Continuando a série didática "Aprenda a ser um viaipi com Desassistidas!"

O nome na lista


Nas baladas disputadas do mundo todo, existe uma figura que reina absoluta. Mas importante que o DJ ou o barman amigo que descola um pouquinho a mais na dose é a pessoa que pões o nome na lista. Esta criatura tem o poder mágico de conduzir ao Olimpo da balada free. Freqüentar lugares caros sem pagar um tostão, porém, tem um preço. A história a seguir é baseada em fatos reais.


- Sei que teu nome não está na lista, mas o meu está em duas. Vamos fazer o seguinte. Eu entro primeiro, você dá um tempo e entra depois, usando o meu nome na outra lista.

- Ai...será que isso vai dar certo?

- Nome, por favor.

- Zuleika Conceição.

- Sinto muito, mas Zuleika Conceição acabou de entrar.

- Mas eu sou Zuleika Conceição! Não podem existir duas 'Zuleika Conceição'?

- ...

E se a vida tivesse um ctrl+z?

Seria muito bom se pra maioria das bobagens que fazemos no cotidiano existissem aquelas duas teclas mágicas que nos socorrem das besteiras no computador: ctrl+z.
Para a palavra que saiu atravessada sem querer.
Para uma reação baseada em insegurança.
Para o momento certo de se declarar que foi perdido.
Para a batida no carro.
Para uma despedida que nunca aconteceu.
Para um oi que não se realizou.
Para cada atitude impensada, seria bom demais aplicar um "desfazer" e começar do zero.
Mas a verdade é que não podemos, então o que fazer?
Pensar dois segundos antes de falar?
Pôr-se no lugar do outro?
Olhar antes de atravessar a rua?
Ter certeza de o pote está bem fechado?
Mandar aquele e-mail?
Fazer aquela ligação?
É certo que estamos longe da perfeição, somos imperfeitos por natureza. Bom final de semana a todos, lembrando que, se não existe um ctrl+z para vida, existe, ao menos, a vontade de se redmir. Afinal, admitir o erro pode ser, talvez, um bom começo.

Aprenda a ser um viaipi com o Desassistidas!

- Nem pense em puxar assunto com alguém, nada mais antiquado que conversar, no máximo troque umas poucas palavras, não esquecendo, é claro de salpicar algum inglês estilo “fiz intercâmbio”.

- A cada 3 ou 4 músicas lance um rápido olhar (sem esquecer do tópico passado sobre como olhar é out) sobre os reles mortais na pista de dança. Antes de sair de casa, treine na frente do espelho um ar blasé, com uma expressão "aff... pobres..."

- Nem pense em dizer que você não gosta de música eletrônica. Faça de conta que está com aquele seu ex-namorado e finja. Dê soquinhos no ar, morda o lábio inferior, feche os olhos, não esqueça de jogar o cabelão!, tudo isso cria o look “uau, que tesão essa música”.

Seguindo essas dicas, temos certeza de que você passará como habitué da seção viaipi de sua balada favorita.
Mas como assim, você quer saber se vai se divertir? Darling, quem falou que balada é diversão? Balada é vitrine, darling. É vitrine.
Diversão... ora vamos...

Como ser um viaipi genérico

Algumas dicas para você que ainda não é iniciada(o) freqüentar, com a mesma desenvoltura que utiliza para ir na padaria da esquina, a área vip.


- Ao ser convidado, faça cara de tédio, como se a área vip e você fossem amigos de infância, algo como “de novo?”

- Ao adentrar a área vip, não olhe para as pessoas ao seu lado, nem para as mesas, nem para os seguranças. Aliás não olhe. Olhar é totalmente out. No mundo viaipi, ninguém olha para ninguém. (É mais ou menos como a história da Medusa, sim aquela que ao olhar nos olhos a pessoa virava pedra, então, é por aí a coisa).

- Jogue o cabelão para trás e olhe para o teto com ar de nojo, sacudindo os braços no melhor estilo “me notem/ mas não me odeiem, não tenho culpa de nascer linda(o) e maravilhosa(o)”.

Os Desafios da Balada - Reloaded

A área VIP

A área viaipi, ou vip, para os aculturados que não possuem o hábito ultra mega descolado de salpicar alguns anglicismos em seu vocabulário cotidiano, representa o grau máximo de poder que você pode alcançar numa balada, o poder de estar num cercadinho separado dos demais.


Se na época da escola ficar separado dos colegas representava castigo, na vida adulta, a história é um pouco diferente. Estar num cercadinho, olhando a ralé com ar blasé é sinal de que você chegou lá. Não importa se de ônibus, carona, ou a pé você está lá, no cercadinho.
E para ter certeza de que o mundo inteiro saiba o quão superior aos demais você é, nada melhor do que uma pulseirinha fosforescente horrorosa (que não combina em nada com seu traje, aliás) para dizer ao mundo “EU VENCI”.


Na quarta não perca dicas quentes para você que vai freqüentar a área viaipi pela primeira vez!

Um cromosso y pede ajuda

"Olá,

Não se são vocês ou é você, mas queria primeiramente dizer que vocês são mulheres providas de um discernimento de mundo que me assusta, mas pode parecer cantada, então vou direto ao ponto. Talvez tenha me equivocado ao entrar em contato com vocês, mas li a Menisquência e fui até o blog "ducara..." (sem machismo, é claro) de vocês e partindo do pressuposto que vocês são mulheres queria consultá-las: 1 - Eu trabalho com cinema e toco bateria e violão nas horas vagas, se vou tocar em um domingo, mesmo tendo passado o sábado minha namorada termina comigo, dizendo que não trato nosso namoro como prioridade.2 - Se vou na casa dela depois dele ter ido na minha, (mesmo ela tendo me visto tocando ou escrevendo) ela vira as costas sem eu terminar meu argumento e entra pra casa, me deixando no portão com metade no argumento na língua e outra no cérebro. 3 – Honestamente, sou pouco atraente: tipo o não-bombado, cabelo não-loiro, olho não-claro, meu veiculo é meu eskate, e, ao invés de uma tatuagem de dragão, ou coisa assim, tenho um rolo de filme no braço direito e um olho no ombro esquerdo. Afro descendente, 1,96m de altura e peso 87 quilos. O típico "magrão", morador de uma periferia de SP, tudo isso pra dizer que mesmo assim ela tem concorrência e eu não fico com outra, mas minha namorada encana em terminar comigo depois de qualquer briga dizendo que arrumo outra melhor, tenho 25 anos, e ela ainda fica me chamando de "Tiozão" por ser um pouco mais nova. Eu a amo muito, eu a curto demais: inteligente, atenciosa, muito bonita e o nosso sexo é maravilhoso, mas como farei para que ela não se sinta desassistida, sendo que estou tendo que escolher entre ficar com ela sem renovar meu intelecto criativo, ou, continuar escrevendo meus roteiros e criando meus barulhos solitariamente depressivo sem ela? Estou desesperado e desassistido por todos, meus amigos falam, que descolo outra fácil, que ela merece um par de chifre e coisas assim, mas quero fugir do estereótipo e da criação do meu pai, que foi algo como "Filhão, na duvida a filosofia é: Sai rasgando P..ão" o que fazer ?????"
E.
Rebecca Cristina diz:
Darling,
Para começar, devo dizer que considero absurdo você dizer que não possui predicados. Todos nós possuímos qualidades que vão além de meia dúzia de esteriótipos utilizados para vender perfumes e cervejas. Querido, abra seus olhinhos e veja o mundo de cima, bem de cima, já que você diz ter 1,96m de altura. De lá você vai perceber que sua cromossomo xx está desamparada, insegura, solita, precisando de um chamego. Não se esqueça que você trabalha com os setores que mais recebem reclamações aqui em nosso PROCOM emocional, pois juntamente com os professores de educação física (e suas aluninhas da academia), os surfistas (e a preferência insuportável pelas ondas), vocês músicos (com as groupies a tiracolo), precisam dar mais suporte que sutiã de amamentação. Entenda, meu caro, que o folclore que cerca a noite não é algo que deixe uma cromossomo xx tranqüila. Talvez você esteja dando menos atenção do que imagina, já parou para pensar nisso? Analise seus atos, coloque-se no lugar dela e, principalmente, não dê bola a amigos que mandam você “colocar um par de chifres” em seu objeto de afeto. Este conselho advém da vontade de seus coleguinhas de ter você como o Todynho da vida deles, aquele um companheiro de aventuras que um dia, antes dessa fêmea tomar lugar no seu coraçãozinho, você foi.
Não ouça o rádio, não ouça os outros e, principalmente, não ouça o RPM, ouça apenas você e descubra o quanto esta menina é importante para você. Converse com sinceridade, cuidado com as palavras, se vocês conseguirem chegar a um acordo, onde ambos respeitam o espaço um do outro, parabéns. Caso isso não aconteça, talvez seja hora de mudar o acorde.
Ninguém gosta de pessoas ultra-inseguras que vivem desconfiadas.

O CAD recomenda

Será necessário ajustar o módulo de segurança de sua cromosso xx, com muito carinho e atenção. Caso ela continue a apresentar dificuldades em rodar o sistema de segurança, providenciaremos a substituição de alguns itens como o ego, além de uma reposição extra na auto-confiança.

Mais um caso para o balcão de devoluções

Minha namorada anda um cubo de gelo comigo, o que faço?
Leia o parecer de Rebecca Cristina

Querido, é simples: compre luvas, gorro e aqueça sua namorada com muitos elogios, sinceros, é bom lembrar, para quem sabe assim, derreter a geleira em que se transformou o coraçãozinho de seu bem-querer.
Algumas vezes, a mulher pode sentir falta do jogo de sedução do começo do relacionamento e para ela é importante se sentir desejada e amada por seu parceiro. Quem sabe você não tenha relaxado um pouco demais, passada a fase da conquista?
Se mesmo após seus esforços para transformar o iceberg num vulcão, você ainda sentir que se relaciona com o freezer, meu querido, sinto dizer, é melhor acender uma luz amarela e colocar esta relação em observação. Lute por ela, tente conversar, procure entender o que se passa na vida de sua parceira (pode ser um problema que não tem nada a ver com você), mas se nada mudar...

O CAD recomenda:

Sua assistente deverá ser descongelada durante 3 minutos no modo degelo automático. Caso algumas áreas permaneçam congeladas, enviaremos seu cubinho de gelo para a ensolarada Aruba: nada como sol e praia para um degelo eficiente.

Um caso fora da garantia

Desassistidas, meu caso é clássico: flagrante no Orkut. Meu suposto namorado me adicionou no Orkut, nunca deixo recados, mas semana passada resolvi dar uma espiada e escrever um recadinho amoroso para ele. Imagine a minha surpresa quando dei de cara com uma... uma... uma garota muito vulgar deixando recados cheios de amor para ele. O que eu faço? Rodo a baiana e o mando passear com a fulana ou faço de conta que não é comigo?


Confira o parecer de Rebecca Cristina, phd em filosofia de almanaque e autora do livro "Coração de Mulher É Que Nem Circo: Sempre Tem Lugar Para Mais Um Palhaço"

Minha cara, de jeito nenhum você deve tratar seu relacionamento como um show do RPM: uma coisa que você não quer ver. Varrer as sujeirinhas da relação para debaixo do tapete é mais que nocivo, é letal. Com o tempo essas coisas vão se acumulando até o ponto que não há diarista que dê jeito. Portanto, chame este cromossomo y num canto e tenha uma conversa franca com ele: nós estamos juntos para valer? Ou estamos livres para ver outras pessoas? É preciso saber o que se passa do outro lado, sem julgamentos precipitados e cenas de barraco. Lembre-se que você aprendeu a usar salto para ficar elegante e descer dele não é algo aprovado nem digno. Não esqueça também de que o mundo virtual é algo mais ligado à ficção do que à realidade. Às vezes um recado é só um recado.

O CAD (Centro de Atendimento Desassistido) recomenda:

O perfil do bofe será submetido a análises laboratoriais para verificação de autenticidade de conteúdo. Caso seja verificada falha no modo de segurança dele, o mesmo será encaminhado para o setor de manutenção. Durante este período, o CAD providenciará a você um modelo similar para teste e configuração. Se você desejar a troca, não se preocupe que o CAD dará o maior apoio!

SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA

BALCÃO DE DEVOLUÇÕES

Dificuldades com o cromossomo "Y" (ou com o duplo "X")? Esse é o lugar pra reclamar e exigir seu tempo de volta! A numeração está errada? Problemas com o desempenho, com o prazo de validade? Conte aqui o seu caso!
Nossos assistentes foram especialmente treinados para lhe ajudar. Escolha a opção que mais se adequar a você e não se envergonhe, afinal: quem não dá assistência, abre espaço para a concorrência!
Mande sua história para:
desassistidas@gmail.com
Veja onde seu caso se encaixa:
· PRAZO DE VALIDADE VENCIDO – Você leva pra casa acreditando que fez uma boa aquisição, mas não demora muito pra perceber que o prazo de consumo expirou. Foi bom enquanto durou, mas já deu o que tinha que dar.

· NÃO TEVE O DESEMPENHO ESPERADO – Parece a perfeição em forma humana, é o objeto de seus desejos, ou melhor, seus e da torcida do Flamengo! Quando finalmente o cromossomo y você tanto queria está em suas mãos (e adjacências), vem a decepção: ele não é nada daquilo que você imaginava... o homem dos sonhos virou pesadelo!

· DEFEITO DE FÁBRICA – Parece uma pessoa normal, mas tem um defeitinho básico que não passa desapercebido: tique, mania, jeito de se vestir, falta de cérebro... Coisas que fazem você esquecer que a assistência é boa, porque a primeira coisa que se lembra é dessa, hã, digamos, característica peculiar do sujeito, pois ao se referir ao dito cujo já nem usa o nome, mas sim, aquele apelido carinhoso, sabe? O “Psicopata”, o “Beleza?”, o “Moletom filho da...”

· FORA DA GARANTIA – Caso seu problema não seja coberto pela garantia (defeitos apresentados por uso inadequado, por exemplo), nossa equipe de assistência técnica também está preparada para lhe ajudar! Arrumando uma peça ou repondo alguns componentes você poderá voltar a usufruir de seu assistente como se fosse novo!

Mito nº. 4

TAMANHO É DOCUMENTO

Essa é uma questão que divide cromossos XX no mundo todo. Há as que dizem que o que importa é mágica e não as dimensões da varinha, outras já dizem que se não for para sentir ao menos cócegas, que deixe guardado para a próxima. Grandalhão bobão ou pequeno brincalhão, acredita-se que o fundamental é o entrosamento entre as partes (entendam como quiserem...). Mas para resumir a história, como disse certa vez uma amiga da redação (é sempre uma amiga...), o importante é que tem para todas, de todos os tipos, afinal, o que vale é a preferência do freguês.

Mito nº. 3

MULHER SÓ VAI AO BANHEIRO EM BANDO

Eis uma questão que intriga cromossomos y desde o berço. Uns pensam que elas utilizam o compartimento azulejado para urdir os mais elaborados planos contra eles, outros fantasiam sobre momentos de intimidades exageradamente íntimas. Há também os que acreditam que o bando serve para apoio moral: uma segura, a outra sacode.
Porém, contudo, todavia, entretanto, não é nada disso. Na esmagadora maioria das vezes as mulheres vão juntas ao banheiro porque sentem vontade ao mesmo tempo. Como este local sofre mais congestionamentos que a Marginal Tietê, uma companhia ajuda a distrair enquanto a fila não anda. Algumas outras ocasiões, a ida coletiva ao banheiro é senha para troca de informações sobre os trabalhos iniciados na noite.

- E aí, o que você achou dele?
- Ai, não, um mane, não dá.


- Nossa, não agüentava mais aquele papo, ainda bem que você me resgatou...

- Ele não é o máximo?
- Sim, é tudo de bom, investe.


- Então, são apenas duas colheres de farinha de trigo mesmo?

Enfim, ir ao banheiro “all by herself” é uma habilidade existente numa duplo X, aliás, muitas utilizam o trajeto para analisar o terreno, observar o panorama e quem sabe...

Mito nº. 2

MULHER SÓ PENSA EM GRANA

Se a mulher em questão trabalha na bolsa de valores ou num banco, pode ser que boa parte do dia ela passe pensando em dinheiro.
Caso contrário, ela vai passar o dia pensando em concreto protendido, medicação intravenosa, regência de verbos ou qualquer outro assunto que diga respeito a essa coisa tão singela chamada trabalho. Sim, pode parecer chocante, para alguns até ultrajante, mas as cromossomo XX já estão trabalhando e sendo capazes de se sustentar. Antes que algum desavisado desmaie ou peça os sais diante de revelação tão bombástica, alertamos para o fato de que isto não é um fenômeno recente, basta conhecer a historinha de 8 de março de 1857.

Pesquisas indicam que 99,9% das mulheres heterossexuais preferem ter a seu lado um mancebo galanteador e garboso, refinado e prendado, além de sexualmente domesticado. Se você, cromossomo y, pensa que para conquistar uma mulher de verdade basta abrir a carteira, lamentamos informar, pode esperar sentado. Mais uma vez, mulheres (de verdade), procuram relações construídas com afeto, parceria e confiança. E lembrando sempre, não custa nada, né, gente?, que quem não dá assistência abre espaço pra concorrência!

Mitos

Ao longo da vida, você mulé vivida e versada nas artes da vida já ouviu algum clichê sobre o fato de ter nascido com um par de cromossomos X. Já você, bofe-nosso-de-cada-dia, também já aprendeu algumas bobagens (conhecimentos transmitidos por seus antepassados, provavelmente) sobre os seres de saia e cabelos longos, conhecidos popularmente como mulheres.
Mitos, lendas, verdades infundadas (ou ao menos baseadas no comportamento de minorias) sobre como são, pensam e agem as mulheres. Como este site presta um serviço de utilidade pública a todos os cromossomos Y e as duplo X que vagam por este planetinha azul desorientados, confira aqui mitos e meias-verdades sobre mulheres.

Mito nº. 1

MULHER GOSTA DE HOMEM CAFAJESTE

Mulher não gosta de homem cafajeste, afinal quem gosta de ser pisada é uva. Mulher gosta de carinho, atenção e muito amor.
Então, bofes, anotem em seus caderninhos: mulheres DETESTAM homens cafajestes. Mas adoram homens que têm pegada, então, não confundam saber "chegar junto" no objeto de seu afeto com "chegar junto" em qualquer ser que esteja perto...

GQD – Como isso veio parar aqui?

Neste capítulo com um toque de mistérios além da imaginação dos nossos GQD (Grandes Questionamentos Desassistidos), abrimos um novo parágrafo, com direito a travessão e tudo, para perguntar:

- Como uma noite de uhuuu pode gerar tantos hematomas?

Afinal, nessas horas a grande questão é “como é que isso veio parar aqui?”

“Será que foi naquela hora que... Não, não pode ser, não senti nada, quer dizer, nada não...”

Além dos hematomas em joelhos e adjacências, outra evidência de que você se deu bem na noite passada e todo mundo vai saber disso é o famigerado “chupão”. Se você nunca almoçou com os pais no domingo usando uma gola rolê, retire-se, por favor, pois esta conversa poderá chocá-lo. O “chupão” tem apelo adolescente e sua aparição costuma estar associada ao amadorismo (ou excesso de profissionalismo, vai saber...). Novamente, é aquele tipo de coisa que só se percebe no dia seguinte quando você se pergunta “mas como é que isso veio parar aqui?”

Não sabe, é? Quer que a gente desenhe?

GQD – a saga continua

Um dos grandes questionamentos desassistidos diz respeito a objetos inanimados. Objetos que somem sem dar explicação ou ao menos deixar um bilhetinho de despedida, lamentável.
Afinal, a pergunta é: onde vão parar os brincos que caem das orelhas de mulheres de todo o mundo?
Estariam eles armando um complô contra os casais, escondendo-se em porta-luvas, motores e engrenagens dos carros?
E mais, por que um brinco que cai num momento bem, hã... íntimo, é um brinco jamais encontrado?
Por quê?
POR QUÊ?
Esta semana vamos nos dedicar a descobrir os mistérios do amor ao volante: hematomas em lugares improváveis, acessórios que desaparecem, estações de rádio que mudam...
Se você já perdeu um brinco favorito numa noite de alegria e felicidade, junte-se a nós!
Voltar um namoro pode ser como o retorno do Police: Maracanã lotado, numa noite mágica em que todos têm a certeza de que é bom estar de volta.

Porém, na maioria das vezes, esse flashback lembra mais o retorno do RPM: constrangedor, forçado e com aquela sensação de “onde é que eu estou com a cabeça?”Sim, porque tentar reviver momentos gloriosos do passado pode não ser , digamos, produtivo. Fica sempre a impressão de que antes era melhor. Sim, no passado quando éramos jovens, usávamos polainas e não tínhamos medo de nada. A não ser do Hulk, é claro.


Mas isso acontece porque durante a vida muda-se muito, as perspectivas alteram-se com o passar do tempo e com as experiências vividas e aí, tentar reviver o “Olhar 43” em épocas de “Atola”...

Eu voltei, ou melhor, nós voltamos, agora pra ficar, porque aqui, aqui é meu lugar

“Estou de volta pro meu aconchego/
Trazendo na mala bastante saudade/
Querendo um sorriso sincero, um abraço...”

Aiai... isso que dá crescer assistindo a novelas... Mas não estamos de volta, depois de tanto tempo, para discutir nossa refinada educação. Contem-nos tudo! O que têm feito nos últimos tempos, onde passaram as festas, se pularam as sete ondas dia 31...
A vida desassistida andou cheia de tudo, foi um período atribulado para esta dupla, muitas mudanças aconteceram e, agora sim, conseguiremos voltar a dedicar a esta página a atenção de outros tempos.
E o tema da semana, não poderia deixar de ser outro:

Voltando...
Voltar pra casa, voltar amizade, voltar namoro, voltar ao trabalho, voltar das férias.... as voltas que o mundo dá. Quando vale a pena voltar e quando é melhor deixar para lá, pensamentos filosóficos baseados, é claro, em nada.

Bem, vamos dar uma alongada antes de começar que esse tempo longe deixou a gente um pouco enferrujada.

A gente volta

A quem interessar possa: este blog voltará em breve.
Estamos de férias até 15 de janeiro, curtindo um pouco do verão porque a vida não é só trabalho, né, minha gente!
FELIZ 2008!
Que este seja um ano de alegrias, descobertas e conquistas para todos os que as buscarem!
Ro e Tha
AHA! Surpresa, acharam que esta seria uma semana de mau humor, rançosa e cheia de amargura onde mulheres reclamariam das injustiças desse mundo dominado pelos homens? Ledo engano, parece que conheceram este blog ontem (se sim, bem-vindos, bem-vindas, querem um cafezinho, um suco, uma água?)...
Aqui a coisa é um pouco mais séria, baseada em estudos científicos e históricos da famosa corrente filosófica, o NADA.

Infelizmente, o cromossomo y ainda confere a seu portador uma ligeira vantagem na vida em sociedade. As vantagens de nascer com um pênis começam já em casa. Qualquer donzela que possua irmãos (o seu equivalente de calças), sabe a diferença.
Começando pelo quesito liberdade, que para eles é sempre maior, passando pela distribuição de tarefas domésticas, já no começo da vida a cromossomo xx percebe que terá trabalho em dobro. Mas se isso acontece já em casa, seria responsabilidade apenas dos cromossomos y ou haveria uma sabotagem interna? Sim, a culpa é feminina também. Da mulher que não vota em mulher, da mulher que desconfia de outra para confiar uma função de responsabilidade, da mulher que faz intriga e comentário maldoso da “concorrente”. Da mãe que ensina aos filhos que meninos dormem enquanto meninas lavam a louca.
Sabemos que muito mudou da geração que nasceu nos anos 50 para a dos anos 80 e que caminhamos para uma sociedade cada vez mais equilibrada no que diz respeito à igualdade entre homens e mulheres. Mas o fato é que o pênis ainda abre algumas portas...
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