, arquitetura e, acima de tudo, acústica. Baseado em nada, é claro.
O globalizado
RISCO EMBUTIDO: apaixonar-se. Fuja, corra, ou pare na Polícia Federal para fazer seu passaporte. Este bofe não possui raízes e viajar é seu destino.
PORQUE FAZER: nada como incrementar seus conhecimentos de outras línguas, quer dizer, em outras línguas.
DEVO, ENTÃO? Darling, jogue-se nos braços desse cromossomo y sem medo de ser feliz. Mas não esqueça que namoro à distância tem limite: quando a coisa passa a ser medida por um oceano, pode complicar...

Ao ver este bofe caminhar você pensará que suas axilas estão coladas, devido a pequena amplitude de movimento de seus braços, mas a primeira coisa que você notará mesmo nesse cromossomo y são os músculos inflados, não pelo ar que preenche sua caixa craniana, mas por longas horas de dedicação à musculação.
RISCO EMBUTIDO: você descobrir que os olhares lascivos que ele lança ao espelho não são pra você, mas sim, para ele mesmo.
PORQUE FAZER: Se você gosta de se sentir protegida por um brucutu, quer dizer, bofe, ele tem o físico ideal. Mas lembre-se que ao proteger seu físico, seu cérebro poderá ser violentado.
DEVO, ENTÃO? Dizem que nessa vida a gente deve experimentar de tudo, então... Mas cá entre nós: você não tem nada melhor para fazer?
Se você está cansado de ouvir boas músicas se transformarem em tuntstunts, abrace a CADDUM número 4:
Pelo fim dos remix! Chega de um dj metido se afirmar estragando as melodias de nossas músicas preferidas!
As Campanhas Desassistidas por Um Mundo Melhor
Nossa terceira CADUMM enfoca um problema cada vez mais sério na vida cotidiana do dia-a-dia da rotina de cada um de nós: o trânsito.
Basta um pequeno engarrafamento para ele surgir, lá de longe, não num cavalo alado, não para lhe resgatar, mas sim, para despertar seus “instintos mais primitivos”: o afobadinho.
Todos estão enfileirados, todos querem chegar a seu destino, todos respeitam o espaço alheio. Menos ele. Ele não pode esperar, não. Ele tem mais pressa que os demais, ele jamais, jamais poderá padecer em engarrafamentos, pois tem o direito divino de passar por todos. Como? Pelo acostamento! Sim, por que esperar como todo mundo se existe um acostamento ali ao lado? Esperar é para trouxas, não é mesmo?
Se você já se estressou com um afobadinho, se até já atravessou o carro entre a pista e o acostamento para atrapalhar os planos de um folgado, join us!!!
Está com pressa, não pode esperar como todo mundo? Arrume um atalho! Ande mais rápido quando o trânsito fluir! Compre um helicóptero se quiser! Mas não venha cortar pelo acostamento, que a gente perde a classe e a elegância...
Não demorou muito para se pegar no meio da tarde pensando em você sabe muito bem quem. E no começo isso assustou um pouco, mas depois, como era de se esperar, você se acostumou.
Na primeira vez que acordou pensando em (você sabe quem), “o que foi isso? Quem autorizou?”, foi o que se perguntou. Mas logo, você se acostumou.
E mais algum tempo foi para de repente, rir de alguma coisa que lembrava (você sabe quem), ou se pegar fazendo um gesto igual a... bem... nem é preciso dizer quem.
Você teve vontade de sair correndo, tamanho o pavor que isso causou. Mas logo, você se acostumou (e começou até a achar isso bom).
E não é que agora você não imagina sua vida sem... você sabe quem? Logo essa pessoa, que tempos atrás você nem conhecia, não sabia sequer da existência, mas que é exatamente do jeito que sempre sonhou.
Pois é, a vida tem dessas coisas...
Mais uma da série ícones da mitologia grega
Prepare seu colete a prova de balas ao dividir uma balada com esse tipo.
Este cromossomo y é conhecido por sua forte indecisão, fraca auto-estima e extrema cara de pau. Ele vai dar em cima de você, da sua amiga, da sua irmã e, se bobear, daquele seu amigo de sexualidade indefinida. Para ele o que importa é ficar com alguém, qualquer alguém.
Hum... sinto cheiro de... de... desespero?
Para identificar um Micareta Man recomendamos o teste do banheiro. Converse com o bofe por um tempo e em seguida dirija-se ao compartimento azulejado. Bastarão alguns segundos para que um legítimo Micareta Man sinta-se nas ruas de Salvador e saia distribuindo amor e frases feitas para quem quiser aceitar.
Ou como um dia de sol, alegre, inspirador.
Mas nem sempre é assim, muitas vezes as rimas não soam bem, há descompasso e muitas nuvens.
Não podemos evitar o indesejado e talvez seja essa a graça de toda a história. Mas, mesmo assim, podemos reagir de maneira menos óbvia, sabendo que cair e levantar faz parte da trajetória e que nunca, mesmo, é tarde para declarar seu amor.
O fim de semana foi de muita alegria para o Desassistidas: a mãe da Tha finalmente saiu do hospital e voltou para casa! Agradecemos o apoio dos amigos e leitores do blog.
Vamos aos poucos normalizando a produção do site, já que a bruxa andou solta por aqui: a Tha cuidando da mãe e a Ro sem poder digitar, pois estava de molho por conta de uma "patologia osteomiarticular em diversos pontos" (fontes seguras garantem que foi por causa de um acidente envolvendo polainas e um disco do RPM).
Tinha chegado ao trabalho havia 2 horas, vinha do hospital, onde passara a noite com meu pai, internado há dois dias. Nos últimos anos era rotina para ele ser hospitalizado, acho que daí veio uma certa antipatia minha por médicos e hospitais, eram personagens e cenários associados a momentos muito difíceis. Aquele final de semana era só mais um.
Quando cheguei naquele lugar, o olhar da minha mãe já dizia tudo: não haveria mais noites em claro nos hospitais, não haveria mais piadas, nem longas conversas, eu não sentaria mais na cabeceira da cama dele para contar como foi meu dia. Era o fim, meu pai tinha morrido. Simples assim, sem avisar, sem dizer nada, sem dar a chance de nos despedir.
Aquela noite que passei em claro com ele foi difícil e me dediquei mais a me incomodar com a impossibilidade de dormir (e o fato de que tinha que trabalhar dia seguinte), porque não sabia que aquelas horas eram as últimas que teria com ele. Se eu soubesse que aquela era a última chance que teria com meu pai, teria sido diferente. Teria, ao invés de pensar no trabalho do dia seguinte, pedido para ele me falar mais sobre a tia Filhinha ou a vó Sebastiana. Teria perguntado para ele como tomou a decisão de mudar com a família para o Iraque ou ainda pediria para ele me contar mais uma das histórias fascinantes sobre a construção da ponte Rio-Niterói. Teria dito o quanto o amava e admirava.
Todos os dias estamos nos despedindo um pouco de todos a quem amamos. Mesmo assim, agimos com intolerância com amigos, amores, família e seguimos, achando que sempre haverá uma outra chance, uma nova oportunidade. Só que uma hora o amor se desfaz ante o descaso, a amizade se rompe pela falta de atenção, a vida acaba.
Se soubesse que é sua última chance, o que faria?
E a campanha continua!
Então você precisa de Otavindo!
Otavindo, o homem que dará a você um upgrade em sua auto-estima com elogios e incentivo.
Otavindo, o parceiro que ficará do seu lado e ajudará a segurar a onda nos momentos difíceis.
Otavindo para encarar qualquer programa de índio pela simples alegria de estar ao seu lado.
Otavindo, é ou não é pra casar, quer dizer, votar?
O número do Otavindo? Nada disso, ele quer o seu! Quem sabe vocês combinam um cineminha e tals...
Dia 5 não esqueça: é Otavindo para melhorar a sua vida!
Pollyana, a menina trouxa, quer dizer, moça
Ela não precisa de você para nada, mas admite que não pode viver sem estar ao seu lado. Ou não.
Ela gosta de você do jeito que você é e tem paciência de Jó. Ou não.
Ela agüenta suas mudanças de humor e tem até suas crises de ciúme e implicância, mas sabe admitir quando erra. Ou não.
Se você sair para comprar cigarros, ela vai pegar um banquinho, sentar e esperar sua volta sem perder a pose, independência e auto-estima. Talvez rolem umas lágrimas, mas, vá lá, ninguém é de ferro...
É mais conhecida pelas amigas como trouxa, mas prefere se definir como uma candidata com visão polianística da vida.
Dia 5, escolha Pollyana, a assistente que não perde a esperança!
Dia 5, vote em Advir!
Advir vai melhorar a infra-estrutura dos seus relacionamentos!
Advir para mais assistência!
Advir para mais alegria!
Chega de passar as noites de sábado abraçada a uma panela de brigadeiro, escolha Advir agora!
Dia 5, vote no PATI!
Por isso, dia 5 de outubro vote no PATI, o Partido da Assistência Total e Irrestrita!
Só o PATI vai garantir assistência 24h através do programa Bolsa-Assistência, uma ajuda valiosa enquanto você estiver desassistida (o)!
Só o PATI vai lutar pelo fim do encochamento nas baladas!
O PATI vai legalizar e regulamentar os jogos amorosos e punir com severidade quem brincar com o coração alheio!
Só o PATI lhe garante trilhas sonoras para qualquer momento difícil para você chorar, descabelar e depois estufar o peito e seguir em frente!
O PATI vai lhe dar assistência psicológica, espiritual e cármica!
Conheçam nesta sexta-feira os nossos candidatos!
Afinal, os opostos se atraem?
Dizem por aí que os opostos se atraem. Será verdade? E será essa diferença suficiente para fazer durar uma relação? Para uns, sim, já que as diferenças de um e outro trazem novas perspectivas, experiências e desafios. Porém, é preciso pensar se essas diferenças são superficiais (de estilos de vida que podem ser alterados) ou de valores, formas de encarar a vida. Pois hábitos mudam muito ao longo da vida, já os valores pessoais podem gerar conflitos na relação.
Na nossa historinha, a rata de academia descobriu que aquele cara, que parecia tão diferente dela, na verdade, era até bem parecido com ela, apesar da capacidade irritante dele estar quase sempre certo. Ela também descobriu que faltar a academia de vez em quando não deforma o corpo e um cachorro quente pode até mudar uma vida. Ele? Bem, ele continua viciado em trabalho e fast food...
Jogos X Amor
Antes de qualquer coisa, queremos saber:
Você acredita que vale a pena jogar no amor?
Muita gente pensa que amar é igual a jogar. Ser você mesmo e agir naturalmente não garantem o pódio no amor. Mas será verdade? Será que os jogos não atrapalham e fazem todos perderem um precioso tempo, o tempo de ficar junto?
Queda de braço
Apesar de não constar dos registros de Beijing 2008, no campo dos relacionamentos, a queda de braço é o esporte mais popular entre assistidos e desassistidos.
- Eu não vou ligar. Ela que ligue primeiro!
- Eu? Ligar? Jamé! Ele que ligue... Não perdeu os dedinhos...
- Eu, dizer te amo primeiro?! Nem pensar!
- Ah, só vou falar que gosto se ouvir primeiro, vai que digo e o outro fica com cara de paisagem...
E assim, vai, até que uma das partes cede e ganham todos. Ou não.
Top hits desassistidos – trilha sonora para ir ao tatami
1 – “Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder” – Pô, Lulu! Só o amor constrói, fala a verdade, confessa que tá apaixonado. Do chão não passa, garantimos!
2 – “Quando digo que deixei de te amar/É porque eu te amo/Quando digo que não quero mais você/É porque eu te quero/Eu tenho medo de te dar meu coração/E confessar que eu estou em suas mãos” – Evidências... que letra verdadeira para um especialista em queda de braço. Vamos lá, todo mundo junto, levantem os braços: “E nessa loucura/ de dizer que não te quero/ Vou negando as aparências/ Disfarçando as evidências” Vamos lá! “Só quero ouvir você dizer que sim”. Ôpa! Disfarça...
3 - "Last night/I couldn't even get an answer/I Tried to call/ But my pride wouldn't let me dial" – Esse P. Diddy sabe das coisas… Quem nunca ficou com o telefone na mão, pensando “ligo ou não ligo?” Que atire o primeiro cartão telefônico.
Mas o que eu faço?
Mas e o que você deve fazer?
Sinceramente? Se vira...
E o meu amor próprio, onde fica?
Sim, muito lindo isso de não ter orgulho, de se expor, de vencer as próprias barreiras, mas, na prática a teoria é outra. Somos tão frageizinhos, não é mesmo? Nosso ego, tão delicado, sofre com qualquer abalo, qualquer rejeição e nessas horas Lulu Santos faz a trilha sonora: “Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixo assim ficar subentendido. Pode até parecer fraqueza...”
Eu e você: passado, presente e futuro
Relacionamento é difícil, assustador e na maior parte das vezes, dá medo e vontade de sair correndo. Porém, chega uma hora que você dá de cara com alguém que faz a vontade de correr ser um pouco menor e o pavor, meu caro, fica ainda maior.
Tudo piora quando surgem os tais sentimentos. Terríveis e indomáveis como cabelo crespo em dia de chuva, os sentimentos fazem você pensar que quer uma coisa quando na verdade quer outra. Tudo bem que devem existir pessoas normais, que conseguem decifrar perfeitamente as caraminholas que habitam sua caixa craniana e não têm medo de expor suas emoções. Mas vamos combinar que fossem apenas essas pessoas sobre a superfície terrestre, este site não existiria. Tentaremos analisar durante a semana alguns aspectos mal resolvidos dessa coisa toda chamada relacionamento.
Não é você, é seu Orkut
“Marrento não, eu seleciono”, “Mulher feia é que nem pantufas”, “Meu filho vai c* sua filha” reluziam na lista de comunidades escolhidas por seu... é... (agora não pega bem chamar de assistente uma criatura dessas), seu... seu... ah, aquele cara que você conheceu uns meses atrás.
Na descrição pessoal, respostas sublimes como “Idade: 69”, “Paixões: mulher, cerveja e futebol” e no item livro, “ler não é comigo”.
Mas como? Ele sempre pareceu tão inteligente, sensato e interessante...
Diz a lenda que algumas empresas estão usando como critério para seleção de candidatos a novas vagas a página pessoal no site de relacionamentos. Seria então o perfil virtual um reflexo da personalidade de alguém? Parece que sim. Então, cabe a nós a recomendação de utilização deste método de avaliação para assistentes futuros.
E se o perfil decepcionar, nada mais resta além da sinceridade:
- Carlos Augusto, precisamos conversar. Acho que não devemos mais nos encontrar.
- Como assim, Maria Luiza, foi algo que eu fiz?
- Não. Entenda, não é você, é seu Orkut.
- ...
Dizem até hoje que pai é aquele homem sisudo que usa barba, bigode e está sempre disposto a lhe dizer não. Graças à invenção fluminense, as justificativas destes senhores de bigode e pijama raramente vão além de um “porque não”.
Versões contemporâneas abrangem também “porque eu quero”, “porque é assim”, além do clássico: “pergunte pra sua mãe”.
O manual do pai vem dividido em três módulos:
Aprenda a ser linha dura: dizendo não com sabedoria – criando seus filhos dos 0-18 anos,
A arte de dizer não: suas implicações e conflitos – criando seus filhos dos 19-25 anos
Porque não dizer não: seu filho, esse desconhecido – entendendo seus filhos a partir dos 26 anos.
Dentro dos módulos há subdivisões, que não vêm ao caso, mas servem de guia para as diversas facetas apresentadas pelo ser humano.
Férias forçadas
Força na peruca minha gente, daqui a pouco voltaremos!
Enquanto isso, para aqueles que sofrem de dependência dos nossos textos. Ok ok, vocês já pararam de rir? Então, como estávamos anunciando, vamos publicar aqui colunas escritas originalmente para outros sites. Nos próximos dias, fiquem com as colunas que iam ao ar no site da Rádio Criciúma, lar do programa Desassistidas no Ar! (que um dia voltará também, aguardem, peçam, vamos criar energia positiva, “O Segredo”, pessoal, “O Segredo”).
Foi bom pra você? Sem comentários...
Homens não cansam de falar que o clímax feminino é um mistério digno dos livros de Agatha Cristie: nada mais complexo e indefinível.
Tolinhos...
Para levar sua parceira aos céus e fazê-la ver estrelinhas é só aprender o que NÃO fazer. Sim, porque o caminho para o prazer feminino é como dirigir numa estrada a procura de uma saída: se você se distrair acaba perdendo o acesso e é obrigado a procurar um retorno e começar tudo de novo.
As reclamações que chegaram à redação do Desassistidas dizem respeito principalmente a falta de tato dos cromossomos y na hora da diversão. Veja então, mancebo aplicado, esforçado e dedicado o que NÃO fazer para levar sua parceira ao clímax. De posse dessas informações, o resto é por sua conta (e dela também, afinal, não custa nada ensinar o basicão pro assistente, não é, meninas?):
- Há diferença entre massagear e ariar: não trate o parquinho de sua assistente como um fogão engordurado a ser limpo.
- Comentários durante o ato sobre a programação da TV estão proibidos para gerações passadas, presentes e futuras.
- Comentários hã... digamos, pouco elogiosos sobre a forma de uma das partes envolvidas no ato também aniquilam a libido feminina.
-Tudo bem, você é um cara criativo, mas não faça do momento de intimidade do casal uma audição para o Cirque du Soleil.
- JAMAIS, NUNCA, NEVER durma. Se você está cansado e acha que não vai dar conta do recado, seja sincero, mas nunca prometa algo que não vai poder cumprir.
- O cromossomo y deu a você além daquele artefato pendurado abaixo da cintura, força física. Portanto, lembre-se disso ao empregar sua empolgação nas apalpações gerais. Cuidado para não deixar hematomas.
- Se a sua cueca da sorte lhe acompanha desde a mais tenra idade, o problema é seu. Cuequinha com fundilho gasto ou “selada” é de fazer chorar em alemão.
- Fazer a barba ou tomar banho? Os dois, SEMPRE. Mas optar pela barba ao invés do banho é um erro estratégico gravíssimo.
- Não se faça de desentendido quando ela pedir para você usar camisinha. Isso é muito feio e já falamos, totalmente reprovado por nossa consultora de boas maneiras, Lucrécia Sivuplê.
- Se você não é mudo, não faça de conta que é. Perguntar o que freguês deseja aumenta a possibilidade de satisfação da parte atendida. No caso de mudos, LIBRAS está aí para quê, minha gente?!
Publicado originalmente em 20/07/2007.
Pensava Rebecca viver no paraíso, quando um dia no supermercado, seu coeficiente Janete Clair disparou.
Entre um melão e uma melancia, estava ali, na sua cara a prova de adultério do seu amado: ele havia demorado 10 minutos para chegar em casa, quando normalmente levava 8 minutos e meio. Absurdo! Na sua cara, revoltante, sem vergonha!
Dizem alguns psicólogos que esta capacidade de criar histórias mirabolantes em escala industrial é desencadeada pelo medo de se envolver. Afinal de contas, sabemos todos que um relacionamento implica investimento em algo incerto. Não há razão matemática, não há fórmula que explique porque, afinal, uma pessoa se apaixona por outra. E isso assusta. Por isso, algumas pessoas têm seu coeficiente Janete Clair elevado, principalmente as que carregam bagagem afetiva traumática.
Sim, Desassistidas acredita que quem vive de passado é museu, que cada pessoa é diferente e que as histórias não se repetem. Mas vai explicar isso pro subconsciente perturbado daquela sua amiga?
O Coeficiente Janete Clair
Usado para medir o grau de perturbação mental que algumas pessoas possuem, o coeficiente Janete Clair recebeu este nome em homenagem à escritora de novelas que reinou absoluta na década de 70. Janete Clair escreveu folhetins clássicos como “Irmãos Coragem” e “Pecado Capital” (sim, a gente ouviu falar, mas não, a gente não tinha nascido ainda...), cujas tramas eram tão mirabolantes quanto às das mentes ah, digamos, criativas de alguns conhecidos da redação.
O coeficiente Janete Clair mede a capacidade de inventar histórias mirabolantes baseadas na distorção de fatos e adulteração de provas.
Conta uma amiga da redação (pra variar, é sempre uma “amiga”), que sempre ao se envolver com um bofe sua imaginação vai longe.
Demorou para ligar? Ele estava numa suruba com 20 mulheres e um jumento.
Não pode encontrar hoje porque está doente? Que nada, está numa suruba com 20 mulheres, um jumento e uma cabrita.
Existe um gatilho que dispara a capacidade criativa?
Existe cura?
Descubra no próximo capítulo!
Momentos de sabedoria desassistida. Ou: vocês não têm nada pra fazer, não?
Pense bem: até um ano atrás, você não conhecia “aquela” pessoa. Se ela gostava de rock como você, se tinha queimado a mão com um ferro de passar roupa ou se ela seria capaz de tirar sarro da sua cara como ninguém, para você, pouco importava.
Um ano atrás. Apenas 365 dias separam o seu eu lúcido, racional, dessa coisa babona que você se transformou.
Parece, então, que aquela história de que Deus joga dados com o universo é verdade, pois alguns meses atrás você conheceu “aquela” pessoa. Aquela mesma que você não sabia se ela preferia caminhar ou correr, se adorava dormir, se gesticulava muito ao falar ou se roncava quando dormia. Essa pessoa que até bem pouco tempo atrás nem mesmo existia, passa então a fazer parte da sua vida. E quando você menos espera, está rindo no trabalho lembrando daquela pessoa.
É, o amor é uma coisa engraçada mesmo...
ANTIPATIAS
Ufa! Chega dessa historia de falar de casais.
AHÁ!
Ledo engano, minha cara!
Hoje é 13 de junho, dia mundial de simpatias bizarras, crendices tolas e atitudes toscas.
Sim, hoje é dia de fazer aquela simpatia que sua bisavó ensinou para sua mãe, tudo para quê? Para arranjar um macho.
Então anota aí: pegue uma folha de 2,5x7,5cm, cor azul celeste e coloque o seu nome.
Coloque o nome dele do outro lado da folha, de ponta a cabeça, escrito da direita para esquerda. Dobre o papel 17 vezes, abra-o e dobre de novo, dessa vez beijando cada dobra. Agora, pulando em um pé só, diga o seu nome e o do amado, de trás pra frente e coloque o papel dentro de seu sutiã (que deverá ser da mesma cor do papel, com o nome do rapaz bordado no bojo esquerdo, de trás pra frente).
Agora sente e espere. Mas procure um lugar confortável, tá? Isso.
...E aí, ele já apareceu?
Não? Como não? Você dobrou 17 vezes?
Tá certo!
Então tente essa: vá a uma livraria e compre 10 livros de autores diversos (sugestões: Rubem Braga, Saramago, Neruda).
Leia todos.
Depois, coloque um tênis, corra durante 40 minutos. Pegue sua agenda, ponha um telefone do lado. Abra a agenda na letra A, ligue para sua amiga de infância e marque um almoço. Repita o processo durante 2 meses.
Não garantimos um garboso mancebo, mas podemos assegurar que este passo a passo aumentará a auto-estima, elevará a capacidade intelectual e ocupará sua cabeça com coisa melhor que mandingas e superstições.
Pois é... chegou
O QUE FAZER NO DIA DOS NAMORADOS?
E você sabe que a gente A-M-A dar dica, conselho, manual, enfim, gosta de se meter onde não é chamada, por isso, seguem nossas recomendações para a dúvida cruel:
O QUE FAZER NO DIA DOS NAMORADOS?
Primeiro, tire as mãos do pescoço da sua amiga que perguntou qual a programação pro dia 12 (sim, aquela que começou a namorar duas semanas atrás e começa todas as frases com “o meu namorado ...”).
O comércio ainda não descobriu que mais rentável que vender provas de amor na forma de bombons e camisetas é explorar o rentável filão dos solteiros.
As opções por enquanto, se resumem a festas para solteiros. Caso você não ache uma, damos algumas sugestões de atividades:
- Fundar uma seita que só aceite membros solteiros cujo estatuto seja fundamentado nos princípios da vida livre, leve e solta.
- Organizar um mutirão para fazer camisetas, adesivos e faixas com frases anti-namoro.
- Assistir a uma maratona com os filmes: “Abaixo o Amor”, “Clube das Desquitadas” e “O Diário de Bridget Jones”.
- Escrever cartões com respostas para a pergunta: "você não tem namorado?"
- Ficar escondida debaixo de uma montanha de cobertores e esperar dia 13 chegar.
Menina gosta de menino, menino gosta de menina e por isso decidem ficar juntos.
Simples na teoria, difícil na prática.
E pedir conselhos pode não ser a melhor forma de saber o que fazer. Alguns amigos aconselham a cair no mundo, outros, a se fechar pro mundo.
E, de repente, parece que tudo é uma guerra: de um lado homens, do outro, mulheres.
Desde quando ficamos tão cínicos? Qual foi o momento em que paramos de acreditar que pode dar certo?
E assim vamos caminhando, levando de relação em relação um acumulado de mágoas desnecessárias, que talvez uma boa conversa poderia ter resolvido.
Assistida(o) ou desassistida(o) no dia 12, aproveite para pensar no que realmente vale a pena, quais batalhas merecem ser encampadas ou se não é melhor baixar a guarda e mostrar um pouco de fragilidade. E não deixe, é claro de declarar seu amor!
Devido a problemas técnicos (uma unha lascada de uma das redatoras), na próxima semana vamos republicar nosso manual de sobrevivência para o dia dos namorados editado em 2006.
Voltaremos com textos inéditos no dia 16.
E lá vamos nós...
Pula a fogueira... ioiô
Pula a fogueira iaiá...
Bem, não sabemos se a letra tem esses ioiôs e iaiás (seria influência de Wando?), mas o fato é que o sexto mês do ano chegou e com ele a data mais sem vergonha do calendário: 12 de junho.
Assumidamente comercial, foi instituída aqui para levantar (opa!) as vendas na metade do ano, mas fora do Brasil a data é comemorada em 14 de fevereiro, dia de São Valentim.
Como sempre, nós damos aquela forcinha pra quem passará a data portando ou não um (a) assistente.
Cozinhando com Nero
Mas, continuando nosso cursinho Desassistido para noivos, essa figura singela e equilibrada surge para ressaltarmos um importante aspecto da vida doméstica.
Seria maravilhoso que a comida saísse diretamente do armário para sua mesa cozida, lavada, etc. Porém, como vivemos no mundo real, é importante que você jovenzinho, ou não tão jovenzinho assim, que se aventura nessa coisa estranha chamada casamento, não incendeie suas refeições.
Evocado em cada arroz queimado ou bife esturricado nas cozinhas do mundo, Nero ensina a todos que:
COZINHAR NÃO É IGUAL A QUEIMAR.
Maio, mês das noivas
Noivar, fazer enxoval, pagar a prestação do apartamento...
Mas, afinal, o que é casar?
Juntar trapos? Ui, coisinha mais sem graça, trapo lembra o estado emocional resultante da última briga de namoro.
Juntar as almas? Peraí, estamos num centro espírita e ninguém avisou?
Juntar as contas correntes? Isso não pode dar certo...
Apostar num futuro incerto e rezar pra que tudo acabe bem? Talvez...
Porém, se você jovem garoto ou jovem garota pretende contrair matrimônio (e contrair, você sabe, não pode ser coisa boa), aceite nosso conselho: aprenda a cuidar da casa.
Se você não é de família quatrocentona e não possui criadagem na mansão, tal combinação resulta num fato inexorável: você vai ter que cozinhar, limpar, passar, lavar e enxugar, não necessariamente nessa mesma ordem e não necessariamente estamos falando de afazeres domésticos.
King Kong e o amor – Mas eu me mordo de ciúmes
Mas grande coisa, o seu coeficiente Janete Clair (aguarde explicações em breve) atingiu níveis alarmantes e você explodiu numa nova e babaca crise de ciúme.
Eis o maior dentre os micos no amor: o ciúme. Além de nocivo para o relacionamento, ele tem a capacidade de transformar um ser humano racional e sensato numa criaturinha tola e infantil, que esquece de um pequeno detalhe: o livre arbítrio. Sim, pois você já verificou as correntes que prendem seu amor a você? Pois é, elas não existem, portanto, não há motivo algum para a pessoa estar com você além de um só: vontade.
Além disso, alguém que sempre desconfia, também dá a sensação de que se tivesse a mesma oportunidade (alguém dando mole, hora extra no trabalho) não a perderia. Isso é o que chamamos nos meios acadêmicos de dar um tiro no próprio pé.
Existem várias formas de demonstrar amor, carinho e o quanto alguém é importante para você. O ciúme, tenha certeza, é a pior delas.
REFLEXÃO POLIANÍSTICA Nº3
Pelo menos o ciúme mostra que eu gosto de você...
King Kong e o amor – No meio do caminho tinha uma casca de feijão. Tinha uma casca de feijão no meio do caminho...
Quem nunca pensou em cortar os pulsos após um confronto cruel com o espelho em que se percebeu a presença debochada de uma nada inocente casca de feijão no dente, que atire o primeiro enxagüante bucal.
O casal se adora, tudo é lindo, meu amor pra cá, meu amor pra lá. Uma garfada aqui, outra acolá. Arroz, feijão. E a inveja. Sim, a inveja desta leguminosa maligna que resolve se fixar em sua arcada dentária, de forma zombeteira, fazendo pouco de seu esforço para se mostrar atraente e encantador (a) para seu par.
Todas as 957 vezes que você sorriu para o ser amado ressurgem num flashback aterrador onde a única coisa que aparece, gritando, é o maldito vegetal.
O pensamento inicial é gilete, um pulso e nada mais. Porém, oferecemos a você uma outra forma de encarar o fato, através do pensamento daquela que influenciou toda uma geração de meninas bobo-alegres, Pollyana.
REFLEXÃO POLIANÍSTICA n.º 2
Pelo menos você não soltou gases...
Pagando Micos – porque rir da desgraça alheia é inevitável
Conta a lenda que casal 1 e casal 2, em situação financeira, digamos, delicada, resolveram que o amor poderia superar as barreiras do bom senso e da falta de cédulas na carteira partindo para um programa a quatro.
Engana-se quem imaginou o quarteto num trivial restaurante ou ainda numa reuniãozinha “filme com pipoca” na casa de um dos pares. Os personagens desta história são ousados e, tomados pela volúpia, pelos mais intensos desejos carnais que urgiam e falavam mais alto que qualquer noção de qualquer coisa, decidiram os quatro rachar um quarto de motel.
Se outras coisas, partes ou adjacências seriam rachadas também, não vem ao caso.
A mulher do casal 1, pensando num banho a dois pós-amor, encheu a banheira com água quente apenas, pensando que após os cinco minutos de diversão, a água estaria na temperatura agradável para o casal.
Neste pequeno, mas decisivo, intervalo de tempo, o bofe do casal 2 viu a banheira cheia e não pensou duas vezes: tchbum! (Sim as pessoas ainda fazem tchbum ao entrar na água).
Recapitulando: casal 1, empobrecido de dinheiro, mas não de amor, resolve rachar motel com casal 2. Casal 1 enche banheira apenas com água quente (fervendo, pra falar a verdade) para usar depois dos 5 minutos de diversão. Homem do casal 2 resolve vê o compartimento cheio de água e mergulha sem perguntar nada.
Pausa para um momento de reflexão: o que a falta de comunicação não faz, hein, gente?
O resultado, é claro, foi o homem do casal 2 escalpelado, coberto com pomada e andando com as pernas abertas por duas semanas.
REFLEXÃO POLIANÍSTICA Nº 1 :
Pelo menos o casal 1 economizou...
A Mulher Uva – Mais uma da série Ícones da Mitologia Grega
Quem nunca teve uma amiga que adorava qualquer cara desde que ele não gostasse dela?
Sabe aquela amiga que vive reclamando de que a sorte não lhe sorri (num oferecimento de clichê, só ele dá o chavão que você precisa!), que ela e o amor são incompatíveis, que o cupido é cego? Essa mesma que quando aparece um cara legal diz apenas “Ahhhh, não sei... ele torce pro XV de Piracicaba...”
Ela diz que o dedinho é podre, mas nós sabemos que, na verdade ela é a mulher uva: A-D-O-R-A ser pisada. Basta o mancebo perder o interesse para ela achar o dito cujo interessantíssimo. Ou então, o cara pode ter uma faixa em neon na testa com os dizeres cafajeste em caixa alta, que ela vai achar: “Nossa, que bofe interessante, estiloso, meu número!”.
Num mundo que mais parece uma feira livre com mulheres samambaia, melancia, o que mais preocupa é nossa amiga Mulher Uva. Medo de se relacionar, tendência suicida ou masoquista podem ser algumas das explicações, qual a sua aposta?
Mas seja lá qual for, mantenha sua amiga uva longe de vinícolas...
Da série: Ícones da Mitologia Grega
A toda ação, corresponde uma reação de igual ou maior intensidade. Será?
Derreter-se em elogios, proclamar seu amor aos quatro cantos, esmerar-se na busca da palavra perfeita que irá chegar certeira no coração daquele, ah, aquele...
O ser humano tem a tendência de esperar uma reação a sua ação, de igual ou maior intensidade, e vetor contrário, é claro. Porém, isso se aplica apenas à física, pois nas relações entre nós, humanos dos mais diversos gêneros (sim, somos mais que apenas dois gêneros, o masculino e o feminino), a história é outra.
Existe vagando sobre a terra, disposto a enlouquecer os corações mais afoitos por carinho, um tipo econômico, que não utiliza nem meias palavras: o monossílabo man...
“Eu te adoro, não sei viver sem você.”
A resposta: sombrancelhas levantadas em arco, num sinal e aprovação. Fique feliz, monossílabo man, aprova seu amor.
“Não há um único dia em que não acorde e durma pensando em você.”
A resposta: “Bom, isso é muito bom”.
Bom, muito bom, o monossílabo man acha bom você pensar nele. Que coisa boa não?
Está aí. Não espere arrancar mais que isso pois se para você a resposta do cromossomo y em questão foi broxante, para o monossílabo man, foi praticamente uma declaração de amor. As variadas nuances e sutilezas da sentença não caberiam explicar aqui, mas perceba que para ele, proferir palavras de admiração é esforço sobre-humano e de escala inimaginável. Contente-se ou simplesmente, cale-se.
Bai de uei, dia 20 de abril completamos 2 aninhos! Parabéns para nós!
Continuando a série didática "Aprenda a ser um viaipi com Desassistidas!"
Nas baladas disputadas do mundo todo, existe uma figura que reina absoluta. Mas importante que o DJ ou o barman amigo que descola um pouquinho a mais na dose é a pessoa que pões o nome na lista. Esta criatura tem o poder mágico de conduzir ao Olimpo da balada free. Freqüentar lugares caros sem pagar um tostão, porém, tem um preço. A história a seguir é baseada em fatos reais.
- Sei que teu nome não está na lista, mas o meu está em duas. Vamos fazer o seguinte. Eu entro primeiro, você dá um tempo e entra depois, usando o meu nome na outra lista.
- Ai...será que isso vai dar certo?
- Nome, por favor.
- Zuleika Conceição.
- Sinto muito, mas Zuleika Conceição acabou de entrar.
- Mas eu sou Zuleika Conceição! Não podem existir duas 'Zuleika Conceição'?
- ...
E se a vida tivesse um ctrl+z?
Aprenda a ser um viaipi com o Desassistidas!
- A cada 3 ou 4 músicas lance um rápido olhar (sem esquecer do tópico passado sobre como olhar é out) sobre os reles mortais na pista de dança. Antes de sair de casa, treine na frente do espelho um ar blasé, com uma expressão "aff... pobres..."
- Nem pense em dizer que você não gosta de música eletrônica. Faça de conta que está com aquele seu ex-namorado e finja. Dê soquinhos no ar, morda o lábio inferior, feche os olhos, não esqueça de jogar o cabelão!, tudo isso cria o look “uau, que tesão essa música”.
Seguindo essas dicas, temos certeza de que você passará como habitué da seção viaipi de sua balada favorita.
Mas como assim, você quer saber se vai se divertir? Darling, quem falou que balada é diversão? Balada é vitrine, darling. É vitrine.
Diversão... ora vamos...
Como ser um viaipi genérico
- Ao ser convidado, faça cara de tédio, como se a área vip e você fossem amigos de infância, algo como “de novo?”
- Ao adentrar a área vip, não olhe para as pessoas ao seu lado, nem para as mesas, nem para os seguranças. Aliás não olhe. Olhar é totalmente out. No mundo viaipi, ninguém olha para ninguém. (É mais ou menos como a história da Medusa, sim aquela que ao olhar nos olhos a pessoa virava pedra, então, é por aí a coisa).
- Jogue o cabelão para trás e olhe para o teto com ar de nojo, sacudindo os braços no melhor estilo “me notem/ mas não me odeiem, não tenho culpa de nascer linda(o) e maravilhosa(o)”.
Os Desafios da Balada - Reloaded
A área viaipi, ou vip, para os aculturados que não possuem o hábito ultra mega descolado de salpicar alguns anglicismos em seu vocabulário cotidiano, representa o grau máximo de poder que você pode alcançar numa balada, o poder de estar num cercadinho separado dos demais.
Se na época da escola ficar separado dos colegas representava castigo, na vida adulta, a história é um pouco diferente. Estar num cercadinho, olhando a ralé com ar blasé é sinal de que você chegou lá. Não importa se de ônibus, carona, ou a pé você está lá, no cercadinho.
E para ter certeza de que o mundo inteiro saiba o quão superior aos demais você é, nada melhor do que uma pulseirinha fosforescente horrorosa (que não combina em nada com seu traje, aliás) para dizer ao mundo “EU VENCI”.
Na quarta não perca dicas quentes para você que vai freqüentar a área viaipi pela primeira vez!
Um cromosso y pede ajuda
Para começar, devo dizer que considero absurdo você dizer que não possui predicados. Todos nós possuímos qualidades que vão além de meia dúzia de esteriótipos utilizados para vender perfumes e cervejas. Querido, abra seus olhinhos e veja o mundo de cima, bem de cima, já que você diz ter 1,96m de altura. De lá você vai perceber que sua cromossomo xx está desamparada, insegura, solita, precisando de um chamego. Não se esqueça que você trabalha com os setores que mais recebem reclamações aqui em nosso PROCOM emocional, pois juntamente com os professores de educação física (e suas aluninhas da academia), os surfistas (e a preferência insuportável pelas ondas), vocês músicos (com as groupies a tiracolo), precisam dar mais suporte que sutiã de amamentação. Entenda, meu caro, que o folclore que cerca a noite não é algo que deixe uma cromossomo xx tranqüila. Talvez você esteja dando menos atenção do que imagina, já parou para pensar nisso? Analise seus atos, coloque-se no lugar dela e, principalmente, não dê bola a amigos que mandam você “colocar um par de chifres” em seu objeto de afeto. Este conselho advém da vontade de seus coleguinhas de ter você como o Todynho da vida deles, aquele um companheiro de aventuras que um dia, antes dessa fêmea tomar lugar no seu coraçãozinho, você foi.
Não ouça o rádio, não ouça os outros e, principalmente, não ouça o RPM, ouça apenas você e descubra o quanto esta menina é importante para você. Converse com sinceridade, cuidado com as palavras, se vocês conseguirem chegar a um acordo, onde ambos respeitam o espaço um do outro, parabéns. Caso isso não aconteça, talvez seja hora de mudar o acorde.
Ninguém gosta de pessoas ultra-inseguras que vivem desconfiadas.
O CAD recomenda
Será necessário ajustar o módulo de segurança de sua cromosso xx, com muito carinho e atenção. Caso ela continue a apresentar dificuldades em rodar o sistema de segurança, providenciaremos a substituição de alguns itens como o ego, além de uma reposição extra na auto-confiança.
