Ops...

E pra esta sexta-feira, Desassistidas lembram a todos que em Boca Fechada, não entra mosca. Bom senso na comunicação pode evitar muitos constrangimentos. Exemplo? Sim, claro, didática é nosso lema.

- Oi, querida! Quanto tempo! Não sabia que você tava grávida, que maravilha!
- Não estou grávida...

Alguém tem um saco de papel aí, por favor? Numa hora dessas um abalo sísmico seria bastante interessante, mas como o Brasil é território privilegiado e está salvo deste tipo de problema, resta apenas ele, o constrangimento a fazer companhia.

Além da vontade de que o chão se abra e engula todos sob a superfície, outra característica comum dos momentos constrangedores é alteração da percepção de tempo. A partir do momento que o clima sem graça se instala, o tempo adquire uma outra dimensão e o que poderia ser considerado um segundo, vira um minuto, que por sua vez, torna-se uma hora.

O lado bom disso tudo é que assim como catapora, sarampo e gripe, o constrangimento é uma coisa que parece que vai derrubar você, mas passa.

Portanto, nunca esqueça que no momento em que você está sem graça porque descobriu uma reluzente casquinha de feijão no dente, em algum lugar do planeta alguém está sem saber o que falar para a família do assistente que acabou de conhecer.

Sem graça, eu? Que isso...

Fértil terreno para situações constrangedoras, o começo de relacionamento continua em pauta nesta semana de bochechinhas vermelhas aqui no Desassistidas.

Sabe aquele desconforto digno de consultório ginecológico que você sente nos primeiros encontros? Pois é, não é exclusividade sua. Todo mundo fica sem graça, não sabe onde pôr a mão (bem, elas logo encontram lugares aconchegantes para repousar...) e a cada 10 palavras ditas se arrepende de ter dito pelo menos 8.

Numa certa cidade do sul do estado, famosa pela atividade de extração de um mineral, é figurinha carimbada uma jovem senhora vendedora de flores e destruidora de relacionamentos.

História verdadeira que chegou a redação conta que um casal estava no segundo encontro, jantando, quando a tal “dona” apareceu. A mocinha de nossa história sofria de uma grave fobia de relacionamento e ao avistar a senhora, sob a ameaça iminente de receber flores, precipitou-se e respondeu pelo mocinho “nada de flores, somos apenas amigos”. O mocinho, assustado, calou-se e apenas concordou com a cabeça. Inesperadamente, a noite acabou por ali. E a história dos dois também.

Pobre garota que não resistiu ao constrangimento, pobre garoto que se viu interrompido em sua tentativa de agradar.

Tudo, é claro, culpa da floricultura ambulante.

Constrangimentos

Errr... hã...

- Veja bem, ele não é meu namorado ainda, mas vai ser daqui um tempo.
- É... oi, Carlos Augusto. É mesmo, faz tempo, desde que a gente...é... terminou.
- Deixa que eu pago minha parte...
- Flores: Não, não queremos flores.

Assim como Paulo Ricardo, que fica enrubescido toda vez que não é reconhecido, você, cidadão comum que nunca vendeu um milhão de discos também passa por constrangimentos no dia-a-dia.

O mais comum, relacionado a relacionamento, é claro, ocorre no começo da relação. Está lá você, poderosa, glamurosa, vitaminada com seu candidato a assistente quando encontra um amigo, ou amiga. Beijinho pra cá, beijinho pra lá, como manda a boa educação, você, no desespero do momento prefere ignorar a existência de um cromossomo y a seu lado e espera que seu interlocutor também.

Aha! Ledo engano...

A pessoa logo solta aquela perguntinha indecorosa: é seu namorado? Pausa para o momento “putz, e agora?” Não resta alternativa além de usar o bom senso e agir com maturidade. Mudando de assunto.

- Menina, mas que espetáculo essa sua bolsa! Tava procurando uma igual!
- Gente, o que é aquilo do outro lado da rua?
- Caraca! Não acredito que agora fazem iogurte de soja!

É preciso salientar que o uso desta técnica requer preparo físico e repertório, para engatar um assunto no outro sem parar, além de uma dose extra de óleo de peroba.

A gramática do amor

Virgula ( , )

É um sinal rebelde, que se coloca na relação sem a autorização dos amantes. Uma espécie de pausa momentânea para, após recuperado o fôlego, recomeçar do ponto onde parou.

Ponto e virgula ( ; )

Para aqueles que têm medo de um final drástico que só o ponto final proporciona, nada como um ponto e virgula: encerra-se a idéia anterior, faz-se uma pausa e logo se começa uma nova idéia, de preferência, relacionada com a anterior. O ponto e vírgula cai muito bem naquele assistente gato ou dono de uma pegada sensacional, mas que você sabe que não merece muito mais que um cinema.

Ponto final ( . )

Já deu o que tinha de dar. Encerrou o assunto. Chega. É hora de colocar um ponto final na história e, de preferência, começar um novo parágrafo.

A gramática do amor

L’amour, l’amour... quantas definições, quantas incertezas...
Mas Desassistidas acreditam que só ele constrói (e destrói e corrói e mais uma dúzia de rimas de doer) e fornecem a seus glamurosos leitores um curso básico de gramática amorosa. Sim, o amor possui uma gramática própria, regras tão sinuosas quanto as curvas da estrada de Santos...
O primeiro módulo de nosso estudo começa pela acentuação.


O ponto de interrogação (?)

Quem nunca se viu diante de um assistente que era uma verdadeira incógnita?
Um ser humano que nunca disse a que veio e muito menos porque foi embora?
Quem? Quem?
O ponto de interrogação é um bofe estranho: diz que não quer namorar, mas age como namorado, comparece como namorado, mas na hora de receber o título de namorado, apavora-se como um mané.

E afinal , quem casa quer casa?

A série dos grandes questionamentos desassistidos retorna no final desta semana dos namorados com mais uma pergunta de relevância sócio-cultural para todos: quem casa, quer casa?
E mais, o que isso quer dizer: que casar exige um teto, um cafofo para abrigar os pombinhos?
Caberia ainda um complemento, quem casa quer casa, comida e roupa lavada?
Oh, são tantas as dúvidas e questões sobre nossas cabeças...

Mas, peraí, as pessoas ainda casam?

O IBGE divulgou pesquisa em 2006 que apontava um crescimento no número de divórcios na ultima década. Interessante, então isso quer dizer que:

a) As pessoas não estão perdendo tempo e fazendo a fila andar.

b) As pessoas estão casando mais, daí o maior numero de separações.

c) Casar, assim como o tubinho preto, pode até passar por momentos de esquecimento, mas jamais sairá de moda.

Provavelmente sim, o casamento é um tubinho preto, porém é preciso saber combinar os acessórios para não transformar o traje, quer dizer, o casamento, num desastre.

Você sobreviveu!!!

Parabéns! Você sobreviveu ao apelo das operadoras de cartão de credito, as piadinhas sem graça dos colegas de escritório e, veja só, aquela coisa estranha chamada auto-estima, não sofreu nenhum abalo.

Dia 12 passou, como um dia qualquer e, ao contrario das apostas, os solteiros do mundo não cortaram os pulsos ao passar a data sozinhos (lembrando sempre que antes só do que mal acompanhado...)

Hoje, dia 13, para os, digamos, místicos, e a oportunidade de lançar mão de todas as simpatias e mandingas possíveis na tentativa descobrir ao menos a inicial da pessoa que lhe prestara assistência matrimonial.

Mas caso você A-M-E a vida de solteiro, agosto esta logo ali e você poderá desfrutar o dia do solteiro, que é comemorado no dia 15.

Prepação para o dia dos namorados - seja forte!

É verdade sim. Mas é preciso que você seja forte. Enfrente de cabeça erguida e faça ouvidos moucos para aqueles que não estão vivendo o mesmo drama que você.

Dia 12 está chegando, pode-se até ouvir a trilha sonora, aquele ta-tã-tã-tã de filme de terror acompanhando, anunciando como as trombetas do apocalipse a data carregada de glicose.

E você, alone, in the rain...

Pausa para um momento dramático: uma queda sobre o sofá e um choro discreto, contido junto com um leve morder dos lábios.

Francamente! Que frescura é essa? Mil chibatadas em você agora, já pro milho ao som de Wando! Onde já se viu ficar se menosprezando por causa de uma data cujo maior objetivo é alavancar as vendas do comércio varejista?
Por favor...

Lembre-se sempre que solteirice não é doença e sim, uma questão de opção. E que mais vale a companhia de bons amigos do que uma assistência chinfrim.

E se você está enrolada (ou enrolado), deve estar se perguntando "Mas, e eu? E eu, gente, o que faço"?

Bem só há duas alternativas: a corajosa (e dependendo do caso, sem noção) e a covarde (dependendo do caso, sem noção).

A corajosa é aproveitar a data para chamar o (a) assistente na chincha e colocar a relação às claras. Se o relacionamento é novo, colocar pressão não é a melhor forma de fazer a coisa andar.

A covarde é ficar assoviando e olhando pro teto, fazendo de conta que não é com você. Caso seu (sua) assistente esteja esperando a data para levar a relação a um outro nível, esta atitude também é candidata ao posto de sem noção.

Se você está namorando, recomendamos: caso você veja o clichê andando na sua direção, fuja! Evite programas manjados, não dê presentes sem vontade ou criatividade (que tal propor uma viagem a dois?). Não esqueça o romance e lembre-se: não deixe para demonstrar amor apenas uma vez ao ano. Afinal de contas, todo mundo sabe que quem não dá assistência, abre espaço pra concorrência!

Dicas para o Dia dos Namorados

Antes de mais nada, por favor, solte o pescoço de seu colega. Você não quer passar o dia 12 numa cela fria sem o menor glamour, não é mesmo?

Agora sente e ouça nossas dicas para entreter sua mente e coraçãozinho palpitante no dia dos namorados:
1) Faça uma seleção com músicas divertidas no seu Mp3 Player e coloque seus fones de ouvido para trabalhar e evitar a audição açucarada dos seres comprometidos a seu redor
2) Prepare uma série de respostas para os colegas engraçadinhos
3) Alugue filmes como "Abaixo o Amor", "Solteiro no Rio de Janeiro" e se convença de que no fim, os fortes sobreviverão!
4) Pegue uma balada para solteiros/ solteiras e pegue a maior quantidade de solteiros/ solteiras que conseguir. Ou não pegue ninguém e fique feliz assim mesmo.
5) Acomode-se debaixo de sua pilha de cobertores e espere o dia 13 chegar.

Lembre-se sempre que solteirice não é doença, é sim uma questão de opção e que mais vale a companhia de bons amigos do que uma assistência chinfrim.

Calma, calma! Nada de pânico nessa hora

Você amiga, você amigo que está abatido, triste, andando pelos cantos sem ver uma solução, não se desespere, nós estamos com você nessa luta!

Sim, porque ele está se aproximando e a enxurrada de propagandas glicosadas faz você pensar que vale menos que uma bala de coco apenas por quê? Por quê? Tudo porque você está sem namorado.

AHHHHH!

Parece até palavrão: 12 de junho, dia dos namorados. Alegria das operadoras de cartão de crédito, tristeza dos corações que ainda vagam desocupados. Um dia comum, sem graça até, não é mesmo? Despeito? Que isso, coisa feia...

Não é caso para desdém, afinal, fazer pouco pode lembrar aquela velha expressão: "quem desdenha quer comprar". E também não é caso para cortar os pulsos só porque se está sozinha (ou sozinho). Mas já que a data está aí e você provavelmente terá que trabalhar e ouvir aquela piadinha "originalíssima" daquele seu colega dono de um senso de humor "sensacional": e aí, já comprou o presente do seu namorado, o há de vir?

E pra quem gosta de alisar, há castigo?

Para os adeptos do espiritismo, a resposta é simples: karma. Sim, quem passa a mão numa esquina, na outra será também alisado. Ou ainda é dá para pensar que no momento que certos dedinhos alisam a propriedade alheia, a irmã, a mãe, a filha ou a assistente do molestador pode estar sofrendo o mesmo tipo de agressão.

Mas para quem não é nada zen e gosta mesmo do "aqui se faz, aqui se paga", algumas sugestões:
a) Amputação imediata do membro (calma, estamos falando da mão) – uma solução "nada" extremista, baseada em alguns "razoáveis" países do oriente médio.
b) Uma tarde de ensinamentos com nosso amigo leão de chácara conhecido como o tripé humano, em que, fazendo uso do método de exemplo prático, ele ensinará ao molestador porque mulheres não gostam de ser alisadas por desconhecidos.

De todas as formas disponíveis de castigo, ou correção, a melhor mesmo é, caso você tenha sofrido uma agressão, procurar a Delegacia de Defesa da Mulher mais próxima e registrar queixa contra o mané.

E para que fique bem claro que nós mulheres não toleramos esse tipo de coisa, é importante que comportamentos abusivos de irmãos, amigos, assistentes ou pais sejam repreendidos.

CADÊ O RESPEITO? – Ainda existe gente que não entende

E há quem diga que a pessoa molestada estava pedindo, alguns têm a ousadia de dizer “ela bem que gostou”.

Sim, mulheres gostam de ser alisadas, adoram ser chamadas de gostosas, mas


POR SEUS ASSISTENTES E COM O CONSENTIMENTO DELAS!


Qualquer coisa que aconteça fora deste contexto é humilhante, desagradável e, acima de tudo, um ato de violência.
Uma mulher molestada se sente humilhada, desvalorizada e incapaz, pois é difícil reagir na hora do ataque, já que os covardes que fazem isso fogem rapidamente.

Será que o corpo feminino vale tão pouco? Será um mero objeto, sempre exposto em cartazes e propagandas, reduzido a uma mercadoria para entretenimento de alguns?

Isso seria muito simplório, reducionista até. A grande maioria dos homens respeita as mulheres a sua volta e a idéia de invadir o espaço de outra pessoa dessa maneira os revolta. Uns dizem até que o homem (homem?) que faz esse tipo de coisa não passa de um incompetente, tem que tomar à força, pois é incapaz de se relacionar com uma mulher de forma saudável.

É lamentável que ainda se precise falar e PEDIR respeito. Vivemos em 2007, época em que recursos tecnológicos dos mais diversificados tornaram a comunicação e o acesso à informação muito mais fáceis. Ainda assim, a dignidade é considerada artigo de luxo por alguns.

Cadê o respeito?

Cansadas de ouvir reclamações de amigas (e até de amigos) a respeito de bolinações, Desassistidas lançam a campanha: não invada o espaço alheio sem autorização prévia! Você amigo, amiga que tem a mão boba, que adora passear com seus dedinhos por anatomias alheias, sem receber ao menos um convite: ACORDE!

Antes de tudo: nada de chegar encochando quem você não conhece na noite, é vulgar e as mulheres detestam.

Também não vá pensando que o corpo feminino é corrimão: as mulheres não são objetos que desfilam para entretenimento alheio. Em cada corpo mora uma alma, além de desejos, sentimentos e, principalmente, existe um ser humano que precisa, merece e DEVE ser respeitado!

No ônibus, na rua, na balada: há sempre uma história de um sem noção que acha divertido alisar a propriedade alheia. E já existem registros de fêmeas molestando cromossomos y. ABSURDO!

Pior é que essa turma, a da mão boa, sempre diz “ah, ela tava pedindo, tava se oferecendo”. Pra gente (gente?) desse tipo, o fato de uma mulher respirar e andar já é sinal de comportamento insinuante.

Mas para quem não concorda, quem não sai de casa sem seu tacape, o nome do meio é Australopithecus e o vocabulário se limita à uga-buga, não tem problema: é só se apresentar aqui na redação do Desassistidas, que nosso amigo Motumba (conhecido como tripé humano) terá o maior prazer em explicar porque a gente, a parte da espécie humana conhecida como mulher, não gosta disso.

Passar a mão é coisa de troglodita, não é coisa de homem. Só merece ser chamado homem aquele que sabe o significado da palavra respeito. Quem trata com dignidade a mulher que tem a seu lado e as demais. Que usa a educação e o bom senso no trato não só com mulheres, mas com todo ser humano. Independente de gênero, idade, orientação, raça ou credo. Temos certeza que muitos são assim, homens de verdade, mas, infelizmente, uns poucos ainda resistem a negar o inevitável: a evolução da humanidade, e permanecem na idade das cavernas, com seus pensamentos atrasados e comportamento vulgar.

Ao ser molestada, a mulher tem o direito de procurar a Delegacia de Defesa da Mulher mais próxima e registrar queixa, para que fique bem claro que esse tipo de comportamento não é mais tolerado. Além disso, recomendamos a todas as mulheres que eduquem bem seus filhos e que, ao presenciar um comportamento abusivo de filhos, amigos ou companheiros, chame a atenção deles e deixem bem claro que nós, mulheres, não toleramos isso.

Ninguém gosta de falar...

Nada mais delator que o passado. Nele moram aquela saia balonê e o vestido de manga bufante (com decote princesa, please) com que você saía livre, leve e solta pelas ruas da cidade, tendo a mais absoluta certeza de que estava abafando. Não vamos nem lembrar coisas mais trágicas como a moda grunge e o batom preto...

Esse assunto, aliás, nos leva ao FR80. Para quem não lembra (ou não acompanhou nossa série sobre ex, mais precisamente o post: “Depois de você, os outros são os outros e só” )
, o FR80 é o Fator Roupa Anos 80. Uma unidade de medida para você classificar o seu ex, já que diz a sabedoria popular que ex-namorado é como roupa dos anos 80: você vê as fotos e pensa “como tive coragem de sair na rua com aquilo?”. Claro que nós não estamos falando aqui de aparência física, mas sim sobre comportamentos, atitudes e todo aquele pacote que vem junto com um péssimo assistente. Um ex de pesadelo pode fazer qualquer um morrer de vergonha ou ter muitas dores de cabeça (prova disso são os e-mails que circulam pela rede com fotos íntimas levadas a público por ex-namorados (as) sem caráter algum).
Enfim, nesta categoria de segredo, o “que pega” mesmo é a mania besta de “o que os outros vão pensar?”.
O que os outros vão pensar quando descobrirem que eu namorei aquele troglodita? O que os outros vão pensar se souberem que danço funk descendo até o chão? O que os outros vão pensar se eu trocar a engenharia pelo cinema?
São muitos os questionamentos. Peneirando muito bem o que vale a pena lembrar e o que é melhor esquecer (e deixar bem guardado, de preferência sob cadeados e sistema de alarme), vale a pena levar em consideração alguns fatos: a Terra tem 4,5 bilhões de anos, a Via-Láctea, mais de 23 mil anos-luz de raio e a expectativa média de vida do ser humano é de apenas 70 anos. Somos pouco diante de tudo o que nos cerca, não é mesmo?

Ninguém precisa saber disso

A polidez e o bom senso nos mandam deixar uma parte das opiniões e uma meia dúzia de achismos num lugar adequado: a caixa craniana.

Por exemplo: para quê compartilhar com um assistente um piriri? Conta uma amiga nossa (e sempre a história é de um amigo) que um dia, durante uma encantadora noite com o assistente, viu-se perplexa quando o dito cujo anunciou o fim prematuro do encontro. Como assim, embora agora? Questionou a amiga (amiga? Sei...). 15 dias transcorridos após o abortado encontro, o assistente ressurge das cinzas, um tanto encabulado. Conta a amiga (amiga? Sei...) que o rapaz revelou o verdadeiro motivo da interrupção (que julgava nossa protagonista ser ela mesma, a esta altura do championship, pra citar um amigo da redação): o bofe fora acometido por um forte piriri que o levou a abandonar imediatamente o local do romance. Constrangido com a situação, achou por bem ficar uns dias sem se manifestar.

Tudo bem que a verdade é sempre melhor, mas, nesse caso, a realidade não mereceria um photoshop? Algo como “estava me sentindo mal” não soaria melhor? Tiravam-se as celulites, mas o tamanho da coxa continuaria ali. Uma verdade enfeitadinha, por assim dizer.

A delicadeza nas relações manda que o passado assistencial, mesmo que glorioso, fique lá mesmo, no passado. Uma ou outra informação para que se saiba onde está pisando é pertinente e, segundo recomendação de nossa consultora Rebecca Cristina, uma forma de saber qual o nível da assistência anterior. Porém, saber quais as posições do Khama Sutra foram testadas com o ex ou quantas mensagens apaixonadas o casal trocava é algo de um mal gosto apenas comparável a mullets e polainas.

Por isso, dizem que ao casar, muitos esquecem o passado. Namorou quantos? Tudo bem. Fez tulipa roxa com o último? Nem pensar.

Hoje (24-05), às 22:30 tem Desassistidas no AR!

Inconfessável

Todo mundo tem um gosto esdrúxulo ou uma mania estranha que prefere deixar incógnita.

Isso mesmo, você aí que adora cantar aquela música brega a plenos pulmões quando não há ninguém por perto. Ou você que adora usar em casa aquele blusão de elefantinhos (tão meigo...).

E também tem sempre aquela história que começa com um "aconteceu com um amigo meu...", amigo? Sei...

Esta semana nos dedicaremos a trazer à luz os mistérios humanos, os segredos mais escondidos, guardados sob escolta policial para que ninguém saiba a verdade.

Mas, antes de mais nada, é preciso dividir as questões inconfessáveis em duas categorias: as coisas que não temos coragem de confessar e aquelas que ninguém precisa saber.

Na primeira categoria, enquadram-se bobagens como o fato de você saber i-n-t-e-i-r-i-n-h-a a letra de "Evidências". E pode ficar tranqüilo, a gente não vai contar pra ninguém.

Já no segundo grupo, está o passado do seu assistente ou o piriri que lhe acometeu ontem.

Existe uma grande necessidade humana em parecer melhor, mais inteligente e quanto mais próximo à perfeição, melhor. Mas a verdade é que ninguém é perfeito e nunca será. Talvez seja mais interessante assim.

Segue como dica o informativo Fala Bicho, de um projeto de proteção aos animais que a nossa amiga Cláudia participa.
Vale conferir!

Não é você, é seu Orkut – O mundo encantado do Orkut

Bem vindo ao mundo de fantasia que só a Internet é capaz de proporcionar! Lindos, cheirosos e descolados, os habitantes do Orkut têm uma vida bem melhor que a sua. Sim, porque lá a vida é simples, apenas um amontoado de comunidades e de frivolidades.

No Orkut, todo mundo é descolado. No Orkut, todo mundo é feliz. No Orkut, todo mundo é lindo, cheiroso, cheio de amigos e maravilhoso.

O Orkut embeleza, enriquece e faz qualquer um feliz!

Parece até a revista Caras, mas é apenas o lado relações públicas que cada um exercita para expor ao mundo apenas o seu melhor (ou o que julga ser o seu melhor).

No álbum de fotos é só alegria: praias, festas, milhões de amigos. Como se a vida fosse apenas isso. Não que alguém vá se fotografar no trabalho com cara de nádegas na frente do computador às 16h de uma quarta-feira e colocar no álbum. Mas existe muita gente se enganando e sentindo que não é tão feliz assim quanto os outros álbuns, quer dizer, pessoas.

Recados cheios de amor pra pessoas que mal se cumprimentam no dia-a-dia, declarações apaixonadas escritas sob medida para causar ciúme em outro alguém.

Fulano e Beltrana voltaram? Sim, tava no Orkut dele. Cicrana foi pra praia na páscoa? Sim, vi as fotos no Orkut dela.

Todos estáticos, sorridentes. Perfeitos, no Orkut.

Não é você, é seu Orkut – Scrapbook, o maldito livro de recados

Mas a decepção com o perfil passa. Se encarada como um momento obscuro da trajetória do (a) candidato (a) a assistente, pode ser facilmente superada (e posteriormente editada).

Triste, com certeza, são os recadinhos melosos ou os depoimentos cheios de intimidades de gente que acabou de se conhecer. Básico, quase roteiro de novela: menina conhece menino. Começam a namorar. Estão naquela fase inicial em que cada movimento é tímido.

Até que um dia menina resolve deixar recadinho meigo para menino (ou vice-versa):

- Ok... vamos lá... página de recados...eiiiii!!! Quê isso?! Onde estamos?! Como assim 'Fulana (o) te adoro, ontem no MSN você foi demais comigo. Você é muito especial para mim' ???????
Quero explicações, vamos lá!

A explicação:

- Esse cara/Essa garota me deixa recados assim faz tempo, mas eu nem o (a) conheço direito. É doido (a)! Pode ver, deixa recado meloso pra mais um monte de gente!

Bem, pode ser. Afinal, o que mais se vê no mundinho virtual é gente que acabou de se conhecer publicando fotos do amor de sua vida que, se na semana passada era um loiro intelectual, na seguinte, é um moreno surfista. Nada contra fazer a fila andar, muito pelo contrário. Mas a expressão "amor da minha vida" não deveria ser usada com mais parcimônia e, principalmente, sinceridade? E mais, é possível amar "horrores" alguém cujo maior contato se dá através do Orkut?

Quanto ao recado, tudo bem, hoje passa, mas da próxima vez...

Novo vídeo das Desassistidas, agora sobre Futebol, na final do Catarinense. Esta bem na capa do site da Rádio Criciúma. Se você esta triste, este é um santo remédio, o vídeo ficou hilário!

Orkut – o destruidor de relações

Vocês se conheceram numa noite de sábado. Foi tudo lindo: ele era inteligente, atencioso e sensível na medida certa. Trocaram telefones e, veja só, ele ligou no dia seguinte! Teria sido uma linda história não fosse aquela tarde de domingo em que você, navegando pelos caminhos incertos da web, deparou com o Orkut do candidato a assistente.

"Ai, me segura que eu vou ter um troço!" foi sua primeira reação. O perfil dele possuía aquelas sacadinhas "geniais":

Idade: 69
Paixão: mulheres
Livro: nunca li

Ou você, cromossomo y desacreditado, mas que achava ter encontrado dessa vez a assistente perfeita, deparou-se com o perfil:

Quem sou: um zilhão de caracteres, incluindo aí desde a cor preferida até a última visita ao ginecologista.
Livro: nunca li


Quem nunca conheceu a pessoa dos seus sonhos e ao encontrá-la no Orkut, ela se transformou em pesadelo?

Mas piores que o perfil (tudo bem, vá lá, é difícil falar sobre si mesmo), são as comunidades. Essas, sim, denunciam a verdade por trás daquele sorrisinho maroto na foto.
"Eu nunca me namoraria", "Mulher feia é que nem pantufas", "Chimbinha - O Deus da Guitarra" (que possui espantosos 13.840 membros) entre outras menos, digamos, publicáveis que fazem você pensar : "aonde fui amarrar minha égua..." Que aliás, lembra outra comunidade, por sinal, divertidíssima, "Gírias Idosas".

Essas adoráveis mamis e suas frases

Toda mãe que se preze tem seu chavão de estimação.

"Tem mãe que cuida de 10 filhos e 10 filhos que não cuidam de uma mãe."
"Eu faço isso pro seu bem."
"Se não te amasse, não me preocuparia."
"Está tão frio lá fora, leva um casaco."
"Come, minha filha, você está muito magrinha."
"Não gosto do fulano (assistente atual), prefiro o Beltrano (assistente do passado)."

Não importa a temática, ela sempre tem uma frase de efeito pra usar e minar sua resistência, seja ela a um vestido de babados ou a uma festa de família.

Fortes indícios apontam para a existência de um serviço de orientação de mães, altamente secreto, que seria responsável por ensinar a progenitoras ao redor do mundo os clichês básicos da relação mãe e filho. A redação do Desassistidas teve acesso a fragmentos de um material supostamente utilizado pelo curso, o material é dividido em módulos, com títulos como "Chantagem Emocional Nível Básico - Criando seus Filhos de 0 a 3 anos" e "O Poderoso Chavão".
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