Mas o que eu faço?

Bom, realmente não tem jeito: você tentou, negou quanto pôde o que estava escancarado, a verdade que todos os seus amigos sabiam, você gosta mesmo daquela pessoa.
Mas e o que você deve fazer?
Sinceramente? Se vira...

E o meu amor próprio, onde fica?

Já diz vovó que o orgulho a terra come. Ao que perguntamos: deseja fritas para acompanhar?
Sim, muito lindo isso de não ter orgulho, de se expor, de vencer as próprias barreiras, mas, na prática a teoria é outra. Somos tão frageizinhos, não é mesmo? Nosso ego, tão delicado, sofre com qualquer abalo, qualquer rejeição e nessas horas Lulu Santos faz a trilha sonora: “Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixo assim ficar subentendido. Pode até parecer fraqueza...”

Eu e você: passado, presente e futuro

Pois é, quem disse que relacionamento era uma coisa fácil provavelmente era especialista em cirurgia neurológica ou dividia um átomo com as mãos nas costas.
Relacionamento é difícil, assustador e na maior parte das vezes, dá medo e vontade de sair correndo. Porém, chega uma hora que você dá de cara com alguém que faz a vontade de correr ser um pouco menor e o pavor, meu caro, fica ainda maior.
Tudo piora quando surgem os tais sentimentos. Terríveis e indomáveis como cabelo crespo em dia de chuva, os sentimentos fazem você pensar que quer uma coisa quando na verdade quer outra. Tudo bem que devem existir pessoas normais, que conseguem decifrar perfeitamente as caraminholas que habitam sua caixa craniana e não têm medo de expor suas emoções. Mas vamos combinar que fossem apenas essas pessoas sobre a superfície terrestre, este site não existiria. Tentaremos analisar durante a semana alguns aspectos mal resolvidos dessa coisa toda chamada relacionamento.

Não é você, é seu Orkut

Ia tudo muito bem, obrigada, até o dia em que você resolveu pousar suas exigentes pupilas sobre a página dele no Orkut.
“Marrento não, eu seleciono”, “Mulher feia é que nem pantufas”, “Meu filho vai c* sua filha” reluziam na lista de comunidades escolhidas por seu... é... (agora não pega bem chamar de assistente uma criatura dessas), seu... seu... ah, aquele cara que você conheceu uns meses atrás.
Na descrição pessoal, respostas sublimes como “Idade: 69”, “Paixões: mulher, cerveja e futebol” e no item livro, “ler não é comigo”.
Mas como? Ele sempre pareceu tão inteligente, sensato e interessante...

Diz a lenda que algumas empresas estão usando como critério para seleção de candidatos a novas vagas a página pessoal no site de relacionamentos. Seria então o perfil virtual um reflexo da personalidade de alguém? Parece que sim. Então, cabe a nós a recomendação de utilização deste método de avaliação para assistentes futuros.

E se o perfil decepcionar, nada mais resta além da sinceridade:

- Carlos Augusto, precisamos conversar. Acho que não devemos mais nos encontrar.
- Como assim, Maria Luiza, foi algo que eu fiz?
- Não. Entenda, não é você, é seu Orkut.
- ...
Continuamos reciclando textos... desculpem, em breve voltaremos. Força na peruca, minha gente!
Dizem que o conceito moderno de pai foi inventado em 1952, quando uma jovem adolescente carioca pediu a um homem de pijamas na sala para ir a uma matinê com amigas. Apenas levantando os olhos por cima do jornal, aquele senhor disse não. Até então, nada novo no conceito, a virada veio com a insistência da jovem, a partir desse momento, um senhor de pantufas e flanela mudou a história da paternidade. Porque não. Resposta menos objetiva não poderia haver.
Dizem até hoje que pai é aquele homem sisudo que usa barba, bigode e está sempre disposto a lhe dizer não. Graças à invenção fluminense, as justificativas destes senhores de bigode e pijama raramente vão além de um “porque não”.
Versões contemporâneas abrangem também “porque eu quero”, “porque é assim”, além do clássico: “pergunte pra sua mãe”.
O manual do pai vem dividido em três módulos:
Aprenda a ser linha dura: dizendo não com sabedoria – criando seus filhos dos 0-18 anos,
A arte de dizer não: suas implicações e conflitos – criando seus filhos dos 19-25 anos
Porque não dizer não: seu filho, esse desconhecido – entendendo seus filhos a partir dos 26 anos.
Dentro dos módulos há subdivisões, que não vêm ao caso, mas servem de guia para as diversas facetas apresentadas pelo ser humano.

Férias forçadas

Dedicados e ultimamente desassistidos leitores, a vida das redatoras deste blog nos últimos tempos tem se assemelhado muito a um livro de matemática: cheia de problemas. Porém, não abandonamos esse projeto científico baseado em NADA, apenas fomos obrigadas a parar um pouquinho. Sim, a sobrecarga na agenda, as unhas lascadas e a queda vertiginosa da bolsa têm afetado nossas vidinhas.
Força na peruca minha gente, daqui a pouco voltaremos!
Enquanto isso, para aqueles que sofrem de dependência dos nossos textos. Ok ok, vocês já pararam de rir? Então, como estávamos anunciando, vamos publicar aqui colunas escritas originalmente para outros sites. Nos próximos dias, fiquem com as colunas que iam ao ar no site da Rádio Criciúma, lar do programa Desassistidas no Ar! (que um dia voltará também, aguardem, peçam, vamos criar energia positiva, “O Segredo”, pessoal, “O Segredo”).


Foi bom pra você? Sem comentários...

Homens não cansam de falar que o clímax feminino é um mistério digno dos livros de Agatha Cristie: nada mais complexo e indefinível.
Tolinhos...
Para levar sua parceira aos céus e fazê-la ver estrelinhas é só aprender o que NÃO fazer. Sim, porque o caminho para o prazer feminino é como dirigir numa estrada a procura de uma saída: se você se distrair acaba perdendo o acesso e é obrigado a procurar um retorno e começar tudo de novo.
As reclamações que chegaram à redação do Desassistidas dizem respeito principalmente a falta de tato dos cromossomos y na hora da diversão. Veja então, mancebo aplicado, esforçado e dedicado o que NÃO fazer para levar sua parceira ao clímax. De posse dessas informações, o resto é por sua conta (e dela também, afinal, não custa nada ensinar o basicão pro assistente, não é, meninas?):

- Há diferença entre massagear e ariar: não trate o parquinho de sua assistente como um fogão engordurado a ser limpo.
- Comentários durante o ato sobre a programação da TV estão proibidos para gerações passadas, presentes e futuras.
- Comentários hã... digamos, pouco elogiosos sobre a forma de uma das partes envolvidas no ato também aniquilam a libido feminina.
-Tudo bem, você é um cara criativo, mas não faça do momento de intimidade do casal uma audição para o Cirque du Soleil.
- JAMAIS, NUNCA, NEVER durma. Se você está cansado e acha que não vai dar conta do recado, seja sincero, mas nunca prometa algo que não vai poder cumprir.
- O cromossomo y deu a você além daquele artefato pendurado abaixo da cintura, força física. Portanto, lembre-se disso ao empregar sua empolgação nas apalpações gerais. Cuidado para não deixar hematomas.
- Se a sua cueca da sorte lhe acompanha desde a mais tenra idade, o problema é seu. Cuequinha com fundilho gasto ou “selada” é de fazer chorar em alemão.
- Fazer a barba ou tomar banho? Os dois, SEMPRE. Mas optar pela barba ao invés do banho é um erro estratégico gravíssimo.
- Não se faça de desentendido quando ela pedir para você usar camisinha. Isso é muito feio e já falamos, totalmente reprovado por nossa consultora de boas maneiras, Lucrécia Sivuplê.
- Se você não é mudo, não faça de conta que é. Perguntar o que freguês deseja aumenta a possibilidade de satisfação da parte atendida. No caso de mudos, LIBRAS está aí para quê, minha gente?!

Publicado originalmente em 20/07/2007.
Acreditando que estava curada de sua imaginação mais fértil que solo adubado, Rebecca Cristina começou a namorar o homem de seus sonhos: inteligente, divertido, carinhoso e fiel.

Pensava Rebecca viver no paraíso, quando um dia no supermercado, seu coeficiente Janete Clair disparou.

Entre um melão e uma melancia, estava ali, na sua cara a prova de adultério do seu amado: ele havia demorado 10 minutos para chegar em casa, quando normalmente levava 8 minutos e meio. Absurdo! Na sua cara, revoltante, sem vergonha!

Dizem alguns psicólogos que esta capacidade de criar histórias mirabolantes em escala industrial é desencadeada pelo medo de se envolver. Afinal de contas, sabemos todos que um relacionamento implica investimento em algo incerto. Não há razão matemática, não há fórmula que explique porque, afinal, uma pessoa se apaixona por outra. E isso assusta. Por isso, algumas pessoas têm seu coeficiente Janete Clair elevado, principalmente as que carregam bagagem afetiva traumática.


Sim, Desassistidas acredita que quem vive de passado é museu, que cada pessoa é diferente e que as histórias não se repetem. Mas vai explicar isso pro subconsciente perturbado daquela sua amiga?

O Coeficiente Janete Clair

Dizem que de médico e louco todo mundo tem um pouco, porém, em algumas pessoas, no que diz respeito à loucura, essa porção é ligeiramente acentuada.

Usado para medir o grau de perturbação mental que algumas pessoas possuem, o coeficiente Janete Clair recebeu este nome em homenagem à escritora de novelas que reinou absoluta na década de 70. Janete Clair escreveu folhetins clássicos como “Irmãos Coragem” e “Pecado Capital” (sim, a gente ouviu falar, mas não, a gente não tinha nascido ainda...), cujas tramas eram tão mirabolantes quanto às das mentes ah, digamos, criativas de alguns conhecidos da redação.

O coeficiente Janete Clair mede a capacidade de inventar histórias mirabolantes baseadas na distorção de fatos e adulteração de provas.

Conta uma amiga da redação (pra variar, é sempre uma “amiga”), que sempre ao se envolver com um bofe sua imaginação vai longe.
Demorou para ligar? Ele estava numa suruba com 20 mulheres e um jumento.
Não pode encontrar hoje porque está doente? Que nada, está numa suruba com 20 mulheres, um jumento e uma cabrita.

Existe um gatilho que dispara a capacidade criativa?
Existe cura?
Descubra no próximo capítulo!

Momentos de sabedoria desassistida. Ou: vocês não têm nada pra fazer, não?

O amor é uma coisa engraçada...

Pense bem: até um ano atrás, você não conhecia “aquela” pessoa. Se ela gostava de rock como você, se tinha queimado a mão com um ferro de passar roupa ou se ela seria capaz de tirar sarro da sua cara como ninguém, para você, pouco importava.

Um ano atrás. Apenas 365 dias separam o seu eu lúcido, racional, dessa coisa babona que você se transformou.

Parece, então, que aquela história de que Deus joga dados com o universo é verdade, pois alguns meses atrás você conheceu “aquela” pessoa. Aquela mesma que você não sabia se ela preferia caminhar ou correr, se adorava dormir, se gesticulava muito ao falar ou se roncava quando dormia. Essa pessoa que até bem pouco tempo atrás nem mesmo existia, passa então a fazer parte da sua vida. E quando você menos espera, está rindo no trabalho lembrando daquela pessoa.

É, o amor é uma coisa engraçada mesmo...

ANTIPATIAS

Apesar dos prognósticos contrários, o dia 12 de junho passou e você sobreviveu.
Ufa! Chega dessa historia de falar de casais.

AHÁ!

Ledo engano, minha cara!
Hoje é 13 de junho, dia mundial de simpatias bizarras, crendices tolas e atitudes toscas.
Sim, hoje é dia de fazer aquela simpatia que sua bisavó ensinou para sua mãe, tudo para quê? Para arranjar um macho.
Então anota aí: pegue uma folha de 2,5x7,5cm, cor azul celeste e coloque o seu nome.
Coloque o nome dele do outro lado da folha, de ponta a cabeça, escrito da direita para esquerda. Dobre o papel 17 vezes, abra-o e dobre de novo, dessa vez beijando cada dobra. Agora, pulando em um pé só, diga o seu nome e o do amado, de trás pra frente e coloque o papel dentro de seu sutiã (que deverá ser da mesma cor do papel, com o nome do rapaz bordado no bojo esquerdo, de trás pra frente).
Agora sente e espere. Mas procure um lugar confortável, tá? Isso.
...E aí, ele já apareceu?
Não? Como não? Você dobrou 17 vezes?
Tá certo!
Então tente essa: vá a uma livraria e compre 10 livros de autores diversos (sugestões: Rubem Braga, Saramago, Neruda).
Leia todos.
Depois, coloque um tênis, corra durante 40 minutos. Pegue sua agenda, ponha um telefone do lado. Abra a agenda na letra A, ligue para sua amiga de infância e marque um almoço. Repita o processo durante 2 meses.
Não garantimos um garboso mancebo, mas podemos assegurar que este passo a passo aumentará a auto-estima, elevará a capacidade intelectual e ocupará sua cabeça com coisa melhor que mandingas e superstições.

Pois é... chegou

Pode ser que você esteja se lamentando "Pôxa, hoje é 12 de junho e estou sem ninguém..."
Se esta é a questão, não há motivos para tristeza.
Uma data criada com fins comerciais, explorada exaustivamente pela publicidade com o único intuito de vender não deve causar tanta comoção.
Se você está sem par hoje, pode ser que esteja com alguém amanhã e, para sua felicidade, saiba que o amor não segue protocolos.
O amor não é feito de datas, mas sim de sorrisos, de olhares cúmplices, do toque de mãos, de uma ligação em plena madrugada só para dizer que se sente saudade...
Lamente se você nunca amar, pois isso, realmente, é insubstituível.
Comemore a data do seu amor, a data de vocês, sem se importar com obrigações.
O amor é espontâneo e por alguns momentos, parece nos tirar do chão e nos transportar para uma dimensão especial.
E isso pouco tem a ver com calendário.

O QUE FAZER NO DIA DOS NAMORADOS?

Enquanto o país inteiro sai às lojas para comprar frascos de perfume, ursos tamanho gigante, toneladas de flores e litros de loção pós-barba, Desassistidas vai na contramão e manda você, coleguinha de luta, fazer algo mais produtivo.
E você sabe que a gente A-M-A dar dica, conselho, manual, enfim, gosta de se meter onde não é chamada, por isso, seguem nossas recomendações para a dúvida cruel:

O QUE FAZER NO DIA DOS NAMORADOS?

Primeiro, tire as mãos do pescoço da sua amiga que perguntou qual a programação pro dia 12 (sim, aquela que começou a namorar duas semanas atrás e começa todas as frases com “o meu namorado ...”).

O comércio ainda não descobriu que mais rentável que vender provas de amor na forma de bombons e camisetas é explorar o rentável filão dos solteiros.
As opções por enquanto, se resumem a festas para solteiros. Caso você não ache uma, damos algumas sugestões de atividades:

- Fundar uma seita que só aceite membros solteiros cujo estatuto seja fundamentado nos princípios da vida livre, leve e solta.


- Organizar um mutirão para fazer camisetas, adesivos e faixas com frases anti-namoro.


- Assistir a uma maratona com os filmes: “Abaixo o Amor”, “Clube das Desquitadas” e “O Diário de Bridget Jones”.


- Escrever cartões com respostas para a pergunta: "você não tem namorado?"

- Ficar escondida debaixo de uma montanha de cobertores e esperar dia 13 chegar.

Parece tão simples, não é mesmo?
Menina gosta de menino, menino gosta de menina e por isso decidem ficar juntos.

Simples na teoria, difícil na prática.

E pedir conselhos pode não ser a melhor forma de saber o que fazer. Alguns amigos aconselham a cair no mundo, outros, a se fechar pro mundo.

E, de repente, parece que tudo é uma guerra: de um lado homens, do outro, mulheres.

Desde quando ficamos tão cínicos? Qual foi o momento em que paramos de acreditar que pode dar certo?

E assim vamos caminhando, levando de relação em relação um acumulado de mágoas desnecessárias, que talvez uma boa conversa poderia ter resolvido.

Assistida(o) ou desassistida(o) no dia 12, aproveite para pensar no que realmente vale a pena, quais batalhas merecem ser encampadas ou se não é melhor baixar a guarda e mostrar um pouco de fragilidade. E não deixe, é claro de declarar seu amor!

Devido a problemas técnicos (uma unha lascada de uma das redatoras), na próxima semana vamos republicar nosso manual de sobrevivência para o dia dos namorados editado em 2006.
Voltaremos com textos inéditos no dia 16.

E lá vamos nós...

E aí, tá chegando... vamos lá... você, desassistido, você, desassistida...

Pula a fogueira... ioiô
Pula a fogueira iaiá...

Bem, não sabemos se a letra tem esses ioiôs e iaiás (seria influência de Wando?), mas o fato é que o sexto mês do ano chegou e com ele a data mais sem vergonha do calendário: 12 de junho.
Assumidamente comercial, foi instituída aqui para levantar (opa!) as vendas na metade do ano, mas fora do Brasil a data é comemorada em 14 de fevereiro, dia de
São Valentim.

Como sempre, nós damos aquela forcinha pra quem passará a data portando ou não um (a) assistente.
Nesta semana, SEGURA NA MÃO DE DEUS!

Cozinhando com Nero

Antes de se tornar um programa para facilitar a pirataria nossa de cada dia, Nero foi um imperador de Roma que certa ocasião acordou de mau humor e resolveu incendiar sua terrinha querida. Assim, básico.

Mas, continuando nosso cursinho Desassistido para noivos, essa figura singela e equilibrada surge para ressaltarmos um importante aspecto da vida doméstica.

Seria maravilhoso que a comida saísse diretamente do armário para sua mesa cozida, lavada, etc. Porém, como vivemos no mundo real, é importante que você jovenzinho, ou não tão jovenzinho assim, que se aventura nessa coisa estranha chamada casamento, não incendeie suas refeições.

Evocado em cada arroz queimado ou bife esturricado nas cozinhas do mundo, Nero ensina a todos que:


COZINHAR NÃO É IGUAL A QUEIMAR.

Maio, mês das noivas

Coisa querida né, gente?

Noivar, fazer enxoval, pagar a prestação do apartamento...

Mas, afinal, o que é casar?

Juntar trapos? Ui, coisinha mais sem graça, trapo lembra o estado emocional resultante da última briga de namoro.

Juntar as almas? Peraí, estamos num centro espírita e ninguém avisou?

Juntar as contas correntes? Isso não pode dar certo...

Apostar num futuro incerto e rezar pra que tudo acabe bem? Talvez...

Porém, se você jovem garoto ou jovem garota pretende contrair matrimônio (e contrair, você sabe, não pode ser coisa boa), aceite nosso conselho: aprenda a cuidar da casa.

Se você não é de família quatrocentona e não possui criadagem na mansão, tal combinação resulta num fato inexorável: você vai ter que cozinhar, limpar, passar, lavar e enxugar, não necessariamente nessa mesma ordem e não necessariamente estamos falando de afazeres domésticos.
Para quem precisa aprender a se virar na selva das baladas, Samantha Schmutz, sensacional...

King Kong e o amor – Mas eu me mordo de ciúmes

Já disse o Ultraje a Rigor que você queria levar uma vida moderninha. Você queria ser mais seguro (a), não ser insensível. Pois é, você tentou.
Mas grande coisa, o seu coeficiente Janete Clair (aguarde explicações em breve) atingiu níveis alarmantes e você explodiu numa nova e babaca crise de ciúme.

Eis o maior dentre os micos no amor: o ciúme. Além de nocivo para o relacionamento, ele tem a capacidade de transformar um ser humano racional e sensato numa criaturinha tola e infantil, que esquece de um pequeno detalhe: o livre arbítrio. Sim, pois você já verificou as correntes que prendem seu amor a você? Pois é, elas não existem, portanto, não há motivo algum para a pessoa estar com você além de um só: vontade.

Além disso, alguém que sempre desconfia, também dá a sensação de que se tivesse a mesma oportunidade (alguém dando mole, hora extra no trabalho) não a perderia. Isso é o que chamamos nos meios acadêmicos de dar um tiro no próprio pé.

Existem várias formas de demonstrar amor, carinho e o quanto alguém é importante para você. O ciúme, tenha certeza, é a pior delas.

REFLEXÃO POLIANÍSTICA Nº3

Pelo menos o ciúme mostra que eu gosto de você...



King Kong e o amor – No meio do caminho tinha uma casca de feijão. Tinha uma casca de feijão no meio do caminho...

Já cansamos de nos debater neste espaço sobre os constrangimentos e vexames dos encontros amorosos, principalmente, os primeiros. Mas uma situação clássica ainda não foi debatida: a casquinha de feijão no dente.

Quem nunca pensou em cortar os pulsos após um confronto cruel com o espelho em que se percebeu a presença debochada de uma nada inocente casca de feijão no dente, que atire o primeiro enxagüante bucal.

O casal se adora, tudo é lindo, meu amor pra cá, meu amor pra lá. Uma garfada aqui, outra acolá. Arroz, feijão. E a inveja. Sim, a inveja desta leguminosa maligna que resolve se fixar em sua arcada dentária, de forma zombeteira, fazendo pouco de seu esforço para se mostrar atraente e encantador (a) para seu par.

Todas as 957 vezes que você sorriu para o ser amado ressurgem num flashback aterrador onde a única coisa que aparece, gritando, é o maldito vegetal.
O pensamento inicial é gilete, um pulso e nada mais. Porém, oferecemos a você uma outra forma de encarar o fato, através do pensamento daquela que influenciou toda uma geração de meninas bobo-alegres, Pollyana.

REFLEXÃO POLIANÍSTICA n.º 2

Pelo menos você não soltou gases...

Pagando Micos – porque rir da desgraça alheia é inevitável

Gato escaldado quando vê água...

Conta a lenda que casal 1 e casal 2, em situação financeira, digamos, delicada, resolveram que o amor poderia superar as barreiras do bom senso e da falta de cédulas na carteira partindo para um programa a quatro.
Engana-se quem imaginou o quarteto num trivial restaurante ou ainda numa reuniãozinha “filme com pipoca” na casa de um dos pares. Os personagens desta história são ousados e, tomados pela volúpia, pelos mais intensos desejos carnais que urgiam e falavam mais alto que qualquer noção de qualquer coisa, decidiram os quatro rachar um quarto de motel.
Se outras coisas, partes ou adjacências seriam rachadas também, não vem ao caso.
A mulher do casal 1, pensando num banho a dois pós-amor, encheu a banheira com água quente apenas, pensando que após os cinco minutos de diversão, a água estaria na temperatura agradável para o casal.
Neste pequeno, mas decisivo, intervalo de tempo, o bofe do casal 2 viu a banheira cheia e não pensou duas vezes: tchbum! (Sim as pessoas ainda fazem tchbum ao entrar na água).

Recapitulando: casal 1, empobrecido de dinheiro, mas não de amor, resolve rachar motel com casal 2. Casal 1 enche banheira apenas com água quente (fervendo, pra falar a verdade) para usar depois dos 5 minutos de diversão. Homem do casal 2 resolve vê o compartimento cheio de água e mergulha sem perguntar nada.

Pausa para um momento de reflexão: o que a falta de comunicação não faz, hein, gente?

O resultado, é claro, foi o homem do casal 2 escalpelado, coberto com pomada e andando com as pernas abertas por duas semanas.

REFLEXÃO POLIANÍSTICA Nº 1 :
Pelo menos o casal 1 economizou...

A Mulher Uva – Mais uma da série Ícones da Mitologia Grega

Pisa que eu gosto!

Quem nunca teve uma amiga que adorava qualquer cara desde que ele não gostasse dela?
Sabe aquela amiga que vive reclamando de que a sorte não lhe sorri (num oferecimento de clichê, só ele dá o chavão que você precisa!), que ela e o amor são incompatíveis, que o cupido é cego? Essa mesma que quando aparece um cara legal diz apenas “Ahhhh, não sei... ele torce pro XV de Piracicaba...”

Ela diz que o dedinho é podre, mas nós sabemos que, na verdade ela é a mulher uva: A-D-O-R-A ser pisada. Basta o mancebo perder o interesse para ela achar o dito cujo interessantíssimo. Ou então, o cara pode ter uma faixa em neon na testa com os dizeres cafajeste em caixa alta, que ela vai achar: “Nossa, que bofe interessante, estiloso, meu número!”.

Num mundo que mais parece uma feira livre com mulheres samambaia, melancia, o que mais preocupa é nossa amiga Mulher Uva. Medo de se relacionar, tendência suicida ou masoquista podem ser algumas das explicações, qual a sua aposta?

Mas seja lá qual for, mantenha sua amiga uva longe de vinícolas...

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