Decoração desassistida

Quer fazer séquiço? Tudo bem, vai fundo (ou não, a preferência é de cada um, não é mesmo?), mas não perturbe o sono justo de quem mora nas cercanias! Ninguém merece ser acordado no meio da madrugada por gemidos, gritos, ranger de camas ou bater de cabeceiras na parede.
Como diria uma sábia amiga da redação: não rasgue dinheiro na frente de pobre!
Pensando na privacidade de quem pratica e na tranqüilidade de quem mora acima, abaixo ou ao lado, Desassistidas lançam seu mais novo guia, um manual sobre design de interiores, arquitetura e, acima de tudo, acústica. Baseado em nada, é claro.

O globalizado

Você o conheceu numa praia descolada. A mãe, eslovena, o pai, austríaco, ele, francês. Se a ONU fosse um ser humano, seria este bofe. Depois de um incrível romance de 7 dias, em que você exercitará suas habilidades como poliglota, ele colocará a mochila nas costas rumo à Nova Zelândia.

RISCO EMBUTIDO: apaixonar-se. Fuja, corra, ou pare na Polícia Federal para fazer seu passaporte. Este bofe não possui raízes e viajar é seu destino.

PORQUE FAZER: nada como incrementar seus conhecimentos de outras línguas, quer dizer, em outras línguas.

DEVO, ENTÃO? Darling, jogue-se nos braços desse cromossomo y sem medo de ser feliz. Mas não esqueça que namoro à distância tem limite: quando a coisa passa a ser medida por um oceano, pode complicar...

O axila colada

Ao ver este bofe caminhar você pensará que suas axilas estão coladas, devido a pequena amplitude de movimento de seus braços, mas a primeira coisa que você notará mesmo nesse cromossomo y são os músculos inflados, não pelo ar que preenche sua caixa craniana, mas por longas horas de dedicação à musculação.

RISCO EMBUTIDO: você descobrir que os olhares lascivos que ele lança ao espelho não são pra você, mas sim, para ele mesmo.

PORQUE FAZER: Se você gosta de se sentir protegida por um brucutu, quer dizer, bofe, ele tem o físico ideal. Mas lembre-se que ao proteger seu físico, seu cérebro poderá ser violentado.

DEVO, ENTÃO?
Dizem que nessa vida a gente deve experimentar de tudo, então... Mas cá entre nós: você não tem nada melhor para fazer?

Os primeiros acordem já fazem você vibrar...sim, é ela, a sua música favorita no rádio! Mas bastam alguns segundos para um sintetizador se meter onde não foi chamado e estragar a sua festa.
Se você está cansado de ouvir boas músicas se transformarem em tuntstunts, abrace a CADDUM número 4:

Pelo fim dos remix! Chega de um dj metido se afirmar estragando as melodias de nossas músicas preferidas!

As Campanhas Desassistidas por Um Mundo Melhor

A luta continua aqui no Desassistidas: as CADUMM`s estão de volta! Unam-se a nós por um mundo melhor!
Nossa terceira CADUMM enfoca um problema cada vez mais sério na vida cotidiana do dia-a-dia da rotina de cada um de nós: o trânsito.
Basta um pequeno engarrafamento para ele surgir, lá de longe, não num cavalo alado, não para lhe resgatar, mas sim, para despertar seus “instintos mais primitivos”: o afobadinho.
Todos estão enfileirados, todos querem chegar a seu destino, todos respeitam o espaço alheio. Menos ele. Ele não pode esperar, não. Ele tem mais pressa que os demais, ele jamais, jamais poderá padecer em engarrafamentos, pois tem o direito divino de passar por todos. Como? Pelo acostamento! Sim, por que esperar como todo mundo se existe um acostamento ali ao lado? Esperar é para trouxas, não é mesmo?
Se você já se estressou com um afobadinho, se até já atravessou o carro entre a pista e o acostamento para atrapalhar os planos de um folgado, join us!!!
Está com pressa, não pode esperar como todo mundo? Arrume um atalho! Ande mais rápido quando o trânsito fluir! Compre um helicóptero se quiser! Mas não venha cortar pelo acostamento, que a gente perde a classe e a elegância...
Estava tudo muito bom, tudo muito bem, quando você esbarrou em uma certa pessoa. No começo, você pensou que não era nada demais, sem saber que, na verdade, desde o primeiro momento o jeitinho petulante daquela pessoa já tinha lhe conquistado.
Não demorou muito para se pegar no meio da tarde pensando em você sabe muito bem quem. E no começo isso assustou um pouco, mas depois, como era de se esperar, você se acostumou.
Na primeira vez que acordou pensando em (você sabe quem), “o que foi isso? Quem autorizou?”, foi o que se perguntou. Mas logo, você se acostumou.
E mais algum tempo foi para de repente, rir de alguma coisa que lembrava (você sabe quem), ou se pegar fazendo um gesto igual a... bem... nem é preciso dizer quem.
Você teve vontade de sair correndo, tamanho o pavor que isso causou. Mas logo, você se acostumou (e começou até a achar isso bom).
E não é que agora você não imagina sua vida sem... você sabe quem? Logo essa pessoa, que tempos atrás você nem conhecia, não sabia sequer da existência, mas que é exatamente do jeito que sempre sonhou.
Pois é, a vida tem dessas coisas...

Mais uma da série ícones da mitologia grega

O Micareta Man

Prepare seu colete a prova de balas ao dividir uma balada com esse tipo.
Este cromossomo y é conhecido por sua forte indecisão, fraca auto-estima e extrema cara de pau. Ele vai dar em cima de você, da sua amiga, da sua irmã e, se bobear, daquele seu amigo de sexualidade indefinida. Para ele o que importa é ficar com alguém, qualquer alguém.
Hum... sinto cheiro de... de... desespero?
Para identificar um Micareta Man recomendamos o teste do banheiro. Converse com o bofe por um tempo e em seguida dirija-se ao compartimento azulejado. Bastarão alguns segundos para que um legítimo Micareta Man sinta-se nas ruas de Salvador e saia distribuindo amor e frases feitas para quem quiser aceitar.
Seria muito bom se a vida fosse como uma música dos Beatles: quase perfeita, sempre agradável, às vezes surpreendente, mas nunca decepcionante.
Ou como um dia de sol, alegre, inspirador.
Mas nem sempre é assim, muitas vezes as rimas não soam bem, há descompasso e muitas nuvens.
Não podemos evitar o indesejado e talvez seja essa a graça de toda a história. Mas, mesmo assim, podemos reagir de maneira menos óbvia, sabendo que cair e levantar faz parte da trajetória e que nunca, mesmo, é tarde para declarar seu amor.

O fim de semana foi de muita alegria para o Desassistidas: a mãe da Tha finalmente saiu do hospital e voltou para casa! Agradecemos o apoio dos amigos e leitores do blog.
Vamos aos poucos normalizando a produção do site, já que a bruxa andou solta por aqui: a Tha cuidando da mãe e a Ro sem poder digitar, pois estava de molho por conta de uma "patologia osteomiarticular em diversos pontos" (fontes seguras garantem que foi por causa de um acidente envolvendo polainas e um disco do RPM).
Exatamente dois anos atrás meu telefone tocou e o que ouvi do outro lado era surreal. “Roberta, não sei o que houve, mas alguma coisa deu errado. Não querem me dizer o que é, vem pra cá”.
Tinha chegado ao trabalho havia 2 horas, vinha do hospital, onde passara a noite com meu pai, internado há dois dias. Nos últimos anos era rotina para ele ser hospitalizado, acho que daí veio uma certa antipatia minha por médicos e hospitais, eram personagens e cenários associados a momentos muito difíceis. Aquele final de semana era só mais um.
Quando cheguei naquele lugar, o olhar da minha mãe já dizia tudo: não haveria mais noites em claro nos hospitais, não haveria mais piadas, nem longas conversas, eu não sentaria mais na cabeceira da cama dele para contar como foi meu dia. Era o fim, meu pai tinha morrido. Simples assim, sem avisar, sem dizer nada, sem dar a chance de nos despedir.
Aquela noite que passei em claro com ele foi difícil e me dediquei mais a me incomodar com a impossibilidade de dormir (e o fato de que tinha que trabalhar dia seguinte), porque não sabia que aquelas horas eram as últimas que teria com ele. Se eu soubesse que aquela era a última chance que teria com meu pai, teria sido diferente. Teria, ao invés de pensar no trabalho do dia seguinte, pedido para ele me falar mais sobre a tia Filhinha ou a vó Sebastiana. Teria perguntado para ele como tomou a decisão de mudar com a família para o Iraque ou ainda pediria para ele me contar mais uma das histórias fascinantes sobre a construção da ponte Rio-Niterói. Teria dito o quanto o amava e admirava.
Não tive mais essa chance e isso me faz pensar quantas tantas outras vezes nós estamos diante de uma última oportunidade e não temos a menor idéia. Será que se soubéssemos adiaríamos mais uma vez a visita àquela amiga? Brigaríamos com nosso amor por conta de ciúmes estúpidos ou vaidades? Teríamos mais paciência com nossos pais e entenderíamos que certas atitudes que nos irritam tanto são apenas erros de um ser humano?
Todos os dias estamos nos despedindo um pouco de todos a quem amamos. Mesmo assim, agimos com intolerância com amigos, amores, família e seguimos, achando que sempre haverá uma outra chance, uma nova oportunidade. Só que uma hora o amor se desfaz ante o descaso, a amizade se rompe pela falta de atenção, a vida acaba.
Se soubesse que é sua última chance, o que faria?
Força, Tha, tudo vai dar certo!

E a campanha continua!

Otavindo: a solução para seus problemas!
Cara eleitora, você precisa de um assistente que só tenha olhos para você? Que nunca desconte em sua delicada pessoa o stress e o cansaço da vida cotidiana dos dias de hoje na atualidade?

Então você precisa de Otavindo!

Otavindo, o homem que dará a você um upgrade em sua auto-estima com elogios e incentivo.

Otavindo, o parceiro que ficará do seu lado e ajudará a segurar a onda nos momentos difíceis.

Otavindo para encarar qualquer programa de índio pela simples alegria de estar ao seu lado.

Otavindo, é ou não é pra casar, quer dizer, votar?

O número do Otavindo? Nada disso, ele quer o seu! Quem sabe vocês combinam um cineminha e tals...

Dia 5 não esqueça: é Otavindo para melhorar a sua vida!

Pollyana, a menina trouxa, quer dizer, moça

Ela não precisa de você para nada, mas admite que não pode viver sem estar ao seu lado. Ou não.

Ela gosta de você do jeito que você é e tem paciência de Jó. Ou não.

Ela agüenta suas mudanças de humor e tem até suas crises de ciúme e implicância, mas sabe admitir quando erra. Ou não.

Se você sair para comprar cigarros, ela vai pegar um banquinho, sentar e esperar sua volta sem perder a pose, independência e auto-estima. Talvez rolem umas lágrimas, mas, vá lá, ninguém é de ferro...

É mais conhecida pelas amigas como trouxa, mas prefere se definir como uma candidata com visão polianística da vida.

Dia 5, escolha Pollyana, a assistente que não perde a esperança!

Dia 5, vote em Advir!

Desculpe, pessoal. Ontem o blóguer, onde o nosso meigo blógui está hospedado teve um piti inesperado. Nossa campanha continua hoje!

Advir vai melhorar a infra-estrutura dos seus relacionamentos!

Advir para mais assistência!

Advir para mais alegria!

Chega de passar as noites de sábado abraçada a uma panela de brigadeiro, escolha Advir agora!

Dia 5, vote no PATI!

Chega de renovação, chega de mobilização o que a gente quer mesmo é assistência!

Por isso, dia 5 de outubro vote no PATI, o Partido da Assistência Total e Irrestrita!

Só o PATI vai garantir assistência 24h através do programa Bolsa-Assistência, uma ajuda valiosa enquanto você estiver desassistida (o)!

Só o PATI vai lutar pelo fim do encochamento nas baladas!

O PATI vai legalizar e regulamentar os jogos amorosos e punir com severidade quem brincar com o coração alheio!

Só o PATI lhe garante trilhas sonoras para qualquer momento difícil para você chorar, descabelar e depois estufar o peito e seguir em frente!

O PATI vai lhe dar assistência psicológica, espiritual e cármica!

Conheçam nesta sexta-feira os nossos candidatos!

Afinal, os opostos se atraem?

Era uma vez uma rata de academia, viciada em praia e alimentação saudável, que conheceu um workaholic avesso a exercícios e adorador de junk food. O que parecia improvável aconteceu e nossa personagem saudável se apaixonou por sua versão oposta.

Dizem por aí que os opostos se atraem. Será verdade? E será essa diferença suficiente para fazer durar uma relação? Para uns, sim, já que as diferenças de um e outro trazem novas perspectivas, experiências e desafios. Porém, é preciso pensar se essas diferenças são superficiais (de estilos de vida que podem ser alterados) ou de valores, formas de encarar a vida. Pois hábitos mudam muito ao longo da vida, já os valores pessoais podem gerar conflitos na relação.

Na nossa historinha, a rata de academia descobriu que aquele cara, que parecia tão diferente dela, na verdade, era até bem parecido com ela, apesar da capacidade irritante dele estar quase sempre certo. Ela também descobriu que faltar a academia de vez em quando não deforma o corpo e um cachorro quente pode até mudar uma vida. Ele? Bem, ele continua viciado em trabalho e fast food...

Jogos X Amor

As Olimpíadas acabaram, mas só lá na China! Aqui no Desassistidas, os jogos apenas começaram!
Antes de qualquer coisa, queremos saber:

Você acredita que vale a pena jogar no amor?

Muita gente pensa que amar é igual a jogar. Ser você mesmo e agir naturalmente não garantem o pódio no amor. Mas será verdade? Será que os jogos não atrapalham e fazem todos perderem um precioso tempo, o tempo de ficar junto?

Queda de braço

Apesar de não constar dos registros de Beijing 2008, no campo dos relacionamentos, a queda de braço é o esporte mais popular entre assistidos e desassistidos.

- Eu não vou ligar. Ela que ligue primeiro!

- Eu? Ligar? Jamé! Ele que ligue... Não perdeu os dedinhos...

- Eu, dizer te amo primeiro?! Nem pensar!

- Ah, só vou falar que gosto se ouvir primeiro, vai que digo e o outro fica com cara de paisagem...


E assim, vai, até que uma das partes cede e ganham todos. Ou não.

Top hits desassistidos – trilha sonora para ir ao tatami

1 – “Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder” – Pô, Lulu! Só o amor constrói, fala a verdade, confessa que tá apaixonado. Do chão não passa, garantimos!

2 – “Quando digo que deixei de te amar/É porque eu te amo/Quando digo que não quero mais você/É porque eu te quero/Eu tenho medo de te dar meu coração/E confessar que eu estou em suas mãos” – Evidências... que letra verdadeira para um especialista em queda de braço. Vamos lá, todo mundo junto, levantem os braços: “E nessa loucura/ de dizer que não te quero/ Vou negando as aparências/ Disfarçando as evidências” Vamos lá! “Só quero ouvir você dizer que sim”. Ôpa! Disfarça...

3 - "Last night/I couldn't even get an answer/I Tried to call/ But my pride wouldn't let me dial" – Esse P. Diddy sabe das coisas… Quem nunca ficou com o telefone na mão, pensando “ligo ou não ligo?” Que atire o primeiro cartão telefônico.



Mas o que eu faço?

Bom, realmente não tem jeito: você tentou, negou quanto pôde o que estava escancarado, a verdade que todos os seus amigos sabiam, você gosta mesmo daquela pessoa.
Mas e o que você deve fazer?
Sinceramente? Se vira...

E o meu amor próprio, onde fica?

Já diz vovó que o orgulho a terra come. Ao que perguntamos: deseja fritas para acompanhar?
Sim, muito lindo isso de não ter orgulho, de se expor, de vencer as próprias barreiras, mas, na prática a teoria é outra. Somos tão frageizinhos, não é mesmo? Nosso ego, tão delicado, sofre com qualquer abalo, qualquer rejeição e nessas horas Lulu Santos faz a trilha sonora: “Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixo assim ficar subentendido. Pode até parecer fraqueza...”

Eu e você: passado, presente e futuro

Pois é, quem disse que relacionamento era uma coisa fácil provavelmente era especialista em cirurgia neurológica ou dividia um átomo com as mãos nas costas.
Relacionamento é difícil, assustador e na maior parte das vezes, dá medo e vontade de sair correndo. Porém, chega uma hora que você dá de cara com alguém que faz a vontade de correr ser um pouco menor e o pavor, meu caro, fica ainda maior.
Tudo piora quando surgem os tais sentimentos. Terríveis e indomáveis como cabelo crespo em dia de chuva, os sentimentos fazem você pensar que quer uma coisa quando na verdade quer outra. Tudo bem que devem existir pessoas normais, que conseguem decifrar perfeitamente as caraminholas que habitam sua caixa craniana e não têm medo de expor suas emoções. Mas vamos combinar que fossem apenas essas pessoas sobre a superfície terrestre, este site não existiria. Tentaremos analisar durante a semana alguns aspectos mal resolvidos dessa coisa toda chamada relacionamento.

Não é você, é seu Orkut

Ia tudo muito bem, obrigada, até o dia em que você resolveu pousar suas exigentes pupilas sobre a página dele no Orkut.
“Marrento não, eu seleciono”, “Mulher feia é que nem pantufas”, “Meu filho vai c* sua filha” reluziam na lista de comunidades escolhidas por seu... é... (agora não pega bem chamar de assistente uma criatura dessas), seu... seu... ah, aquele cara que você conheceu uns meses atrás.
Na descrição pessoal, respostas sublimes como “Idade: 69”, “Paixões: mulher, cerveja e futebol” e no item livro, “ler não é comigo”.
Mas como? Ele sempre pareceu tão inteligente, sensato e interessante...

Diz a lenda que algumas empresas estão usando como critério para seleção de candidatos a novas vagas a página pessoal no site de relacionamentos. Seria então o perfil virtual um reflexo da personalidade de alguém? Parece que sim. Então, cabe a nós a recomendação de utilização deste método de avaliação para assistentes futuros.

E se o perfil decepcionar, nada mais resta além da sinceridade:

- Carlos Augusto, precisamos conversar. Acho que não devemos mais nos encontrar.
- Como assim, Maria Luiza, foi algo que eu fiz?
- Não. Entenda, não é você, é seu Orkut.
- ...
Continuamos reciclando textos... desculpem, em breve voltaremos. Força na peruca, minha gente!
Dizem que o conceito moderno de pai foi inventado em 1952, quando uma jovem adolescente carioca pediu a um homem de pijamas na sala para ir a uma matinê com amigas. Apenas levantando os olhos por cima do jornal, aquele senhor disse não. Até então, nada novo no conceito, a virada veio com a insistência da jovem, a partir desse momento, um senhor de pantufas e flanela mudou a história da paternidade. Porque não. Resposta menos objetiva não poderia haver.
Dizem até hoje que pai é aquele homem sisudo que usa barba, bigode e está sempre disposto a lhe dizer não. Graças à invenção fluminense, as justificativas destes senhores de bigode e pijama raramente vão além de um “porque não”.
Versões contemporâneas abrangem também “porque eu quero”, “porque é assim”, além do clássico: “pergunte pra sua mãe”.
O manual do pai vem dividido em três módulos:
Aprenda a ser linha dura: dizendo não com sabedoria – criando seus filhos dos 0-18 anos,
A arte de dizer não: suas implicações e conflitos – criando seus filhos dos 19-25 anos
Porque não dizer não: seu filho, esse desconhecido – entendendo seus filhos a partir dos 26 anos.
Dentro dos módulos há subdivisões, que não vêm ao caso, mas servem de guia para as diversas facetas apresentadas pelo ser humano.

Férias forçadas

Dedicados e ultimamente desassistidos leitores, a vida das redatoras deste blog nos últimos tempos tem se assemelhado muito a um livro de matemática: cheia de problemas. Porém, não abandonamos esse projeto científico baseado em NADA, apenas fomos obrigadas a parar um pouquinho. Sim, a sobrecarga na agenda, as unhas lascadas e a queda vertiginosa da bolsa têm afetado nossas vidinhas.
Força na peruca minha gente, daqui a pouco voltaremos!
Enquanto isso, para aqueles que sofrem de dependência dos nossos textos. Ok ok, vocês já pararam de rir? Então, como estávamos anunciando, vamos publicar aqui colunas escritas originalmente para outros sites. Nos próximos dias, fiquem com as colunas que iam ao ar no site da Rádio Criciúma, lar do programa Desassistidas no Ar! (que um dia voltará também, aguardem, peçam, vamos criar energia positiva, “O Segredo”, pessoal, “O Segredo”).


Foi bom pra você? Sem comentários...

Homens não cansam de falar que o clímax feminino é um mistério digno dos livros de Agatha Cristie: nada mais complexo e indefinível.
Tolinhos...
Para levar sua parceira aos céus e fazê-la ver estrelinhas é só aprender o que NÃO fazer. Sim, porque o caminho para o prazer feminino é como dirigir numa estrada a procura de uma saída: se você se distrair acaba perdendo o acesso e é obrigado a procurar um retorno e começar tudo de novo.
As reclamações que chegaram à redação do Desassistidas dizem respeito principalmente a falta de tato dos cromossomos y na hora da diversão. Veja então, mancebo aplicado, esforçado e dedicado o que NÃO fazer para levar sua parceira ao clímax. De posse dessas informações, o resto é por sua conta (e dela também, afinal, não custa nada ensinar o basicão pro assistente, não é, meninas?):

- Há diferença entre massagear e ariar: não trate o parquinho de sua assistente como um fogão engordurado a ser limpo.
- Comentários durante o ato sobre a programação da TV estão proibidos para gerações passadas, presentes e futuras.
- Comentários hã... digamos, pouco elogiosos sobre a forma de uma das partes envolvidas no ato também aniquilam a libido feminina.
-Tudo bem, você é um cara criativo, mas não faça do momento de intimidade do casal uma audição para o Cirque du Soleil.
- JAMAIS, NUNCA, NEVER durma. Se você está cansado e acha que não vai dar conta do recado, seja sincero, mas nunca prometa algo que não vai poder cumprir.
- O cromossomo y deu a você além daquele artefato pendurado abaixo da cintura, força física. Portanto, lembre-se disso ao empregar sua empolgação nas apalpações gerais. Cuidado para não deixar hematomas.
- Se a sua cueca da sorte lhe acompanha desde a mais tenra idade, o problema é seu. Cuequinha com fundilho gasto ou “selada” é de fazer chorar em alemão.
- Fazer a barba ou tomar banho? Os dois, SEMPRE. Mas optar pela barba ao invés do banho é um erro estratégico gravíssimo.
- Não se faça de desentendido quando ela pedir para você usar camisinha. Isso é muito feio e já falamos, totalmente reprovado por nossa consultora de boas maneiras, Lucrécia Sivuplê.
- Se você não é mudo, não faça de conta que é. Perguntar o que freguês deseja aumenta a possibilidade de satisfação da parte atendida. No caso de mudos, LIBRAS está aí para quê, minha gente?!

Publicado originalmente em 20/07/2007.
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