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Não é você, é seu Orkut – Scrapbook, o maldito livro de recados

Mas a decepção com o perfil passa. Se encarada como um momento obscuro da trajetória do (a) candidato (a) a assistente, pode ser facilmente superada (e posteriormente editada).

Triste, com certeza, são os recadinhos melosos ou os depoimentos cheios de intimidades de gente que acabou de se conhecer. Básico, quase roteiro de novela: menina conhece menino. Começam a namorar. Estão naquela fase inicial em que cada movimento é tímido.

Até que um dia menina resolve deixar recadinho meigo para menino (ou vice-versa):

- Ok... vamos lá... página de recados...eiiiii!!! Quê isso?! Onde estamos?! Como assim 'Fulana (o) te adoro, ontem no MSN você foi demais comigo. Você é muito especial para mim' ???????
Quero explicações, vamos lá!

A explicação:

- Esse cara/Essa garota me deixa recados assim faz tempo, mas eu nem o (a) conheço direito. É doido (a)! Pode ver, deixa recado meloso pra mais um monte de gente!

Bem, pode ser. Afinal, o que mais se vê no mundinho virtual é gente que acabou de se conhecer publicando fotos do amor de sua vida que, se na semana passada era um loiro intelectual, na seguinte, é um moreno surfista. Nada contra fazer a fila andar, muito pelo contrário. Mas a expressão "amor da minha vida" não deveria ser usada com mais parcimônia e, principalmente, sinceridade? E mais, é possível amar "horrores" alguém cujo maior contato se dá através do Orkut?

Quanto ao recado, tudo bem, hoje passa, mas da próxima vez...

Novo vídeo das Desassistidas, agora sobre Futebol, na final do Catarinense. Esta bem na capa do site da Rádio Criciúma. Se você esta triste, este é um santo remédio, o vídeo ficou hilário!

Mais um entre os preferidos...

PÉROLAS DO CANCIONEIRO MASCULINO
- Coisas estúpidas que você teve de ouvir em troca de alguma diversão –

Imagine aquela noite: você conquistou o cara mais gatinho do pedaço...vocês se beijam, o clima esquenta (sendo menos hipócrita, melhora). Você pensa: “que homem, que sorte! Tenho de me segurar, ele está me enlouquecendo!” À essa altura, você nota: ele também está a mil. Na sua cabeça passam tantas coisas e você já começa a torcer por algum sinal sobre o que fazer. Das coisas que sua cabeça processa você só não espera que ele fale, porque, bem, você sabe, homens não têm o dom da palavra em certos momentos cruciais. Naquele clima de “loucura e perdição”, quando já está convencida de que é uma menina má e vai para o inferno, eis a deixa: ele resolve falar. Ah, se os homens soubessem que em boca fechada não entra mosca...
Vem, então, a bomba, aquelas palavras mágicas bem colocadas, sem trocadilho infame, (aliás, seria bomba ou brocha?):
_ Deixa eu enfiar?
Essa expressão de um desejo incontrolável através de um romantismo troglodita dispensa comentários.
Mas pode ser pior. Você já está cometendo a loucura de desperdiçar seu tempo com um mané de marca maior. Ele pensa que você é tudo (mas você está no básico do básico) e solta:
_ É a primeira vez que eu vou pra cama com uma mulher de verdade!
E você completa, mentalmente, “e não com uma boneca inflável!”. Ora, vamos! Próximo!
Um tipo que não pode ser ignorado é o 100% testosterona, ou em suas próprias palavras, o “macho pra caralho”. O triste é você tirar sarro da cara dele a noite toda e ele acreditar que você está delirando com um tipo tão másculo, um homem “de verdade”. Dentro dessa categoria, ou seria “falta de”?, está o rei supremo, líder de toda a babaquice existencial do cromossomo y: o erótico, do tipo “um tapinha não dói”.
Ele aprendeu em algum dos filmes pornô que formaram a sólida base de sua educação sexual que palavras tórridas e tapinhas nas nádegas são tudo o que uma mulher deseja. Por favor, somos mais complexas que isso!
Para fechar o bloco, o hábito masculino - da época das cavernas, pode acreditar - de provar a masculinidade. Seja urinando em qualquer moita, como quem diz “morra de inveja! Só eu posso usar o mesmo banheiro que o Rex!”, ou em um clássico: o arroto. Geralmente praticado após as refeições, uma variação do uso é muito registrada em momentos de desespero, após ele passar a noite toda cantando você, que obviamente não deu bola por perceber o tipo. Ele, então, num gesto derradeiro, prova para você, fêmea, que ele é muito macho, cromossomo Y até debaixo d’água, que no meio daquelas pernas há uma bolsa escrotal: “BURP!”.
Que civilizado, que lindo! Devo conter as lágrimas ou o meu corpo que quer se jogar sobre esse maravilhoso espécime da raça humana? Fica a pergunta: o que há dentro da cabeça de uma criatura dessa???
Realmente, não há condições.
Pare o bonde que eu quero descer!
Mas é o que está disponível no mercado, acredite se quiser...
Bem, como dizia minha amiga: “homem perfeito é o homem cheirado, domesticado e sexualmente falado”.
Não vale a pena ser promíscua. Para praticar um sexo insignificante com um homem cuja performance não vai além da auto-satisfação, que muito provavelmente sofre de ejaculação precoce e ainda vai lhe chamar de galinha, sinceramente, prefira ficar em casa assistindo reality shows. Sério, é melhor dispensar esses cinco minutos constrangedores na sua vida.
O maior problema no relacionamento entre homens e mulheres é que quando um homem tem um desempenho vamos dizer, satisfatório, ele não acredita na capacidade e vai logo pelo caminho óbvio de duvidar da idoneidade do testemunho de sua parceira e do seu caráter, chamando-a de galinha. Acho que é uma questão de auto-estima. E também de senso crítico: ele não é galinha também, ambos não cometem o ato de perdição juntos?
Ah, esqueci, homem galinha é legal...

Pessoal esta imperdível a entrevista que fizemos com o vocalista da Banda Velhas Virgens, o Paulão, veja aqui!
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