O Coeficiente Janete Clair

Dizem que de médico e louco todo mundo tem um pouco, porém, em algumas pessoas, no que diz respeito à loucura, essa porção é ligeiramente acentuada.

Usado para medir o grau de perturbação mental que algumas pessoas possuem, o coeficiente Janete Clair recebeu este nome em homenagem à escritora de novelas que reinou absoluta na década de 70. Janete Clair escreveu folhetins clássicos como “Irmãos Coragem” e “Pecado Capital” (sim, a gente ouviu falar, mas não, a gente não tinha nascido ainda...), cujas tramas eram tão mirabolantes quanto às das mentes ah, digamos, criativas de alguns conhecidos da redação.

O coeficiente Janete Clair mede a capacidade de inventar histórias mirabolantes baseadas na distorção de fatos e adulteração de provas.

Conta uma amiga da redação (pra variar, é sempre uma “amiga”), que sempre ao se envolver com um bofe sua imaginação vai longe.
Demorou para ligar? Ele estava numa suruba com 20 mulheres e um jumento.
Não pode encontrar hoje porque está doente? Que nada, está numa suruba com 20 mulheres, um jumento e uma cabrita.

Existe um gatilho que dispara a capacidade criativa?
Existe cura?
Descubra no próximo capítulo!

Momentos de sabedoria desassistida. Ou: vocês não têm nada pra fazer, não?

O amor é uma coisa engraçada...

Pense bem: até um ano atrás, você não conhecia “aquela” pessoa. Se ela gostava de rock como você, se tinha queimado a mão com um ferro de passar roupa ou se ela seria capaz de tirar sarro da sua cara como ninguém, para você, pouco importava.

Um ano atrás. Apenas 365 dias separam o seu eu lúcido, racional, dessa coisa babona que você se transformou.

Parece, então, que aquela história de que Deus joga dados com o universo é verdade, pois alguns meses atrás você conheceu “aquela” pessoa. Aquela mesma que você não sabia se ela preferia caminhar ou correr, se adorava dormir, se gesticulava muito ao falar ou se roncava quando dormia. Essa pessoa que até bem pouco tempo atrás nem mesmo existia, passa então a fazer parte da sua vida. E quando você menos espera, está rindo no trabalho lembrando daquela pessoa.

É, o amor é uma coisa engraçada mesmo...

ANTIPATIAS

Apesar dos prognósticos contrários, o dia 12 de junho passou e você sobreviveu.
Ufa! Chega dessa historia de falar de casais.

AHÁ!

Ledo engano, minha cara!
Hoje é 13 de junho, dia mundial de simpatias bizarras, crendices tolas e atitudes toscas.
Sim, hoje é dia de fazer aquela simpatia que sua bisavó ensinou para sua mãe, tudo para quê? Para arranjar um macho.
Então anota aí: pegue uma folha de 2,5x7,5cm, cor azul celeste e coloque o seu nome.
Coloque o nome dele do outro lado da folha, de ponta a cabeça, escrito da direita para esquerda. Dobre o papel 17 vezes, abra-o e dobre de novo, dessa vez beijando cada dobra. Agora, pulando em um pé só, diga o seu nome e o do amado, de trás pra frente e coloque o papel dentro de seu sutiã (que deverá ser da mesma cor do papel, com o nome do rapaz bordado no bojo esquerdo, de trás pra frente).
Agora sente e espere. Mas procure um lugar confortável, tá? Isso.
...E aí, ele já apareceu?
Não? Como não? Você dobrou 17 vezes?
Tá certo!
Então tente essa: vá a uma livraria e compre 10 livros de autores diversos (sugestões: Rubem Braga, Saramago, Neruda).
Leia todos.
Depois, coloque um tênis, corra durante 40 minutos. Pegue sua agenda, ponha um telefone do lado. Abra a agenda na letra A, ligue para sua amiga de infância e marque um almoço. Repita o processo durante 2 meses.
Não garantimos um garboso mancebo, mas podemos assegurar que este passo a passo aumentará a auto-estima, elevará a capacidade intelectual e ocupará sua cabeça com coisa melhor que mandingas e superstições.

Pois é... chegou

Pode ser que você esteja se lamentando "Pôxa, hoje é 12 de junho e estou sem ninguém..."
Se esta é a questão, não há motivos para tristeza.
Uma data criada com fins comerciais, explorada exaustivamente pela publicidade com o único intuito de vender não deve causar tanta comoção.
Se você está sem par hoje, pode ser que esteja com alguém amanhã e, para sua felicidade, saiba que o amor não segue protocolos.
O amor não é feito de datas, mas sim de sorrisos, de olhares cúmplices, do toque de mãos, de uma ligação em plena madrugada só para dizer que se sente saudade...
Lamente se você nunca amar, pois isso, realmente, é insubstituível.
Comemore a data do seu amor, a data de vocês, sem se importar com obrigações.
O amor é espontâneo e por alguns momentos, parece nos tirar do chão e nos transportar para uma dimensão especial.
E isso pouco tem a ver com calendário.

O QUE FAZER NO DIA DOS NAMORADOS?

Enquanto o país inteiro sai às lojas para comprar frascos de perfume, ursos tamanho gigante, toneladas de flores e litros de loção pós-barba, Desassistidas vai na contramão e manda você, coleguinha de luta, fazer algo mais produtivo.
E você sabe que a gente A-M-A dar dica, conselho, manual, enfim, gosta de se meter onde não é chamada, por isso, seguem nossas recomendações para a dúvida cruel:

O QUE FAZER NO DIA DOS NAMORADOS?

Primeiro, tire as mãos do pescoço da sua amiga que perguntou qual a programação pro dia 12 (sim, aquela que começou a namorar duas semanas atrás e começa todas as frases com “o meu namorado ...”).

O comércio ainda não descobriu que mais rentável que vender provas de amor na forma de bombons e camisetas é explorar o rentável filão dos solteiros.
As opções por enquanto, se resumem a festas para solteiros. Caso você não ache uma, damos algumas sugestões de atividades:

- Fundar uma seita que só aceite membros solteiros cujo estatuto seja fundamentado nos princípios da vida livre, leve e solta.


- Organizar um mutirão para fazer camisetas, adesivos e faixas com frases anti-namoro.


- Assistir a uma maratona com os filmes: “Abaixo o Amor”, “Clube das Desquitadas” e “O Diário de Bridget Jones”.


- Escrever cartões com respostas para a pergunta: "você não tem namorado?"

- Ficar escondida debaixo de uma montanha de cobertores e esperar dia 13 chegar.

Parece tão simples, não é mesmo?
Menina gosta de menino, menino gosta de menina e por isso decidem ficar juntos.

Simples na teoria, difícil na prática.

E pedir conselhos pode não ser a melhor forma de saber o que fazer. Alguns amigos aconselham a cair no mundo, outros, a se fechar pro mundo.

E, de repente, parece que tudo é uma guerra: de um lado homens, do outro, mulheres.

Desde quando ficamos tão cínicos? Qual foi o momento em que paramos de acreditar que pode dar certo?

E assim vamos caminhando, levando de relação em relação um acumulado de mágoas desnecessárias, que talvez uma boa conversa poderia ter resolvido.

Assistida(o) ou desassistida(o) no dia 12, aproveite para pensar no que realmente vale a pena, quais batalhas merecem ser encampadas ou se não é melhor baixar a guarda e mostrar um pouco de fragilidade. E não deixe, é claro de declarar seu amor!

Devido a problemas técnicos (uma unha lascada de uma das redatoras), na próxima semana vamos republicar nosso manual de sobrevivência para o dia dos namorados editado em 2006.
Voltaremos com textos inéditos no dia 16.

E lá vamos nós...

E aí, tá chegando... vamos lá... você, desassistido, você, desassistida...

Pula a fogueira... ioiô
Pula a fogueira iaiá...

Bem, não sabemos se a letra tem esses ioiôs e iaiás (seria influência de Wando?), mas o fato é que o sexto mês do ano chegou e com ele a data mais sem vergonha do calendário: 12 de junho.
Assumidamente comercial, foi instituída aqui para levantar (opa!) as vendas na metade do ano, mas fora do Brasil a data é comemorada em 14 de fevereiro, dia de
São Valentim.

Como sempre, nós damos aquela forcinha pra quem passará a data portando ou não um (a) assistente.
Nesta semana, SEGURA NA MÃO DE DEUS!

Cozinhando com Nero

Antes de se tornar um programa para facilitar a pirataria nossa de cada dia, Nero foi um imperador de Roma que certa ocasião acordou de mau humor e resolveu incendiar sua terrinha querida. Assim, básico.

Mas, continuando nosso cursinho Desassistido para noivos, essa figura singela e equilibrada surge para ressaltarmos um importante aspecto da vida doméstica.

Seria maravilhoso que a comida saísse diretamente do armário para sua mesa cozida, lavada, etc. Porém, como vivemos no mundo real, é importante que você jovenzinho, ou não tão jovenzinho assim, que se aventura nessa coisa estranha chamada casamento, não incendeie suas refeições.

Evocado em cada arroz queimado ou bife esturricado nas cozinhas do mundo, Nero ensina a todos que:


COZINHAR NÃO É IGUAL A QUEIMAR.

Maio, mês das noivas

Coisa querida né, gente?

Noivar, fazer enxoval, pagar a prestação do apartamento...

Mas, afinal, o que é casar?

Juntar trapos? Ui, coisinha mais sem graça, trapo lembra o estado emocional resultante da última briga de namoro.

Juntar as almas? Peraí, estamos num centro espírita e ninguém avisou?

Juntar as contas correntes? Isso não pode dar certo...

Apostar num futuro incerto e rezar pra que tudo acabe bem? Talvez...

Porém, se você jovem garoto ou jovem garota pretende contrair matrimônio (e contrair, você sabe, não pode ser coisa boa), aceite nosso conselho: aprenda a cuidar da casa.

Se você não é de família quatrocentona e não possui criadagem na mansão, tal combinação resulta num fato inexorável: você vai ter que cozinhar, limpar, passar, lavar e enxugar, não necessariamente nessa mesma ordem e não necessariamente estamos falando de afazeres domésticos.
Para quem precisa aprender a se virar na selva das baladas, Samantha Schmutz, sensacional...

King Kong e o amor – Mas eu me mordo de ciúmes

Já disse o Ultraje a Rigor que você queria levar uma vida moderninha. Você queria ser mais seguro (a), não ser insensível. Pois é, você tentou.
Mas grande coisa, o seu coeficiente Janete Clair (aguarde explicações em breve) atingiu níveis alarmantes e você explodiu numa nova e babaca crise de ciúme.

Eis o maior dentre os micos no amor: o ciúme. Além de nocivo para o relacionamento, ele tem a capacidade de transformar um ser humano racional e sensato numa criaturinha tola e infantil, que esquece de um pequeno detalhe: o livre arbítrio. Sim, pois você já verificou as correntes que prendem seu amor a você? Pois é, elas não existem, portanto, não há motivo algum para a pessoa estar com você além de um só: vontade.

Além disso, alguém que sempre desconfia, também dá a sensação de que se tivesse a mesma oportunidade (alguém dando mole, hora extra no trabalho) não a perderia. Isso é o que chamamos nos meios acadêmicos de dar um tiro no próprio pé.

Existem várias formas de demonstrar amor, carinho e o quanto alguém é importante para você. O ciúme, tenha certeza, é a pior delas.

REFLEXÃO POLIANÍSTICA Nº3

Pelo menos o ciúme mostra que eu gosto de você...



King Kong e o amor – No meio do caminho tinha uma casca de feijão. Tinha uma casca de feijão no meio do caminho...

Já cansamos de nos debater neste espaço sobre os constrangimentos e vexames dos encontros amorosos, principalmente, os primeiros. Mas uma situação clássica ainda não foi debatida: a casquinha de feijão no dente.

Quem nunca pensou em cortar os pulsos após um confronto cruel com o espelho em que se percebeu a presença debochada de uma nada inocente casca de feijão no dente, que atire o primeiro enxagüante bucal.

O casal se adora, tudo é lindo, meu amor pra cá, meu amor pra lá. Uma garfada aqui, outra acolá. Arroz, feijão. E a inveja. Sim, a inveja desta leguminosa maligna que resolve se fixar em sua arcada dentária, de forma zombeteira, fazendo pouco de seu esforço para se mostrar atraente e encantador (a) para seu par.

Todas as 957 vezes que você sorriu para o ser amado ressurgem num flashback aterrador onde a única coisa que aparece, gritando, é o maldito vegetal.
O pensamento inicial é gilete, um pulso e nada mais. Porém, oferecemos a você uma outra forma de encarar o fato, através do pensamento daquela que influenciou toda uma geração de meninas bobo-alegres, Pollyana.

REFLEXÃO POLIANÍSTICA n.º 2

Pelo menos você não soltou gases...

Pagando Micos – porque rir da desgraça alheia é inevitável

Gato escaldado quando vê água...

Conta a lenda que casal 1 e casal 2, em situação financeira, digamos, delicada, resolveram que o amor poderia superar as barreiras do bom senso e da falta de cédulas na carteira partindo para um programa a quatro.
Engana-se quem imaginou o quarteto num trivial restaurante ou ainda numa reuniãozinha “filme com pipoca” na casa de um dos pares. Os personagens desta história são ousados e, tomados pela volúpia, pelos mais intensos desejos carnais que urgiam e falavam mais alto que qualquer noção de qualquer coisa, decidiram os quatro rachar um quarto de motel.
Se outras coisas, partes ou adjacências seriam rachadas também, não vem ao caso.
A mulher do casal 1, pensando num banho a dois pós-amor, encheu a banheira com água quente apenas, pensando que após os cinco minutos de diversão, a água estaria na temperatura agradável para o casal.
Neste pequeno, mas decisivo, intervalo de tempo, o bofe do casal 2 viu a banheira cheia e não pensou duas vezes: tchbum! (Sim as pessoas ainda fazem tchbum ao entrar na água).

Recapitulando: casal 1, empobrecido de dinheiro, mas não de amor, resolve rachar motel com casal 2. Casal 1 enche banheira apenas com água quente (fervendo, pra falar a verdade) para usar depois dos 5 minutos de diversão. Homem do casal 2 resolve vê o compartimento cheio de água e mergulha sem perguntar nada.

Pausa para um momento de reflexão: o que a falta de comunicação não faz, hein, gente?

O resultado, é claro, foi o homem do casal 2 escalpelado, coberto com pomada e andando com as pernas abertas por duas semanas.

REFLEXÃO POLIANÍSTICA Nº 1 :
Pelo menos o casal 1 economizou...

A Mulher Uva – Mais uma da série Ícones da Mitologia Grega

Pisa que eu gosto!

Quem nunca teve uma amiga que adorava qualquer cara desde que ele não gostasse dela?
Sabe aquela amiga que vive reclamando de que a sorte não lhe sorri (num oferecimento de clichê, só ele dá o chavão que você precisa!), que ela e o amor são incompatíveis, que o cupido é cego? Essa mesma que quando aparece um cara legal diz apenas “Ahhhh, não sei... ele torce pro XV de Piracicaba...”

Ela diz que o dedinho é podre, mas nós sabemos que, na verdade ela é a mulher uva: A-D-O-R-A ser pisada. Basta o mancebo perder o interesse para ela achar o dito cujo interessantíssimo. Ou então, o cara pode ter uma faixa em neon na testa com os dizeres cafajeste em caixa alta, que ela vai achar: “Nossa, que bofe interessante, estiloso, meu número!”.

Num mundo que mais parece uma feira livre com mulheres samambaia, melancia, o que mais preocupa é nossa amiga Mulher Uva. Medo de se relacionar, tendência suicida ou masoquista podem ser algumas das explicações, qual a sua aposta?

Mas seja lá qual for, mantenha sua amiga uva longe de vinícolas...

Da série: Ícones da Mitologia Grega

O monossílabo man

A toda ação, corresponde uma reação de igual ou maior intensidade. Será?

Derreter-se em elogios, proclamar seu amor aos quatro cantos, esmerar-se na busca da palavra perfeita que irá chegar certeira no coração daquele, ah, aquele...
O ser humano tem a tendência de esperar uma reação a sua ação, de igual ou maior intensidade, e vetor contrário, é claro. Porém, isso se aplica apenas à física, pois nas relações entre nós, humanos dos mais diversos gêneros (sim, somos mais que apenas dois gêneros, o masculino e o feminino), a história é outra.
Existe vagando sobre a terra, disposto a enlouquecer os corações mais afoitos por carinho, um tipo econômico, que não utiliza nem meias palavras: o monossílabo man...

“Eu te adoro, não sei viver sem você.”
A resposta: sombrancelhas levantadas em arco, num sinal e aprovação. Fique feliz, monossílabo man, aprova seu amor.

“Não há um único dia em que não acorde e durma pensando em você.”
A resposta: “Bom, isso é muito bom”.
Bom, muito bom, o monossílabo man acha bom você pensar nele. Que coisa boa não?

Está aí. Não espere arrancar mais que isso pois se para você a resposta do cromossomo y em questão foi broxante, para o monossílabo man, foi praticamente uma declaração de amor. As variadas nuances e sutilezas da sentença não caberiam explicar aqui, mas perceba que para ele, proferir palavras de admiração é esforço sobre-humano e de escala inimaginável. Contente-se ou simplesmente, cale-se.

Bai de uei, dia 20 de abril completamos 2 aninhos! Parabéns para nós!

Continuando a série didática "Aprenda a ser um viaipi com Desassistidas!"

O nome na lista


Nas baladas disputadas do mundo todo, existe uma figura que reina absoluta. Mas importante que o DJ ou o barman amigo que descola um pouquinho a mais na dose é a pessoa que pões o nome na lista. Esta criatura tem o poder mágico de conduzir ao Olimpo da balada free. Freqüentar lugares caros sem pagar um tostão, porém, tem um preço. A história a seguir é baseada em fatos reais.


- Sei que teu nome não está na lista, mas o meu está em duas. Vamos fazer o seguinte. Eu entro primeiro, você dá um tempo e entra depois, usando o meu nome na outra lista.

- Ai...será que isso vai dar certo?

- Nome, por favor.

- Zuleika Conceição.

- Sinto muito, mas Zuleika Conceição acabou de entrar.

- Mas eu sou Zuleika Conceição! Não podem existir duas 'Zuleika Conceição'?

- ...

E se a vida tivesse um ctrl+z?

Seria muito bom se pra maioria das bobagens que fazemos no cotidiano existissem aquelas duas teclas mágicas que nos socorrem das besteiras no computador: ctrl+z.
Para a palavra que saiu atravessada sem querer.
Para uma reação baseada em insegurança.
Para o momento certo de se declarar que foi perdido.
Para a batida no carro.
Para uma despedida que nunca aconteceu.
Para um oi que não se realizou.
Para cada atitude impensada, seria bom demais aplicar um "desfazer" e começar do zero.
Mas a verdade é que não podemos, então o que fazer?
Pensar dois segundos antes de falar?
Pôr-se no lugar do outro?
Olhar antes de atravessar a rua?
Ter certeza de o pote está bem fechado?
Mandar aquele e-mail?
Fazer aquela ligação?
É certo que estamos longe da perfeição, somos imperfeitos por natureza. Bom final de semana a todos, lembrando que, se não existe um ctrl+z para vida, existe, ao menos, a vontade de se redmir. Afinal, admitir o erro pode ser, talvez, um bom começo.

Aprenda a ser um viaipi com o Desassistidas!

- Nem pense em puxar assunto com alguém, nada mais antiquado que conversar, no máximo troque umas poucas palavras, não esquecendo, é claro de salpicar algum inglês estilo “fiz intercâmbio”.

- A cada 3 ou 4 músicas lance um rápido olhar (sem esquecer do tópico passado sobre como olhar é out) sobre os reles mortais na pista de dança. Antes de sair de casa, treine na frente do espelho um ar blasé, com uma expressão "aff... pobres..."

- Nem pense em dizer que você não gosta de música eletrônica. Faça de conta que está com aquele seu ex-namorado e finja. Dê soquinhos no ar, morda o lábio inferior, feche os olhos, não esqueça de jogar o cabelão!, tudo isso cria o look “uau, que tesão essa música”.

Seguindo essas dicas, temos certeza de que você passará como habitué da seção viaipi de sua balada favorita.
Mas como assim, você quer saber se vai se divertir? Darling, quem falou que balada é diversão? Balada é vitrine, darling. É vitrine.
Diversão... ora vamos...

Como ser um viaipi genérico

Algumas dicas para você que ainda não é iniciada(o) freqüentar, com a mesma desenvoltura que utiliza para ir na padaria da esquina, a área vip.


- Ao ser convidado, faça cara de tédio, como se a área vip e você fossem amigos de infância, algo como “de novo?”

- Ao adentrar a área vip, não olhe para as pessoas ao seu lado, nem para as mesas, nem para os seguranças. Aliás não olhe. Olhar é totalmente out. No mundo viaipi, ninguém olha para ninguém. (É mais ou menos como a história da Medusa, sim aquela que ao olhar nos olhos a pessoa virava pedra, então, é por aí a coisa).

- Jogue o cabelão para trás e olhe para o teto com ar de nojo, sacudindo os braços no melhor estilo “me notem/ mas não me odeiem, não tenho culpa de nascer linda(o) e maravilhosa(o)”.

Os Desafios da Balada - Reloaded

A área VIP

A área viaipi, ou vip, para os aculturados que não possuem o hábito ultra mega descolado de salpicar alguns anglicismos em seu vocabulário cotidiano, representa o grau máximo de poder que você pode alcançar numa balada, o poder de estar num cercadinho separado dos demais.


Se na época da escola ficar separado dos colegas representava castigo, na vida adulta, a história é um pouco diferente. Estar num cercadinho, olhando a ralé com ar blasé é sinal de que você chegou lá. Não importa se de ônibus, carona, ou a pé você está lá, no cercadinho.
E para ter certeza de que o mundo inteiro saiba o quão superior aos demais você é, nada melhor do que uma pulseirinha fosforescente horrorosa (que não combina em nada com seu traje, aliás) para dizer ao mundo “EU VENCI”.


Na quarta não perca dicas quentes para você que vai freqüentar a área viaipi pela primeira vez!

Um cromosso y pede ajuda

"Olá,

Não se são vocês ou é você, mas queria primeiramente dizer que vocês são mulheres providas de um discernimento de mundo que me assusta, mas pode parecer cantada, então vou direto ao ponto. Talvez tenha me equivocado ao entrar em contato com vocês, mas li a Menisquência e fui até o blog "ducara..." (sem machismo, é claro) de vocês e partindo do pressuposto que vocês são mulheres queria consultá-las: 1 - Eu trabalho com cinema e toco bateria e violão nas horas vagas, se vou tocar em um domingo, mesmo tendo passado o sábado minha namorada termina comigo, dizendo que não trato nosso namoro como prioridade.2 - Se vou na casa dela depois dele ter ido na minha, (mesmo ela tendo me visto tocando ou escrevendo) ela vira as costas sem eu terminar meu argumento e entra pra casa, me deixando no portão com metade no argumento na língua e outra no cérebro. 3 – Honestamente, sou pouco atraente: tipo o não-bombado, cabelo não-loiro, olho não-claro, meu veiculo é meu eskate, e, ao invés de uma tatuagem de dragão, ou coisa assim, tenho um rolo de filme no braço direito e um olho no ombro esquerdo. Afro descendente, 1,96m de altura e peso 87 quilos. O típico "magrão", morador de uma periferia de SP, tudo isso pra dizer que mesmo assim ela tem concorrência e eu não fico com outra, mas minha namorada encana em terminar comigo depois de qualquer briga dizendo que arrumo outra melhor, tenho 25 anos, e ela ainda fica me chamando de "Tiozão" por ser um pouco mais nova. Eu a amo muito, eu a curto demais: inteligente, atenciosa, muito bonita e o nosso sexo é maravilhoso, mas como farei para que ela não se sinta desassistida, sendo que estou tendo que escolher entre ficar com ela sem renovar meu intelecto criativo, ou, continuar escrevendo meus roteiros e criando meus barulhos solitariamente depressivo sem ela? Estou desesperado e desassistido por todos, meus amigos falam, que descolo outra fácil, que ela merece um par de chifre e coisas assim, mas quero fugir do estereótipo e da criação do meu pai, que foi algo como "Filhão, na duvida a filosofia é: Sai rasgando P..ão" o que fazer ?????"
E.
Rebecca Cristina diz:
Darling,
Para começar, devo dizer que considero absurdo você dizer que não possui predicados. Todos nós possuímos qualidades que vão além de meia dúzia de esteriótipos utilizados para vender perfumes e cervejas. Querido, abra seus olhinhos e veja o mundo de cima, bem de cima, já que você diz ter 1,96m de altura. De lá você vai perceber que sua cromossomo xx está desamparada, insegura, solita, precisando de um chamego. Não se esqueça que você trabalha com os setores que mais recebem reclamações aqui em nosso PROCOM emocional, pois juntamente com os professores de educação física (e suas aluninhas da academia), os surfistas (e a preferência insuportável pelas ondas), vocês músicos (com as groupies a tiracolo), precisam dar mais suporte que sutiã de amamentação. Entenda, meu caro, que o folclore que cerca a noite não é algo que deixe uma cromossomo xx tranqüila. Talvez você esteja dando menos atenção do que imagina, já parou para pensar nisso? Analise seus atos, coloque-se no lugar dela e, principalmente, não dê bola a amigos que mandam você “colocar um par de chifres” em seu objeto de afeto. Este conselho advém da vontade de seus coleguinhas de ter você como o Todynho da vida deles, aquele um companheiro de aventuras que um dia, antes dessa fêmea tomar lugar no seu coraçãozinho, você foi.
Não ouça o rádio, não ouça os outros e, principalmente, não ouça o RPM, ouça apenas você e descubra o quanto esta menina é importante para você. Converse com sinceridade, cuidado com as palavras, se vocês conseguirem chegar a um acordo, onde ambos respeitam o espaço um do outro, parabéns. Caso isso não aconteça, talvez seja hora de mudar o acorde.
Ninguém gosta de pessoas ultra-inseguras que vivem desconfiadas.

O CAD recomenda

Será necessário ajustar o módulo de segurança de sua cromosso xx, com muito carinho e atenção. Caso ela continue a apresentar dificuldades em rodar o sistema de segurança, providenciaremos a substituição de alguns itens como o ego, além de uma reposição extra na auto-confiança.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina