Verão Desassistido - Ano II
Feliz 2009!
Como uma batata é assada
Pré-aqueça o forno.
Após um ano juntos, ele revela um detalhe insignificante sobre a própria vida, como por exemplo, um filho:
Lave e descasque a batata desse cromossomo y.
Ele não atende, nem retorna sua ligação, reaparecendo alguns dias depois, como quem não quer nada:
Coloque a batata no forno.
Ele decide passar as festas em Deus-lá-sabe-onde com Deus-lá-sabe-quem, deixando você livre, leve e solta para pesquisar o mercado:
Pronto, a batata está assada!
Para servir, recomendamos a companhia de um novo cromossomo y, lembrando sempre que vale a pena investir no novo e quanto mais novo, melhor!
Culinária Desassistida
Não perca nos próximos dias as lições do primeiro módulo de mais um imprescindível curso desassistido! Você vai aprender tudo sobre:
- Assar batata
- Fazer doce
- Banho-maria
- O gelo e suas variáveis
Preparando seu ninho de amor
Cama: verifique a solidez do conjunto estrado-cabeceira. Caso algum parafuso esteja solto na sua cama, não na sua cabeça (que fique bem claro), a movimentação ocorrida na superfície do móvel promoverá um ruído incessante e atormentador para a vizinhança.
Colchão: se o seu é de espuma, parta para o próximo item. Se for de mola, pare tudo o que está fazendo agora e vá pular no seu colchão. Então, ouviu o cadenciado movimento de compressão de cada molinha dele? Pode ficar vermelha, cara sem-vergonha, pois seus vizinhos sabem muito bem qual o ritmo, duração e intensidade do seu divertimento.
Piso: caso o revestimento seja qualquer um diferente de carpete ou borracha, dirija-se a loja de móveis mais próxima e adquira um tapete com pelo menos as dimensões de sua cama. Revestimentos cerâmicos tendem a propalar o som com mais facilidade, portanto, diminua o impacto e aumente a absorção sonora com este adorável (e imprescindível) objeto.
Decoração desassistida
Como diria uma sábia amiga da redação: não rasgue dinheiro na frente de pobre!
Pensando na privacidade de quem pratica e na tranqüilidade de quem mora acima, abaixo ou ao lado, Desassistidas lançam seu mais novo guia, um manual sobre design de interiores, arquitetura e, acima de tudo, acústica. Baseado em nada, é claro.
O globalizado
RISCO EMBUTIDO: apaixonar-se. Fuja, corra, ou pare na Polícia Federal para fazer seu passaporte. Este bofe não possui raízes e viajar é seu destino.
PORQUE FAZER: nada como incrementar seus conhecimentos de outras línguas, quer dizer, em outras línguas.
DEVO, ENTÃO? Darling, jogue-se nos braços desse cromossomo y sem medo de ser feliz. Mas não esqueça que namoro à distância tem limite: quando a coisa passa a ser medida por um oceano, pode complicar...

Ao ver este bofe caminhar você pensará que suas axilas estão coladas, devido a pequena amplitude de movimento de seus braços, mas a primeira coisa que você notará mesmo nesse cromossomo y são os músculos inflados, não pelo ar que preenche sua caixa craniana, mas por longas horas de dedicação à musculação.
RISCO EMBUTIDO: você descobrir que os olhares lascivos que ele lança ao espelho não são pra você, mas sim, para ele mesmo.
PORQUE FAZER: Se você gosta de se sentir protegida por um brucutu, quer dizer, bofe, ele tem o físico ideal. Mas lembre-se que ao proteger seu físico, seu cérebro poderá ser violentado.
DEVO, ENTÃO? Dizem que nessa vida a gente deve experimentar de tudo, então... Mas cá entre nós: você não tem nada melhor para fazer?
Se você está cansado de ouvir boas músicas se transformarem em tuntstunts, abrace a CADDUM número 4:
Pelo fim dos remix! Chega de um dj metido se afirmar estragando as melodias de nossas músicas preferidas!
As Campanhas Desassistidas por Um Mundo Melhor
Nossa terceira CADUMM enfoca um problema cada vez mais sério na vida cotidiana do dia-a-dia da rotina de cada um de nós: o trânsito.
Basta um pequeno engarrafamento para ele surgir, lá de longe, não num cavalo alado, não para lhe resgatar, mas sim, para despertar seus “instintos mais primitivos”: o afobadinho.
Todos estão enfileirados, todos querem chegar a seu destino, todos respeitam o espaço alheio. Menos ele. Ele não pode esperar, não. Ele tem mais pressa que os demais, ele jamais, jamais poderá padecer em engarrafamentos, pois tem o direito divino de passar por todos. Como? Pelo acostamento! Sim, por que esperar como todo mundo se existe um acostamento ali ao lado? Esperar é para trouxas, não é mesmo?
Se você já se estressou com um afobadinho, se até já atravessou o carro entre a pista e o acostamento para atrapalhar os planos de um folgado, join us!!!
Está com pressa, não pode esperar como todo mundo? Arrume um atalho! Ande mais rápido quando o trânsito fluir! Compre um helicóptero se quiser! Mas não venha cortar pelo acostamento, que a gente perde a classe e a elegância...
Não demorou muito para se pegar no meio da tarde pensando em você sabe muito bem quem. E no começo isso assustou um pouco, mas depois, como era de se esperar, você se acostumou.
Na primeira vez que acordou pensando em (você sabe quem), “o que foi isso? Quem autorizou?”, foi o que se perguntou. Mas logo, você se acostumou.
E mais algum tempo foi para de repente, rir de alguma coisa que lembrava (você sabe quem), ou se pegar fazendo um gesto igual a... bem... nem é preciso dizer quem.
Você teve vontade de sair correndo, tamanho o pavor que isso causou. Mas logo, você se acostumou (e começou até a achar isso bom).
E não é que agora você não imagina sua vida sem... você sabe quem? Logo essa pessoa, que tempos atrás você nem conhecia, não sabia sequer da existência, mas que é exatamente do jeito que sempre sonhou.
Pois é, a vida tem dessas coisas...
Mais uma da série ícones da mitologia grega
Prepare seu colete a prova de balas ao dividir uma balada com esse tipo.
Este cromossomo y é conhecido por sua forte indecisão, fraca auto-estima e extrema cara de pau. Ele vai dar em cima de você, da sua amiga, da sua irmã e, se bobear, daquele seu amigo de sexualidade indefinida. Para ele o que importa é ficar com alguém, qualquer alguém.
Hum... sinto cheiro de... de... desespero?
Para identificar um Micareta Man recomendamos o teste do banheiro. Converse com o bofe por um tempo e em seguida dirija-se ao compartimento azulejado. Bastarão alguns segundos para que um legítimo Micareta Man sinta-se nas ruas de Salvador e saia distribuindo amor e frases feitas para quem quiser aceitar.
Ou como um dia de sol, alegre, inspirador.
Mas nem sempre é assim, muitas vezes as rimas não soam bem, há descompasso e muitas nuvens.
Não podemos evitar o indesejado e talvez seja essa a graça de toda a história. Mas, mesmo assim, podemos reagir de maneira menos óbvia, sabendo que cair e levantar faz parte da trajetória e que nunca, mesmo, é tarde para declarar seu amor.
O fim de semana foi de muita alegria para o Desassistidas: a mãe da Tha finalmente saiu do hospital e voltou para casa! Agradecemos o apoio dos amigos e leitores do blog.
Vamos aos poucos normalizando a produção do site, já que a bruxa andou solta por aqui: a Tha cuidando da mãe e a Ro sem poder digitar, pois estava de molho por conta de uma "patologia osteomiarticular em diversos pontos" (fontes seguras garantem que foi por causa de um acidente envolvendo polainas e um disco do RPM).
Tinha chegado ao trabalho havia 2 horas, vinha do hospital, onde passara a noite com meu pai, internado há dois dias. Nos últimos anos era rotina para ele ser hospitalizado, acho que daí veio uma certa antipatia minha por médicos e hospitais, eram personagens e cenários associados a momentos muito difíceis. Aquele final de semana era só mais um.
Quando cheguei naquele lugar, o olhar da minha mãe já dizia tudo: não haveria mais noites em claro nos hospitais, não haveria mais piadas, nem longas conversas, eu não sentaria mais na cabeceira da cama dele para contar como foi meu dia. Era o fim, meu pai tinha morrido. Simples assim, sem avisar, sem dizer nada, sem dar a chance de nos despedir.
Aquela noite que passei em claro com ele foi difícil e me dediquei mais a me incomodar com a impossibilidade de dormir (e o fato de que tinha que trabalhar dia seguinte), porque não sabia que aquelas horas eram as últimas que teria com ele. Se eu soubesse que aquela era a última chance que teria com meu pai, teria sido diferente. Teria, ao invés de pensar no trabalho do dia seguinte, pedido para ele me falar mais sobre a tia Filhinha ou a vó Sebastiana. Teria perguntado para ele como tomou a decisão de mudar com a família para o Iraque ou ainda pediria para ele me contar mais uma das histórias fascinantes sobre a construção da ponte Rio-Niterói. Teria dito o quanto o amava e admirava.
Todos os dias estamos nos despedindo um pouco de todos a quem amamos. Mesmo assim, agimos com intolerância com amigos, amores, família e seguimos, achando que sempre haverá uma outra chance, uma nova oportunidade. Só que uma hora o amor se desfaz ante o descaso, a amizade se rompe pela falta de atenção, a vida acaba.
Se soubesse que é sua última chance, o que faria?
E a campanha continua!
Então você precisa de Otavindo!
Otavindo, o homem que dará a você um upgrade em sua auto-estima com elogios e incentivo.
Otavindo, o parceiro que ficará do seu lado e ajudará a segurar a onda nos momentos difíceis.
Otavindo para encarar qualquer programa de índio pela simples alegria de estar ao seu lado.
Otavindo, é ou não é pra casar, quer dizer, votar?
O número do Otavindo? Nada disso, ele quer o seu! Quem sabe vocês combinam um cineminha e tals...
Dia 5 não esqueça: é Otavindo para melhorar a sua vida!
Pollyana, a menina trouxa, quer dizer, moça
Ela não precisa de você para nada, mas admite que não pode viver sem estar ao seu lado. Ou não.
Ela gosta de você do jeito que você é e tem paciência de Jó. Ou não.
Ela agüenta suas mudanças de humor e tem até suas crises de ciúme e implicância, mas sabe admitir quando erra. Ou não.
Se você sair para comprar cigarros, ela vai pegar um banquinho, sentar e esperar sua volta sem perder a pose, independência e auto-estima. Talvez rolem umas lágrimas, mas, vá lá, ninguém é de ferro...
É mais conhecida pelas amigas como trouxa, mas prefere se definir como uma candidata com visão polianística da vida.
Dia 5, escolha Pollyana, a assistente que não perde a esperança!
Dia 5, vote em Advir!
Advir vai melhorar a infra-estrutura dos seus relacionamentos!
Advir para mais assistência!
Advir para mais alegria!
Chega de passar as noites de sábado abraçada a uma panela de brigadeiro, escolha Advir agora!
Dia 5, vote no PATI!
Por isso, dia 5 de outubro vote no PATI, o Partido da Assistência Total e Irrestrita!
Só o PATI vai garantir assistência 24h através do programa Bolsa-Assistência, uma ajuda valiosa enquanto você estiver desassistida (o)!
Só o PATI vai lutar pelo fim do encochamento nas baladas!
O PATI vai legalizar e regulamentar os jogos amorosos e punir com severidade quem brincar com o coração alheio!
Só o PATI lhe garante trilhas sonoras para qualquer momento difícil para você chorar, descabelar e depois estufar o peito e seguir em frente!
O PATI vai lhe dar assistência psicológica, espiritual e cármica!
Conheçam nesta sexta-feira os nossos candidatos!
Afinal, os opostos se atraem?
Dizem por aí que os opostos se atraem. Será verdade? E será essa diferença suficiente para fazer durar uma relação? Para uns, sim, já que as diferenças de um e outro trazem novas perspectivas, experiências e desafios. Porém, é preciso pensar se essas diferenças são superficiais (de estilos de vida que podem ser alterados) ou de valores, formas de encarar a vida. Pois hábitos mudam muito ao longo da vida, já os valores pessoais podem gerar conflitos na relação.
Na nossa historinha, a rata de academia descobriu que aquele cara, que parecia tão diferente dela, na verdade, era até bem parecido com ela, apesar da capacidade irritante dele estar quase sempre certo. Ela também descobriu que faltar a academia de vez em quando não deforma o corpo e um cachorro quente pode até mudar uma vida. Ele? Bem, ele continua viciado em trabalho e fast food...
Jogos X Amor
Antes de qualquer coisa, queremos saber:
Você acredita que vale a pena jogar no amor?
Muita gente pensa que amar é igual a jogar. Ser você mesmo e agir naturalmente não garantem o pódio no amor. Mas será verdade? Será que os jogos não atrapalham e fazem todos perderem um precioso tempo, o tempo de ficar junto?
Queda de braço
Apesar de não constar dos registros de Beijing 2008, no campo dos relacionamentos, a queda de braço é o esporte mais popular entre assistidos e desassistidos.
- Eu não vou ligar. Ela que ligue primeiro!
- Eu? Ligar? Jamé! Ele que ligue... Não perdeu os dedinhos...
- Eu, dizer te amo primeiro?! Nem pensar!
- Ah, só vou falar que gosto se ouvir primeiro, vai que digo e o outro fica com cara de paisagem...
E assim, vai, até que uma das partes cede e ganham todos. Ou não.
Top hits desassistidos – trilha sonora para ir ao tatami
1 – “Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder” – Pô, Lulu! Só o amor constrói, fala a verdade, confessa que tá apaixonado. Do chão não passa, garantimos!
2 – “Quando digo que deixei de te amar/É porque eu te amo/Quando digo que não quero mais você/É porque eu te quero/Eu tenho medo de te dar meu coração/E confessar que eu estou em suas mãos” – Evidências... que letra verdadeira para um especialista em queda de braço. Vamos lá, todo mundo junto, levantem os braços: “E nessa loucura/ de dizer que não te quero/ Vou negando as aparências/ Disfarçando as evidências” Vamos lá! “Só quero ouvir você dizer que sim”. Ôpa! Disfarça...
3 - "Last night/I couldn't even get an answer/I Tried to call/ But my pride wouldn't let me dial" – Esse P. Diddy sabe das coisas… Quem nunca ficou com o telefone na mão, pensando “ligo ou não ligo?” Que atire o primeiro cartão telefônico.
Mas o que eu faço?
Mas e o que você deve fazer?
Sinceramente? Se vira...